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Histeroscopia

Como se preparar para a histeroscopia, e o que perguntar antes

Como se preparar para a histeroscopia cabe em cinco pontos: anti-inflamatório uma hora antes, o dia certo do ciclo, os exames, acompanhante e o que perguntar.

Retrato do Dr. Carlos Guilherme Del Roy, médico ginecologista do Instituto de Ginecologia Avançada Dr. Carlos Guilherme Del Roy MÉDICO: CRM-SP 216.943 · Ginecologista: RQE 128.844 Publicado em 27 de fevereiro de 2026
Revisado em 18 de setembro de 2026 · 12 min de leitura

A resposta

Para se preparar para a histeroscopia, o essencial cabe em cinco pontos: tome a dose habitual de um anti-inflamatório por boca uma hora antes; agende de preferência para os dias logo depois do fim da menstruação; leve os seus exames e a lista de remédios que usa; venha acompanhada se for receber sedação ou anestesia; e chegue sabendo qual técnica de entrada será usada e quais opções de alívio da dor estão disponíveis.

A véspera é a parte difícil. Quase toda dúvida aparece na noite anterior, quando ninguém está disponível para responder, e é por isso que combinamos tudo na consulta, por escrito, antes que a noite chegue.

O último dos cinco pontos é o que mais muda a sua experiência, e é o que menos costuma ser oferecido. Saber o que vai acontecer não é cortesia: vídeo explicativo antes do exame está entre as medidas que reduziram a dor em pesquisa, ao lado de conversa durante o procedimento e de estímulo elétrico na pele. A escolha da anestesia é uma decisão sua também, e não só nossa.

Detalhes técnicos para profissionais da saúdeO mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes

Por que o preparo é tão curto

A histeroscopia que só olha é um exame de consultório. O aparelho é fino, a cavidade é aberta com soro, e a entrada preferida dispensa o espéculo, aquele aparelho de metal do exame ginecológico, e a pinça no colo. Sem corte, sem ponto e, na maioria das vezes, sem anestesia geral, quase tudo o que se pedia de preparo caiu por falta de utilidade.

O caso do remédio para amolecer o colo ilustra bem. Ele reduz a dor e facilita a entrada, e ao mesmo tempo quase triplica os efeitos indesejados: sangramento, cólica e mal-estar no estômago e no intestino. Em mulheres que nunca pariram, o ganho ficou restrito a encurtar o tempo de dilatação do colo, sem melhorar a dor antes do exame. Por isso ele deixou de ser rotina e virou decisão individual.

A lista de exames prévios encolheu pelo mesmo motivo. Jejum longo e bateria de exames de sangue são rotinas herdadas do centro cirúrgico e não fazem sentido em um exame de consultório que dura minutos. Pior: tomam o tempo da conversa que de fato muda a sua experiência.

Quando o preparo muda

Situação O que muda no preparo
Exame de consultório, só para olhar Anti-inflamatório uma hora antes; sem jejum; acompanhante não obrigatório
Procedimento com sedação ou anestesia geral Jejum conforme a equipe de anestesia orientar; acompanhante obrigatório; sem dirigir no dia
Colo mais fechado, menopausa, nenhuma gravidez anterior, cirurgia prévia no colo Pode ser proposto amolecer o colo antes, pesando alívio da dor contra mais efeitos indesejados
Uso de anticoagulante Avise com antecedência, para ajuste combinado com quem prescreveu
Possibilidade de gravidez Teste antes, e adiamento se houver gravidez em curso
Antibiótico antes Não é rotina, porque não reduziu a infecção em estudo com mais de mil mulheres
Experiência dolorosa anterior, dor pélvica crônica, história de violência sexual Conversa dirigida sobre o alívio da dor antes do dia do exame

Como é o dia do exame

Você chega, confirma seus dados e conversa com o médico sobre o que será feito. No consultório, o exame acontece em poucos minutos. O aparelho entra enxergando o caminho, a cavidade é aberta com soro na menor pressão que permita ver bem, e você pode acompanhar a imagem na tela, se quiser. Essa entrada sem espéculo dói menos, encurta o exame e causa menos efeitos indesejados do que a entrada tradicional.

