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Histeroscopia

Histeroscopia diagnóstica e cirúrgica: qual é a diferença

Histeroscopia diagnóstica ou cirúrgica: a diagnóstica olha dentro do útero, a cirúrgica olha e já trata na mesma entrada. Quatro coisas separam as duas.

Retrato do Dr. Carlos Guilherme Del Roy, médico ginecologista do Instituto de Ginecologia Avançada Dr. Carlos Guilherme Del Roy MÉDICO: CRM-SP 216.943 · Ginecologista: RQE 128.844 Publicado em 20 de abril de 2026
Revisado em 18 de setembro de 2026 · 12 min de leitura

A resposta

A diferença entre histeroscopia diagnóstica e cirúrgica é simples: a diagnóstica olha dentro do útero, e a cirúrgica olha e já trata na mesma entrada. É o mesmo procedimento, com duas finalidades.

A palavra "cirúrgica" no pedido médico assusta, e muita mulher chega achando que foram marcados dois procedimentos diferentes, um depois do outro. Não são dois. É o mesmo caminho, com ou sem um instrumento a mais.

Na prática, quatro coisas separam as duas: onde o exame é feito, qual anestesia se usa, a espessura do aparelho e quanto tempo dura. A diagnóstica costuma ser feita no consultório, sem anestesia geral, com aparelho fino, e termina em poucos minutos. A cirúrgica usa um aparelho com um canal por onde passa o instrumento que retira o pólipo, o mioma ou a aderência, e pode acontecer no consultório ou no centro cirúrgico, conforme o tamanho e a posição da lesão.

Essa fronteira andou. Hoje quase todos esses procedimentos podem ser feitos fora do centro cirúrgico, e muita mulher que sairia de casa para um exame sai com o pólipo já retirado.

Detalhes técnicos para profissionais da saúdeO mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes

Por que é o mesmo exame com dois objetivos

O útero é uma cavidade virtual: as paredes ficam encostadas uma na outra, como um envelope vazio. Para enxergar, o aparelho abre esse espaço com soro e ilumina a superfície por dentro. Uma vez lá dentro, a diferença entre olhar e agir é só ter ou não um canal por onde passar uma pinça, uma tesoura ou um instrumento que corta e aspira o tecido.

Foi essa continuidade que mudou a lógica do diagnóstico. Coletar tecido enxergando o ponto alterado acerta mais do que coletar às cegas, e por isso a biópsia hoje é dirigida pela visão.

Quando cada uma é indicada

Só para olhar Para olhar e tratar
Objetivo Ver a cavidade e coletar a biópsia no ponto certo Retirar ou corrigir a lesão encontrada
Motivos mais comuns Sangramento fora do comum, sangramento depois da menopausa, camada interna espessada, investigação de infertilidade Pólipo, mioma que cresce para dentro, aderências, septo, resto de material após parto ou aborto, DIU encravado
Onde Consultório, na maioria das vezes Consultório em lesão pequena, centro cirúrgico em lesão maior
Anestesia Sem anestesia geral de rotina Local, sedação ou geral, conforme o porte
Duração Poucos minutos De dez a quarenta minutos
Alta No mesmo dia, em geral em uma hora No mesmo dia na maioria das vezes
Chance de algo sair do previsto Cerca de 1 em cada 1.000 Cerca de 1 em cada 100

Duas leituras dessa tabela merecem atenção. A primeira: a diferença de risco entre olhar e tratar é real, e é o motivo de não se operar sem indicação. A segunda: dentro do exame que trata, o risco muda muito conforme o que se faz. Retirar um pólipo é o procedimento mais seguro do grupo, e soltar aderências dentro do útero tem cerca de doze vezes mais chance de complicação do que ele. Por isso a liberação de aderências é feita por quem opera essa área com frequência.

Como é feita

A entrada é igual nas duas. A técnica preferida dispensa o espéculo, aquele aparelho de metal do exame ginecológico, e dispensa a pinça no colo. O aparelho avança enxergando o caminho até a cavidade, que é aberta com soro na menor pressão que permita ver bem.

