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Histeroscopia

Curetagem ainda se faz? O que substituiu o raspado uterino às cegas

A curetagem ainda se faz, e deveria ser feita bem menos: o raspado às cegas perdeu o posto de exame para a histeroscopia. Onde ela ainda tem lugar hoje.

Retrato do Dr. Carlos Guilherme Del Roy, médico ginecologista do Instituto de Ginecologia Avançada Dr. Carlos Guilherme Del Roy MÉDICO: CRM-SP 216.943 · Ginecologista: RQE 128.844 Publicado em 13 de janeiro de 2026
Revisado em 18 de setembro de 2026 · 13 min de leitura

A resposta

A curetagem ainda se faz, e deveria ser feita bem menos. O raspado às cegas está saindo de uso como exame porque raspa a cavidade do útero sem que ninguém veja onde está raspando, e uma cureta que passa ao lado de uma lesão pequena devolve um laudo tranquilizador sobre um útero que não foi olhado. No lugar dele entrou a histeroscopia, uma ótica de poucos milímetros que entra pelo canal do colo, mostra a cavidade inteira na tela e permite coletar o tecido exatamente no ponto alterado.

Ouvir "vamos fazer uma curetagem" traz junto a lembrança de uma geração inteira de mulheres, e a dúvida legítima de por que um procedimento tão antigo continua sendo marcado. É uma dúvida boa.

A resposta honesta é que ele perdeu o posto de exame, por decisão explícita das entidades internacionais da área, e sobrou em um punhado de situações de tratamento. No Brasil, o raspado feito para diagnosticar ainda é rotina em muitos serviços. É sobre esse que estamos falando.

Detalhes técnicos para profissionais da saúdeO mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes

Por que o raspado às cegas existiu

A curetagem nasceu quando não havia como ver dentro do útero. Raspar a cavidade com uma cureta, que é uma haste com a ponta em forma de colher, e mandar o material para o laboratório era a única forma de obter tecido.

Isso funciona bem para uma doença que ocupa toda a superfície interna do útero, e falha justamente onde a ginecologia mais precisa de precisão: na lesão que ocupa um ponto só.

O pólipo é o exemplo que fecha o raciocínio. Entre mais de onze mil mulheres com pólipo dentro do útero, cerca de 3 em cada 100 tinham um pólipo com célula maligna, e essa chance foi mais de cinco vezes maior nas mulheres que já estavam na menopausa. Encontrar esses casos depende de olhar o pólipo, não de raspar em volta dele.

Existe ainda o problema do tratamento incompleto. O raspado às cegas limita o diagnóstico, pode deixar parte da lesão para trás e traz mais complicações do que o exame feito sob visão.

Quando o raspado ainda é indicado

Ser honesto aqui importa mais do que defender a técnica nova. A cureta não desapareceu.

Situação Conduta que as orientações atuais apontam
Investigar sangramento fora do comum ou sangramento depois da menopausa Histeroscopia, com a biópsia coletada no ponto que aparece alterado na tela
Suspeita de pólipo ou de mioma crescendo para dentro do útero Histeroscopia, que vê e trata na mesma entrada
Camada interna do útero espessada, sem sangramento, na menopausa Avaliação conforme critérios próprios desse cenário
Esvaziamento do útero após aborto ou parto, com sangramento intenso O esvaziamento continua indicado, pela urgência e pelo volume de material
Suspeita de resto de material dentro do útero, sem urgência Histeroscopia, que localiza o resíduo e permite retirada dirigida
Sangramento que impede enxergar a cavidade Conduta individualizada, que pode incluir o esvaziamento e uma nova avaliação depois

O que saiu de cena, portanto, não é a cureta. É a curetagem usada como exame, marcada para descobrir o que uma câmera de dois ou três milímetros mostra em tempo real, com a biópsia tirada no lugar certo.

Como é o exame que entrou no lugar

O aparelho entra pela vagina sem espéculo, aquele aparelho de metal do exame ginecológico, e sem pinça no colo. A cavidade é aberta com soro na menor pressão que permita enxergar bem. O médico percorre as duas paredes, o fundo e as saídas das trompas, descreve o que vê e coleta a biópsia no ponto alterado. Encontrando um pólipo pequeno, muitas vezes ele sai ali mesmo.