Uma regra vale repetir: você deve ser avisada antes de que, se a dor ficar grande demais em qualquer momento, basta dizer, e a equipe interrompe. Isso não é concessão, é conduta recomendada.

Depois, você fica em observação por um período curto e recebe as orientações por escrito. Quando o exame é feito sob anestesia, o tempo até a alta é maior.

É o mesmo preparo das mais de 300 histeroscopias cirúrgicas que fizemos nos últimos dois anos. Ele muda pouco de uma pessoa para outra.

Quanto tempo até você voltar ao normal

Cólica por algumas horas e sangramento em pequena quantidade nos primeiros dias são esperados. Depois do exame que só olha, a maioria volta à rotina no mesmo dia. Depois do que trata, o repouso costuma ser de um a dois dias.

Relação sexual, piscina e absorvente interno ficam suspensos até a liberação médica. Procure contato imediato se o sangramento aumentar em vez de diminuir, se encharcar um absorvente por hora por duas horas seguidas, se a dor não ceder com o analgésico prescrito, se aparecer febre a partir de 38 graus ou se o corrimento tiver odor forte.

Perguntas frequentes

Posso fazer histeroscopia menstruada?

O ideal é evitar. O sangue dentro da cavidade atrapalha a visão e pode obrigar a repetir o exame. Por isso agendamos de preferência logo depois do fim da menstruação. Sangramento contínuo, que não respeita ciclo, costuma ser justamente o motivo do exame, e aí a data é definida pelo médico.

Precisa de jejum?

Para o exame de consultório, não. Para procedimento com sedação ou anestesia geral, sim, no tempo que a equipe de anestesia orientar.

Preciso tomar remédio para amolecer o colo antes?

Não de rotina. Ele reduz a dor e aumenta efeitos indesejados como sangramento e cólica, então a indicação é individual.

Preciso de acompanhante?

Para o exame de consultório, não é obrigatório, embora muita mulher prefira. Com sedação ou anestesia geral, é obrigatório, e você não deve dirigir no mesmo dia.

Posso ter relação sexual nos dias antes?

Pode, desde que não haja risco de gravidez em curso. Havendo qualquer chance, fazemos teste antes do exame.

Preciso fazer exames de sangue antes?

Para o exame de consultório, em geral não. Havendo sedação ou anestesia geral, a avaliação com o anestesista define o que é necessário no seu caso.

Posso tomar analgésico por conta própria antes?

A orientação padrão é o anti-inflamatório uma hora antes. Se você tem alergia, gastrite, doença nos rins ou usa anticoagulante, isso precisa ser combinado com o médico.

A partir daqui, a versão completa

O mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes, para quem quer o detalhe. Cada seção tem link de volta para o resumo acima.

A resposta direta

Sabemos que a véspera é a parte difícil, e que a maioria das dúvidas chega na noite anterior, quando ninguém está disponível para responder. O preparo da histeroscopia é curto, e a parte que mais muda a sua experiência acontece antes do dia: saber o que vai ser feito.

O essencial cabe em cinco pontos. Tome a dose padrão de um anti-inflamatório por via oral uma hora antes, como orienta a RCOG Green-top 59, revista em 2024. Agende de preferência para os dias logo depois do fim da menstruação. Leve seus exames e a lista de medicamentos em uso. Venha acompanhada se for receber sedação ou anestesia geral. E chegue sabendo qual técnica de entrada será usada e quais opções de analgesia estão disponíveis, porque isso é uma decisão sua também, e não só nossa.

Informação antes do procedimento não é cortesia: na revisão sistemática de Bracken e colaboradores, de 2025, vídeo informativo prévio ficou entre as medidas não farmacológicas que reduziram a dor de forma significativa em ensaios randomizados, ao lado de distração verbal e de estimulação elétrica transcutânea.