No exame que só olha, ele termina com a descrição da cavidade e, quando indicado, com a biópsia dirigida ao ponto alterado. No exame que trata, entra o instrumento. Para pólipos, o recurso preferido é o sistema que corta e aspira o fragmento ao mesmo tempo. Miomas que crescem para dentro do útero saem por raspagem controlada, e o tamanho e a profundidade decidem se dá para tirar de uma vez ou em dois tempos.

Antibiótico não é rotina: em mais de mil mulheres operadas em consultório, recebê-lo não reduziu a infecção.

Uma variante merece nome próprio: a ablação, que destrói a camada interna do útero para reduzir sangramento intenso. Ela alivia o sintoma em boa parte das mulheres, e não é definitiva. Cerca de 4 em cada 100 mulheres acabam retirando o útero dentro de um ano, e cerca de 12 em cada 100 dentro de cinco anos. Esse número precisa estar na mesa antes da decisão, principalmente se você é jovem.

Já foram mais de 350 histeroscopias desde 2024, e combinar o que será feito, só olhar, tratar, ou os dois, faz parte do preparo antes da sala.

Quanto tempo até você voltar ao normal

Depois do exame que só olha, cólica por algumas horas e sangramento em pequena quantidade por alguns dias, com retomada da rotina no mesmo dia. Depois do exame que trata, o repouso costuma ser de um a dois dias, e o sangramento dura um pouco mais.

Relação sexual, piscina e absorvente interno ficam suspensos até a liberação médica. Um exame que só olhou e uma retirada de mioma não têm a mesma cicatrização.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura a histeroscopia?

O exame que só olha termina em poucos minutos. O que trata costuma levar de dez a quarenta minutos, conforme o número, o tamanho e a profundidade das lesões.

Histeroscopia cirúrgica precisa de internação?

Na maioria das vezes é feita em regime de hospital-dia, com alta no mesmo dia. Sob anestesia geral, existe um período de observação antes da alta.

Volto a trabalhar no dia seguinte?

Depois do exame que só olha, em geral sim, e muitas voltam no mesmo dia. Depois do que trata, a orientação usual é de um a dois dias de repouso.

Mioma sai por histeroscopia?

Sai, quando cresce para dentro da cavidade. O tamanho e o quanto ele penetra na parede decidem se a retirada é de uma vez ou em dois tempos.

Todo pólipo precisa ser retirado?

Não. Acompanhar é opção legítima em situações selecionadas, e a decisão pesa sintoma, tamanho, idade e se você já entrou na menopausa.

Histeroscopia atrapalha para engravidar?

O procedimento em si não reduz a fertilidade, e várias das indicações existem justamente para melhorar a cavidade antes de uma gravidez.

A partir daqui, a versão completa

O mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes, para quem quer o detalhe. Cada seção tem link de volta para o resumo acima.

A resposta direta

Sabemos que a palavra "cirúrgica" no pedido médico assusta, e que a maioria das mulheres chega à consulta achando que foram marcados dois procedimentos diferentes. São o mesmo procedimento, com duas finalidades: a diagnóstica olha dentro do útero, a cirúrgica olha e trata na mesma entrada.

A diferença prática está em quatro coisas: onde é feita, qual anestesia se usa, qual o calibre do aparelho e quanto tempo dura. A diagnóstica costuma ser feita no consultório, sem anestesia geral, com aparelho fino, e termina em poucos minutos. A cirúrgica usa aparelho com canal de trabalho, por onde passa o instrumento que retira o pólipo, o mioma ou a aderência, e pode ser feita tanto no consultório quanto no centro cirúrgico, conforme o tamanho e a localização da lesão.

Essa fronteira andou. O consenso conjunto FIGO-GCH de 2025 (Villegas-Echeverri et al.) descreve a filosofia do "see and treat", ver e tratar, e projeta perto de 90% em ambiente ambulatorial. Coimbra et al. (RBGO, 2023) mediram tolerância ruim ou péssima em 14,9% de 1.418 exames. Na prática, muita paciente que sairia de casa para um exame sai com o pólipo já retirado.