A diferença de experiência também conta. O raspado diagnóstico costuma exigir dilatação do colo e anestesia. A histeroscopia é feita no consultório, sem anestesia geral de rotina, e você vai embora em cerca de uma hora.

O raspado às cegas já saiu da nossa rotina: desde 2024 são mais de 350 histeroscopias, todas feitas sob visão direta.

Quanto tempo até você voltar ao normal

Depois do exame que só olha, cólica por algumas horas e sangramento em pequena quantidade por alguns dias, com retomada da rotina no mesmo dia na maioria das vezes. Depois do exame que trata, um a dois dias de repouso.

Sobre risco, o dado mais citado vem de um levantamento com mais de treze mil procedimentos: algo saiu do previsto em cerca de 1 em cada 1.000 exames feitos só para olhar e em cerca de 1 em cada 100 quando houve tratamento. A complicação mais comum foi a perfuração do útero, e cerca de metade delas aconteceu na entrada. Entrar enxergando o caminho, sem dilatar o colo à toa, é exatamente o que a técnica atual faz.

Perguntas frequentes

Curetagem é a mesma coisa que raspagem do útero?

É o mesmo procedimento, com nomes diferentes. A cureta é o instrumento que raspa a camada interna do útero sem que o médico veja a cavidade.

Se o meu médico pediu curetagem, ele está errado?

Não necessariamente. Existem situações de esvaziamento do útero em que ela segue indicada. O que mudou é o uso dela como exame: para investigar sangramento, a orientação atual é a histeroscopia com biópsia dirigida.

A curetagem pode dar resultado normal e ainda assim ter doença?

Pode, e é esse o ponto central. A cureta trabalha sem visão e pode passar ao lado de uma lesão pequena, que é justamente onde a histeroscopia acerta mais.

Quem decidiu que o raspado às cegas está saindo?

As entidades internacionais de ginecologia, em documentos conjuntos recentes.

A histeroscopia dói mais que a curetagem?

O raspado diagnóstico costuma exigir dilatação do colo e anestesia. A histeroscopia é feita no consultório, com aparelho fino e entrada sem espéculo, sem anestesia geral de rotina.

Curetagem prejudica a fertilidade?

Raspagens repetidas podem formar aderências dentro do útero, que reduzem o espaço disponível para uma gravidez. Esse é um dos argumentos para preferir a abordagem sob visão.

Todo pólipo encontrado precisa sair?

Não. Acompanhar é opção legítima em casos selecionados, e a decisão pesa sintoma, tamanho, idade e se você já entrou na menopausa.

A partir daqui, a versão completa

O mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes, para quem quer o detalhe. Cada seção tem link de volta para o resumo acima.

A resposta direta

Ainda se faz, e deveria ser feita bem menos. Sabemos que ouvir "vamos fazer uma curetagem" traz junto a lembrança de uma geração inteira de mulheres, e a dúvida legítima de por que um procedimento tão antigo continua sendo marcado em 2026. A resposta é que ele perdeu o posto de método diagnóstico, por decisão explícita das entidades internacionais da área, e sobrou em um punhado de situações de tratamento.

A virada tem data e tem autoria. Em dezembro de 2024, publicado na edição de fevereiro de 2025 do International Journal of Gynecology and Obstetrics, saiu o consenso conjunto entre a FIGO, a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, e a GCH, a Global Community on Hysteroscopy, conduzido por Villegas-Echeverri e colaboradores. O texto diz, com todas as letras, que os procedimentos intrauterinos feitos às cegas, a curetagem e a biópsia sem visão incluídas, devem ser substituídos progressivamente pela histeroscopia sempre que isso for viável.

Em junho de 2026, a AAGL, a ESGE e a GCH publicaram no Journal of Minimally Invasive Gynecology uma diretriz conjunta que fechou o argumento com meta-análise: a histeroscopia teve acurácia diagnóstica maior do que a biópsia às cegas para câncer de endométrio, neoplasia intraepitelial endometrial, hiperplasia com e sem atipia, pólipos e miomas submucosos. A recomendação final é que, quando houver indicação de coletar tecido, a coleta seja feita junto com a avaliação histeroscópica, com a biópsia dirigida pela visão preferida à coleta às cegas.