Por que o preparo é tão curto

A histeroscopia diagnóstica é um exame de consultório. O aparelho é fino, a cavidade é aberta com soro fisiológico e a entrada preferida é a vaginoscopia, sem espéculo e sem pinça no colo, recomendada com grau A pela Green-top 59. Sem corte, sem sutura e, na maioria dos casos, sem anestesia geral, quase tudo o que se pedia como preparo caiu por falta de utilidade.

O caso da preparação do colo ilustra bem. A meta-análise de De Silva e colaboradores, publicada no BJOG em 2021, mostrou que preparar o colo antes do exame reduz a dor e facilita a entrada, e ao mesmo tempo quase triplica os efeitos adversos, com sangramento genital, dor abdominal e sintomas gastrointestinais. A revisão de Salah e colaboradores, de 2024, avaliou misoprostol em mulheres que nunca pariram: encurtou o tempo de dilatação, sem melhorar a facilidade nem a dor. No Brasil, Inácio e colaboradores (RBGO, 2022) contaram mais complicações no grupo com misoprostol, 5,26% contra 0,75%, sem significância estatística. Por isso o misoprostol deixou de ser rotina e passou a ser decisão individual.

A lista de exames prévios encolheu pelo mesmo motivo. Rotinas herdadas do centro cirúrgico, como jejum prolongado e bateria de exames de sangue, não fazem sentido em um exame de consultório que dura minutos, e retiram tempo da conversa que de fato muda a sua experiência. Quem chega a este texto depois de uma indicação de raspado uterino encontra em curetagem ainda se faz o que mudou nas diretrizes de 2025 e 2026.

Quando o preparo muda

Situação O que muda no preparo
Histeroscopia diagnóstica no consultório Anti-inflamatório oral uma hora antes; sem jejum; sem acompanhante obrigatório
Procedimento com sedação ou anestesia geral Jejum conforme a orientação da equipe de anestesia; acompanhante obrigatório; sem dirigir no dia
Colo fechado, menopausa, nenhuma gestação anterior, cirurgia prévia no colo Pode ser proposto preparo do colo, pesando alívio de dor contra mais efeitos adversos (De Silva et al., 2021)
Uso de anticoagulante Precisa ser avisado com antecedência, para ajuste combinado com quem prescreveu
Possibilidade de gravidez Teste antes, e adiamento se houver gestação em curso
Antibiótico antes Não é rotina. No ensaio randomizado de Nappi et al., com 1.046 mulheres, a infecção não diferiu entre receber cefazolina e receber soro
Experiência dolorosa anterior, dor pélvica crônica, história de violência sexual Conversa dirigida sobre analgesia antes do dia, conforme o consenso do ACOG de 2025

Como é feita, na prática do dia

Você chega, confirma seus dados e conversa com o médico sobre o que será feito. No consultório, o exame acontece em poucos minutos. O aparelho entra sob visão direta, a cavidade é distendida com soro na menor pressão que dê visão satisfatória, e você pode acompanhar a imagem na tela, se quiser. A meta-análise de Khoiwal e colaboradores, de 2024, com sete ensaios randomizados e 2.723 pacientes, mostrou que essa entrada sem espéculo reduz a dor, encurta o tempo e produz menos efeitos colaterais.

A Green-top 59 estabelece uma regra que vale repetir: você deve ser avisada antes de que, se a dor ficar grande demais em qualquer momento, basta dizer, e a equipe interrompe. Isso não é concessão, é conduta recomendada.

Uma parte do preparo não é sua, é da equipe, e vale saber que ela existe. Rocha e colaboradores, na Femina de 2024, lembram que a entrada e a saída do líquido de distensão são controladas de forma ativa durante todo o procedimento, que é encerrado ao se atingir o déficit estabelecido. É o tipo de cuidado que você pode perguntar se está previsto.