Por que existem duas indicações, e não duas cirurgias

O útero é uma cavidade virtual: as paredes ficam encostadas uma na outra. Para enxergar, o aparelho distende a cavidade com soro fisiológico e ilumina a superfície do endométrio. Uma vez lá dentro, a diferença entre olhar e agir é apenas ter ou não um canal por onde passar uma pinça, uma tesoura, um eletrodo ou um removedor mecânico de tecido.

Foi essa continuidade que mudou a lógica do diagnóstico. A diretriz conjunta AAGL-ESGE-GCH de 2026, publicada no Journal of Minimally Invasive Gynecology, comparou por meta-análise a histeroscopia com a biópsia de endométrio feita às cegas, e concluiu que a biópsia deve ser dirigida pela visão, e não coletada no escuro. A história completa dessa virada está em curetagem ainda se faz.

Quando cada uma é indicada

Histeroscopia diagnóstica Histeroscopia cirúrgica
Objetivo Ver a cavidade e dirigir a biópsia Retirar ou corrigir a lesão encontrada
Indicações típicas Sangramento anormal, sangramento após a menopausa, espessamento do endométrio, investigação de infertilidade, avaliação antes de tratamento Pólipo endometrial, mioma submucoso, aderências intrauterinas, septo uterino, resto de material após parto ou aborto, DIU encravado
Onde Consultório, na maioria dos casos Consultório em lesões pequenas; centro cirúrgico em lesões maiores ou múltiplas
Anestesia Sem anestesia geral de rotina; anti-inflamatório oral antes Local, sedação ou geral, conforme o porte
Aparelho Fino, sem canal de trabalho, ou com canal estreito Com canal de trabalho para os instrumentos
Duração Poucos minutos De dez a quarenta minutos, conforme a lesão
Alta No mesmo dia, em geral em uma hora No mesmo dia na maioria dos casos; internação curta quando feita sob anestesia geral
Complicação, dado de 13.600 procedimentos 0,13% 0,95% (Jansen et al., 2000)

A leitura que essa tabela permite é a que interessa na consulta: olhar e operar são decisões diferentes, e é a indicação que separa uma da outra. O que cabe ao seu caso é definido antes, com o seu exame na mesa.

Simões e colaboradores, na Femina de 2023, escrevem que a histeroscopia com biópsia guiada é o padrão ouro no diagnóstico do pólipo endometrial. E Yela, na Femina de 2025, reúne o que se sabe sobre aderências dentro do útero depois da cirurgia histeroscópica, assunto que entra no planejamento de quem pretende engravidar. correção de septo, A FEBRASGO, porém, não tem protocolo dedicado à histeroscopia, e é por isso que o resto fica ancorado na RCOG, no consenso FIGO-GCH e na AAGL.

Como é feita

A entrada é a mesma nas duas. A técnica preferida é a vaginoscopia, sem espéculo e sem pinça no colo, recomendada com grau A pela RCOG Green-top 59 de 2024. O aparelho avança sob visão direta até a cavidade, que é distendida com soro na menor pressão que dê visão satisfatória.

Na diagnóstica, o exame termina com a descrição da cavidade e, quando indicado, com a biópsia dirigida ao ponto suspeito. Na cirúrgica, entra o instrumento. Para pólipos, a Green-top 59 recomenda com grau A os sistemas mecânicos de remoção de tecido, que cortam e aspiram o fragmento, em vez dos eletrodos bipolares em miniatura. Miomas submucosos saem por ressecção, e o tamanho e a profundidade dentro da parede decidem se dá para tirar em um tempo só ou em dois.

Antibiótico não é rotina. O ensaio randomizado multicêntrico de Nappi e colaboradores, com 1.046 mulheres operadas em consultório, não encontrou diferença na taxa de infecção entre receber cefazolina e receber soro.

Uma variante merece nome próprio: a ablação do endométrio, que destrói a camada interna do útero para reduzir sangramento intenso. Ela resolve o sintoma em boa parte das mulheres, e não é definitiva. Na meta-análise de Oderkerk e colaboradores, em Obstetrics and Gynecology, com 48.071 pacientes, a chance de acabar em histerectomia foi de 4,3% em um ano e de 12,4% em cinco. Esse número precisa estar na mesa antes da decisão, principalmente para mulheres jovens.