No Brasil, a curetagem chamada semiótica, aquela feita para diagnosticar, ainda é rotina em muitos serviços. É sobre essa que estamos falando.

Por que a curetagem às cegas existiu, e por que ela está saindo

A curetagem nasceu quando não havia como ver dentro do útero. Raspar a cavidade com uma cureta e mandar o material para o laboratório era a única forma de obter tecido. Funciona bem para uma doença que ocupa toda a superfície do endométrio, e falha justamente onde a ginecologia mais precisa de precisão: na lesão focal, aquela que ocupa um ponto só.

O pólipo é o exemplo que fecha o raciocínio. A meta-análise de Al-Rayes e colaboradores, publicada em 2025 no Gynecology and Minimally Invasive Therapy, reuniu 11.204 mulheres com pólipo endometrial: 2,75% tinham pólipo maligno, e a chance de pré-malignidade ou malignidade foi mais de cinco vezes maior nas mulheres já na menopausa. Uma cureta que passa ao lado do pólipo devolve um laudo tranquilizador sobre um útero que não foi olhado.

Há ainda o problema do tratamento incompleto. O consenso FIGO-GCH de 2025 lista as três limitações dos procedimentos às cegas na mesma frase: limitação diagnóstica, tratamento incompleto e mais complicações. Não é uma questão de preferência de escola.

Quando o raspado ainda é indicado, e quando não é

Ser honesto aqui importa mais do que defender a técnica nova. A curetagem não desapareceu.

Situação Conduta que as diretrizes atuais apontam
Investigar sangramento anormal ou sangramento após a menopausa Histeroscopia com biópsia dirigida, e coleta de tecido junto da avaliação visual (AAGL-ESGE-GCH, 2026)
Suspeita de pólipo ou de mioma submucoso no ultrassom Histeroscopia, que vê e trata na mesma entrada (FIGO-GCH, 2025)
Espessamento do endométrio sem sangramento, na menopausa Avaliação conforme a diretriz SOGC nº 451, de 2024, que definiu limiares próprios para esse cenário
Esvaziamento uterino após aborto ou parto, com sangramento intenso ou instabilidade Procedimento de esvaziamento continua indicado, pela urgência e pelo volume de material
Suspeita de resto de material dentro do útero, sem urgência Avaliação histeroscópica, que localiza o resíduo e permite retirada dirigida
Sangramento que impede a visão histeroscópica adequada Conduta individualizada, que pode incluir o esvaziamento e uma reavaliação depois

O que saiu de cena, portanto, não é a cureta. É a curetagem usada como exame, marcada para descobrir o que uma câmera de dois ou três milímetros mostra em tempo real e com biópsia no lugar certo.

A FEBRASGO não tem protocolo nem posicionamento dedicado à histeroscopia. Quando um texto nacional cita "orientação FEBRASGO" para o tema, ele está generalizando. As condutas daqui vêm da RCOG Green-top 59 de 2024, no consenso FIGO-GCH de 2025 e na diretriz AAGL-ESGE-GCH de 2026, que existem, têm autoria e podem ser lidos por você.

Como é feita a histeroscopia que substituiu o raspado

O aparelho entra pela vagina sem espéculo e sem pinça no colo, técnica chamada vaginoscopia, recomendada com grau A pela Green-top 59. A cavidade é aberta com soro fisiológico na menor pressão que dê visão satisfatória. O médico percorre as duas paredes, o fundo e as saídas das trompas, descreve o que vê e coleta a biópsia no ponto alterado. Encontrando um pólipo pequeno, muitas vezes ele sai ali mesmo.

A diferença de experiência também conta. A curetagem diagnóstica costuma exigir dilatação do colo e anestesia. A histeroscopia diagnóstica é feita no consultório, sem anestesia geral de rotina, e a paciente vai embora em cerca de uma hora. O que se sente durante o exame e o que reduz a dor com evidência estão em histeroscopia dói; o que fazer na véspera está em como se preparar para a histeroscopia; e a diferença entre olhar e tratar está em histeroscopia diagnóstica e cirúrgica.

Não existe um percentual de sucesso único para o procedimento: ele muda conforme a indicação, o tipo de lesão e o tempo de seguimento. O que se aplica ao seu caso é discutido na consulta.