Depois, você fica em observação por um período curto e recebe as orientações por escrito. Na histeroscopia cirúrgica feita sob anestesia, o tempo até a alta é maior, e a diferença entre as duas modalidades está detalhada em histeroscopia diagnóstica e cirúrgica.

Este é o preparo das 119 histeroscopias cirúrgicas de 2025 e das 182 de 2026, e ele muda pouco de uma paciente para outra, o que é justamente o que o torna curto.

Recuperação

Cólica por algumas horas e sangramento em pequena quantidade nos primeiros dias são esperados. Depois do exame diagnóstico, a maioria volta à rotina no mesmo dia. Depois do cirúrgico, o repouso costuma ser de um a dois dias. Relação sexual, piscina e absorvente interno ficam suspensos até a liberação médica. Os sinais que pedem contato imediato estão em sangramento depois da histeroscopia, e o que se sente durante o exame está em histeroscopia dói.

Os prazos de afastamento por procedimento estão reunidos em Quantos dias de atestado depois de uma cirurgia ginecológica.

Cobertura pelo plano de saúde

A histeroscopia diagnóstica e a cirúrgica constam no rol de procedimentos da ANS e, havendo indicação médica, costumam ter cobertura pelos planos de saúde. A autorização depende de cada contrato. Vale confirmar a liberação alguns dias antes, porque a pendência de autorização é o motivo mais comum de remarcação.

O passo a passo da autorização, do pedido à resposta da operadora, está em Cirurgia ginecológica pelo convênio. Se o pedido for negado, o caminho médico está em Meu convênio negou a cirurgia.

Em quais hospitais operamos

Samaritano Paulista, Samaritano Higienópolis, Blanc, Leforte Liberdade, São Luiz Alphaville, São Luiz Morumbi e Alvorada Moema.

Quem faz

A endoscopia ginecológica do Instituto de Ginecologia Avançada é conduzida por Dr. Carlos Guilherme Del Roy (CRM-SP 216.943, RQE 128.844), com Dra. Lorena Cerutti (CRM-SP 219.409, RQE 124.944) na cirurgia minimamente invasiva. Cada caso é discutido entre os médicos antes de qualquer decisão.

O que levar na primeira consulta

  • Ultrassom transvaginal recente, com o laudo completo
  • Laudo de biópsia, curetagem ou histeroscopia anterior
  • Lista de medicamentos em uso, com dose, inclusive anticoagulante e hormônio
  • Anotação do padrão de sangramento nos últimos três meses
  • Data da última menstruação
  • Carteirinha, documento e o número da autorização, quando já emitida
  • Absorvente externo, para depois do procedimento

A lista completa, que vale para qualquer consulta cirúrgica, está em O que levar na primeira consulta.

Os exames pedidos antes de uma cirurgia ginecológica, e por que cada um é pedido, estão em Exames antes de uma cirurgia ginecológica.

Perguntas que você deveria fazer ao seu cirurgião

  • A entrada vai ser por vaginoscopia, sem espéculo e sem pinça?
  • Qual o diâmetro do aparelho que você vai usar?
  • Quais opções de analgesia existem, e qual você indica para mim?
  • Preciso de jejum, e por quanto tempo?
  • Vou poder dirigir depois, ou preciso de acompanhante?
  • Se aparecer um pólipo, você retira no mesmo dia?
  • Devo suspender algum medicamento antes?

O que perguntar sobre formação, registro e volume de quem vai operar está em Como escolher o cirurgião.

Perguntas frequentes

Posso fazer histeroscopia menstruada?

O ideal é evitar. O sangue dentro da cavidade atrapalha a visão e pode obrigar a repetir o exame. Por isso agendamos de preferência para os dias logo depois do fim da menstruação, quando o endométrio está mais fino e a leitura da cavidade é mais confiável. Sangramento contínuo, que não respeita ciclo, é situação diferente e costuma ser justamente o motivo do exame: nesse caso a data é definida pelo médico.