O resultado esperado depende da indicação, do tipo de lesão e do que for encontrado lá dentro. Definimos isso na consulta.

São mais de 350 histeroscopias cirúrgicas desde 2024. A decisão de tratar no mesmo ato é combinada na consulta, antes do procedimento, e não com a paciente já na sala.

Recuperação

Na diagnóstica, cólica por algumas horas e sangramento em pequena quantidade por alguns dias. A maioria retoma a rotina no mesmo dia. Na cirúrgica, o repouso costuma ser de vinte e quatro a quarenta e oito horas, e o sangramento dura um pouco mais, com detalhe em sangramento depois da histeroscopia. Relação sexual, piscina e absorvente interno ficam suspensos até a liberação médica, que depende do que foi feito lá dentro. A dor esperada e o que fazer com ela estão em histeroscopia dói, e o que combinar antes do dia está em como se preparar para a histeroscopia.

Os prazos de afastamento por procedimento estão reunidos em Quantos dias de atestado depois de uma cirurgia ginecológica.

Cobertura pelo plano de saúde

A histeroscopia diagnóstica e a cirúrgica constam no rol de procedimentos da ANS e, havendo indicação médica, costumam ter cobertura pelos planos de saúde. A autorização depende de cada contrato. Quando o mesmo agendamento pode virar cirúrgico, pedimos a autorização das duas possibilidades desde o começo, para que a troca no dia não trave o procedimento.

O passo a passo da autorização, do pedido à resposta da operadora, está em Cirurgia ginecológica pelo convênio. Se o pedido for negado, o caminho médico está em Meu convênio negou a cirurgia.

Em quais hospitais operamos

Samaritano Paulista, Samaritano Higienópolis, Blanc, Leforte Liberdade, São Luiz Alphaville, São Luiz Morumbi e Alvorada Moema.

Quem faz

A endoscopia ginecológica do Instituto de Ginecologia Avançada é conduzida por Dr. Carlos Guilherme Del Roy (CRM-SP 216.943, RQE 128.844), com Dra. Lorena Cerutti (CRM-SP 219.409, RQE 124.944) na cirurgia minimamente invasiva. Cada caso é discutido entre os médicos antes de qualquer decisão.

O que levar na primeira consulta

  • Ultrassom transvaginal recente, com o laudo completo
  • Resultado de biópsia, curetagem ou histeroscopia anterior
  • Anotação do padrão de sangramento nos últimos três meses
  • Medicamentos em uso, com atenção a anticoagulante e hormônio
  • Histórico de partos, cesáreas e cirurgias no colo do útero
  • Se você tem planos de engravidar, e em que prazo

A lista completa, que vale para qualquer consulta cirúrgica, está em O que levar na primeira consulta.

Os exames pedidos antes de uma cirurgia ginecológica, e por que cada um é pedido, estão em Exames antes de uma cirurgia ginecológica.

Perguntas que você deveria fazer ao seu cirurgião

  • No meu caso, o pedido é só para olhar ou já pode virar cirúrgico?
  • Se virar cirúrgico, isso acontece no mesmo dia ou em outra data?
  • Qual instrumento você usa para retirar a lesão?
  • Existe a opção de acompanhar em vez de operar?
  • O que muda no meu risco de engravidar depois?
  • Quem me acompanha se aparecer alguma complicação?

O que perguntar sobre formação, registro e volume de quem vai operar está em Como escolher o cirurgião.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura a histeroscopia?

A diagnóstica termina em poucos minutos. A cirúrgica costuma levar de dez a quarenta minutos, conforme o número, o tamanho e a profundidade das lesões.

Histeroscopia cirúrgica precisa de internação?

Na maioria dos casos é feita em regime de hospital-dia, com alta no mesmo dia. Quando é feita sob anestesia geral, existe um período de observação antes da alta.

O que é histeroscopia "see and treat"?

É ver e tratar na mesma entrada, sem marcar um segundo procedimento. O consenso FIGO-GCH de 2025 descreve que essa abordagem permite realizar perto de 90% dos procedimentos em ambiente ambulatorial.