A nossa própria agenda mostra essa transição: 55 histeroscopias cirúrgicas em 2024, 119 em 2025 e 182 até setembro de 2026, todas sob visão direta, com ressectoscópio.

Recuperação

Depois da histeroscopia diagnóstica, cólica por algumas horas e sangramento em pequena quantidade por alguns dias, com retomada da rotina no mesmo dia na maioria dos casos. Depois da cirúrgica, um a dois dias de repouso. O detalhe do sangramento esperado e dos sinais de alerta está em sangramento depois da histeroscopia.

Sobre risco, o dado mais citado vem do estudo prospectivo multicêntrico de Jansen e colaboradores, com 13.600 procedimentos: complicação em 0,13% dos exames diagnósticos e em 0,95% dos cirúrgicos, com a perfuração uterina como evento mais frequente e cerca de metade das perfurações ligadas à entrada. Entrar sob visão direta, sem dilatar à toa, é exatamente o que a técnica atual faz.

Os prazos de afastamento por procedimento estão reunidos em Quantos dias de atestado depois de uma cirurgia ginecológica.

Cobertura pelo plano de saúde

A histeroscopia diagnóstica e a cirúrgica constam no rol de procedimentos da ANS e, havendo indicação médica, costumam ter cobertura pelos planos de saúde. A autorização depende de cada contrato. Quando a substituição da curetagem por histeroscopia precisa ser justificada no pedido, o relatório clínico cita as diretrizes que sustentam a indicação.

O passo a passo da autorização, do pedido à resposta da operadora, está em Cirurgia ginecológica pelo convênio. Se o pedido for negado, o caminho médico está em Meu convênio negou a cirurgia.

Em quais hospitais operamos

Samaritano Paulista, Samaritano Higienópolis, Blanc, Leforte Liberdade, São Luiz Alphaville, São Luiz Morumbi e Alvorada Moema.

Quem faz

A endoscopia ginecológica do Instituto de Ginecologia Avançada é conduzida por Dr. Carlos Guilherme Del Roy (CRM-SP 216.943, RQE 128.844), com Dra. Lorena Cerutti (CRM-SP 219.409, RQE 124.944) na cirurgia minimamente invasiva. Cada caso é discutido entre os médicos antes de qualquer decisão.

O que levar na primeira consulta

  • Ultrassom transvaginal recente, com o laudo completo
  • Laudo de curetagem ou de biópsia anterior, inclusive de anos atrás
  • Anotação do padrão de sangramento nos últimos três meses
  • Medicamentos em uso, com atenção a anticoagulante, hormônio e tamoxifeno
  • Data da última menstruação, ou o ano em que você entrou na menopausa
  • Se pretende engravidar, e em que prazo

A lista completa, que vale para qualquer consulta cirúrgica, está em O que levar na primeira consulta.

Os exames pedidos antes de uma cirurgia ginecológica, e por que cada um é pedido, estão em Exames antes de uma cirurgia ginecológica.

Perguntas que você deveria fazer ao seu cirurgião

  • Por que curetagem, e não histeroscopia com biópsia dirigida, no meu caso?
  • A biópsia vai ser colhida sob visão ou às cegas?
  • Se o exame mostrar um pólipo, dá para retirar na mesma entrada?
  • Este procedimento é diagnóstico ou já é de tratamento?
  • Quais são os riscos específicos da via que você propõe?
  • Como isso afeta uma gestação futura?

O que perguntar sobre formação, registro e volume de quem vai operar está em Como escolher o cirurgião.

Perguntas frequentes

Curetagem é a mesma coisa que raspagem do útero?

É o mesmo procedimento, com nomes diferentes. A cureta é o instrumento que raspa a camada interna do útero sem que o médico veja a cavidade.

Se meu médico pediu curetagem, ele está errado?

Não necessariamente. Existem situações de esvaziamento uterino em que ela segue indicada. O que mudou é o uso dela como exame: para investigar sangramento, as diretrizes de 2025 e 2026 apontam a histeroscopia com biópsia dirigida.

A curetagem pode dar resultado normal e ainda assim ter doença?