Precisa de jejum?

Para a histeroscopia diagnóstica de consultório, não. Para procedimento com sedação ou anestesia geral, sim, no tempo que a equipe de anestesia orientar.

Preciso tomar misoprostol antes?

Não de rotina. Preparar o colo reduz a dor, e aumenta efeitos adversos como sangramento e cólica (De Silva et al., 2021). Em mulheres que nunca pariram, a revisão de Salah e colaboradores, de 2024, encontrou apenas encurtamento do tempo de dilatação. A indicação é individual.

Preciso de acompanhante?

Para o exame de consultório, não é obrigatório, embora muita paciente prefira. Com sedação ou anestesia geral, é obrigatório, e você não deve dirigir no mesmo dia.

Posso ter relação sexual nos dias antes?

Pode, desde que não haja risco de gestação em curso. Havendo qualquer chance, fazemos teste antes do exame.

Preciso fazer exames de sangue antes?

Para o exame de consultório, em geral não. Quando há sedação ou anestesia geral, a avaliação pré-anestésica define o que é necessário no seu caso.

Posso tomar analgésico por conta própria antes?

A Green-top 59 orienta dose padrão de anti-inflamatório não esteroidal uma hora antes da consulta. Se você tem alergia, gastrite, doença renal ou usa anticoagulante, isso precisa ser combinado com o médico.

Próximo passo

Agende uma avaliação com nossa equipe de endoscopia ginecológica. Na consulta revisamos a indicação, definimos a técnica de entrada, discutimos as opções de analgesia com você e deixamos as orientações por escrito antes do dia.

Referências

  1. De Silva PM, Smith PP, Cooper NAM, Clark TJ; Royal College of Obstetricians and Gynaecologists. Outpatient Hysteroscopy (Green-top Guideline no. 59). BJOG. 2024;131(13):e86-e110. DOI 10.1111/1471-0528.17907
  2. De Silva PM, Wilson L, Carnegy A, Smith PP, Clark TJ. Cervical dilatation and preparation prior to outpatient hysteroscopy: a systematic review and meta-analysis. BJOG. 2021;128(7):1112-1123. DOI 10.1111/1471-0528.16604
  3. Salah N, Maged AM, Mahmoud SI, Bassiouny N, Mohsen RA, AbdelAziz S, Ragab WS. The use of misoprostol before hysteroscopy in Nulliparous women: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. BMC Pregnancy Childbirth. 2024;24(1):796. DOI 10.1186/s12884-024-06993-z
  4. Bracken O, Woodsmith A, Newell M. Pharmacological and non-pharmacological interventions for pain control in outpatient hysteroscopy: A systematic review. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. 2025;306:35-46. DOI 10.1016/j.ejogrb.2025.01.004
  5. American College of Obstetricians and Gynecologists' Committee on Clinical Consensus-Gynecology. Pain Management for In-Office Uterine and Cervical Procedures: ACOG Clinical Consensus No. 9. Obstet Gynecol. 2025;146(1):161-177. DOI 10.1097/AOG.0000000000005911
  6. Nappi L, Di Spiezio Sardo A, Spinelli M, et al. A multicenter, double-blind, randomized, placebo-controlled study to assess whether antibiotic administration should be recommended during office operative hysteroscopy. Reprod Sci. 2013;20(7):755-761. DOI 10.1177/1933719112466308
  7. Khoiwal K, Zaman R, Bahurupi Y, Gaurav A, Chaturvedi J. Comparison of vaginoscopic hysteroscopy and traditional hysteroscopy: A systematic review and meta-analysis. Int J Gynaecol Obstet. 2024;164(1):47-55. DOI 10.1002/ijgo.14902
  8. Rocha JE, Pereira SS, Britto RL. Hiponatremia após histeroscopia: um relato de caso. Femina. 2024;52(12):800-802. DOI 10.61622/0100-72545212202406

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