Volto a trabalhar no dia seguinte?

Depois da diagnóstica, em geral sim, e muitas voltam no mesmo dia. Depois da cirúrgica, a orientação usual é de um a dois dias de repouso, com ajuste conforme o tipo de trabalho e o que foi feito.

Mioma submucoso sai por histeroscopia?

Sai, quando cresce para dentro da cavidade. O tamanho e o quanto ele penetra na parede decidem se a retirada é em um tempo ou em dois.

Todo pólipo precisa ser retirado?

Não. A diretriz SOGC nº 447, de 2024 (Bougie et al.), reconhece a conduta expectante como opção legítima em situações selecionadas. A decisão considera sintoma, tamanho, idade e estado menopausal.

Histeroscopia atrapalha para engravidar?

O procedimento em si não reduz a fertilidade, e várias indicações cirúrgicas existem justamente para melhorar a cavidade antes de uma gestação. A liberação de aderências é a situação de maior cuidado, por ser a de maior taxa de complicação, e por isso é feita por quem opera a área com frequência.

Próximo passo

Agende uma avaliação com nossa equipe de endoscopia ginecológica. A consulta define se o seu caso pede apenas olhar, se já cabe tratar na mesma entrada e onde isso é feito com mais segurança para você.

Referências

  1. Villegas-Echeverri JD, Pope R, Robert M, et al. FIGO-GCH joint consensus statement on the current status and recommendations for the use of blind intrauterine procedures in the evaluation and management of women with suspected intrauterine pathologies. Int J Gynaecol Obstet. 2025;168(2):493-496. DOI 10.1002/ijgo.16078
  2. De Silva PM, Smith PP, Cooper NAM, Clark TJ; Royal College of Obstetricians and Gynaecologists. Outpatient Hysteroscopy (Green-top Guideline no. 59). BJOG. 2024;131(13):e86-e110. DOI 10.1111/1471-0528.17907
  3. Joint Society Practice Guideline from AAGL-ESGE-GCH. Visually Directed Hysteroscopic Biopsy in the Evaluation of Abnormal Uterine Bleeding and Postmenopausal Bleeding. J Minim Invasive Gynecol. 2026;33(8):1027-1040. DOI 10.1016/j.jmig.2026.06.018
  4. Jansen FW, Vredevoogd CB, van Ulzen K, Hermans J, Trimbos JB, Trimbos-Kemper TC. Complications of hysteroscopy: a prospective, multicenter study. Obstet Gynecol. 2000;96(2):266-270. DOI 10.1016/s0029-7844(00)00865-6 · PMID 10908775
  5. Bougie O, Randle E, Thurston J, et al. Guideline No. 447: Diagnosis and Management of Endometrial Polyps. J Obstet Gynaecol Can. 2024;46(3):102402. DOI 10.1016/j.jogc.2024.102402
  6. Oderkerk TJ, Beelen P, Bukkems ALA, et al. Risk of Hysterectomy After Endometrial Ablation: A Systematic Review and Meta-analysis. Obstet Gynecol. 2023;142(1):51-60. DOI 10.1097/AOG.0000000000005223
  7. Nappi L, Di Spiezio Sardo A, Spinelli M, et al. A multicenter, double-blind, randomized, placebo-controlled study to assess whether antibiotic administration should be recommended during office operative hysteroscopy. Reprod Sci. 2013;20(7):755-761. DOI 10.1177/1933719112466308
  8. Simões RS, Soares Júnior JM, Pastore AR, Baracat EC. Importância do diagnóstico por imagem em pacientes com sangramento uterino anormal. Femina. 2023;51(8):454-461. DOI 10.61622/0100-7254518202301
  9. Yela DA. Sinequias uterinas. Femina. 2025;53(1):36-39. DOI 10.61622/0100-7254531202502
  10. Coimbra AC, Falcão V, Pinto P, Cavaco-Gomes J, et al. Predictive Factors of Tolerance in Office Hysteroscopy: a 3-Year Analysis from a Tertiary Center. Rev Bras Ginecol Obstet. 2023;45(1):38-42. DOI 10.1055/s-0043-1764361

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