Pode, e é esse o ponto central. A cureta trabalha sem visão e pode passar ao lado de uma lesão focal. A diretriz AAGL-ESGE-GCH de 2026 mostrou acurácia maior da histeroscopia justamente para lesões focais como pólipos e miomas submucosos.

Quem decidiu que a curetagem às cegas está saindo?

A FIGO e a Global Community on Hysteroscopy, em consenso conjunto publicado em 2025, e a AAGL com a ESGE e a GCH, em diretriz conjunta publicada em 2026.

A histeroscopia dói mais que a curetagem?

A curetagem diagnóstica costuma exigir dilatação do colo e anestesia. A histeroscopia diagnóstica é feita no consultório, sem anestesia geral de rotina, com aparelho fino e entrada sem espéculo.

Curetagem prejudica a fertilidade?

Raspagens repetidas podem formar aderências dentro do útero, que reduzem a cavidade disponível para a gestação. Em estudo brasileiro com 119 mulheres, 37% tinham aderências seis meses depois da curetagem de aborto (Yela, 2025). Esse é um dos argumentos das entidades internacionais para preferir a abordagem sob visão.

Todo pólipo encontrado precisa sair?

Não. A diretriz SOGC nº 447, de 2024 (Bougie et al.), reconhece a conduta expectante como opção legítima em casos selecionados, e a decisão pesa sintoma, tamanho, idade e estado menopausal.

Próximo passo

Agende uma avaliação com nossa equipe de endoscopia ginecológica. Se você recebeu uma indicação de curetagem e quer entender o que se aplica ao seu caso, a consulta revisa o laudo do ultrassom, define qual via responde à sua pergunta clínica e explica o que cada uma implica.

Referências

  1. Villegas-Echeverri JD, Pope R, Robert M, Meinhold-Heerlein I, Haimovich S, Carugno J, Pacheco LA, Di Spiezio Sardo A. FIGO-GCH joint consensus statement on the current status and recommendations for the use of blind intrauterine procedures in the evaluation and management of women with suspected intrauterine pathologies. Int J Gynaecol Obstet. 2025;168(2):493-496. DOI 10.1002/ijgo.16078
  2. Joint Society Practice Guideline from AAGL-ESGE-GCH. Visually Directed Hysteroscopic Biopsy in the Evaluation of Abnormal Uterine Bleeding and Postmenopausal Bleeding. J Minim Invasive Gynecol. 2026;33(8):1027-1040. DOI 10.1016/j.jmig.2026.06.018
  3. De Silva PM, Smith PP, Cooper NAM, Clark TJ; Royal College of Obstetricians and Gynaecologists. Outpatient Hysteroscopy (Green-top Guideline no. 59). BJOG. 2024;131(13):e86-e110. DOI 10.1111/1471-0528.17907
  4. Al-Rayes S, Mohamed M, Suarthana E, Kigloo HN, Raina J, Tulandi T. Risks of Malignancy among 11,204 Patients with Endometrial Polyp: A Systematic Review and Meta-analysis. Gynecol Minim Invasive Ther. 2025;14(1):40-50. DOI 10.4103/gmit.GMIT-D-24-00056
  5. Bougie O, Randle E, Thurston J, et al. Guideline No. 447: Diagnosis and Management of Endometrial Polyps. J Obstet Gynaecol Can. 2024;46(3):102402. DOI 10.1016/j.jogc.2024.102402
  6. Wolfman W, Bougie O, Chen I, et al. Guideline No. 451: Asymptomatic Endometrial Thickening in Postmenopausal Women. J Obstet Gynaecol Can. 2024;46(7):102591. DOI 10.1016/j.jogc.2024.102591
  7. Jansen FW, Vredevoogd CB, van Ulzen K, Hermans J, Trimbos JB, Trimbos-Kemper TC. Complications of hysteroscopy: a prospective, multicenter study. Obstet Gynecol. 2000;96(2):266-270. DOI 10.1016/s0029-7844(00)00865-6 · PMID 10908775
  8. Yela DA. Sinequias uterinas. Femina. 2025;53(1):36-39. DOI 10.61622/0100-7254531202502
  9. Simões RS, Soares Júnior JM, Pastore AR, Baracat EC. Importância do diagnóstico por imagem em pacientes com sangramento uterino anormal. Femina. 2023;51(8):454-461. DOI 10.61622/0100-7254518202301

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