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DIU

DIU faz parar de menstruar? Por que isso é esperado e o que acontece no útero

O DIU hormonal pode fazer a menstruação parar, e isso é esperado: nenhum sangue fica preso lá dentro. Veja em quantas mulheres acontece, e a partir de quando.

Retrato da Dra. Vanessa M. Sargaço, médica ginecologista do Instituto de Ginecologia Avançada Dra. Vanessa M. Sargaço MÉDICA: CRM-SP 199.937 · Ginecologista: RQE 116.516 Publicado em 6 de maio de 2026
Revisado em 18 de setembro de 2026 · 13 min de leitura

A resposta

O DIU hormonal pode fazer a menstruação parar, e isso é esperado: acontece porque a camada que descamaria todo mês não chegou a se formar, e não porque algum sangue ficou preso lá dentro.

O medo costuma ter um formato bem específico, o de que o sangue esteja se acumulando. Não está. Quando isso é explicado antes, a maior parte das mulheres deixa de viver os meses seguintes contando os dias.

O tamanho desse "esperado" está medido: cerca de 1 em cada 10 mulheres está sem menstruar aos seis meses, perto de 2 em cada 10 ao fim do primeiro ano, e cerca de 4 em cada 10 depois de sete ou oito anos de uso. O DIU de cobre faz o contrário e nunca causa isso. E há um dado que conta muito: num acompanhamento de mais de 1.700 mulheres durante o primeiro ano, 29 pararam de usar o dispositivo por sangramento irregular, e nenhuma parou por ter deixado de menstruar.

Detalhes técnicos para profissionais da saúdeO mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes

O que acontece dentro do útero

O DIU hormonal libera uma quantidade pequena de hormônio diretamente dentro da cavidade do útero. Quem sofre o efeito principal é o endométrio, a camada interna que cresce ao longo do ciclo e descama na menstruação. Sob a ação contínua desse hormônio, o tecido fica fino e pouco reativo. Menos tecido formado significa menos tecido para descamar, e daí vêm tanto o fluxo reduzido quanto a ausência completa de sangramento em parte das usuárias.

O DIU de cobre faz o caminho oposto pelo mesmo endométrio: a reação local ao metal aumenta a perda menstrual em cerca de metade ao longo de um ano e alonga a menstruação em cerca de um dia.

Um detalhe ajuda a prever o seu caso: o único fator capaz de antecipar a ausência de menstruação ao fim do primeiro ano foi a duração do seu fluxo antes de colocar. Entre quem menstruava menos de sete dias, cerca de 2 em cada 10 pararam de menstruar, contra cerca de 1 em cada 20 entre quem menstruava sete dias ou mais.

Quando parar de menstruar é o objetivo

Para uma parte das mulheres, parar de menstruar é a razão de colocar o dispositivo, e não uma surpresa. É o caso do sangramento menstrual aumentado, aquele que encharca o absorvente e às vezes já cobrou ferro do organismo. O dispositivo hormonal é uma das opções de tratamento estudadas para essa queixa.

A resposta costuma ser rápida: entre mulheres que descreviam fluxo intenso antes de colocar, cerca de 3 em cada 4 já não descreviam fluxo intenso ao fim do primeiro ciclo.

Como o novo padrão se instala

A colocação é em consultório e leva poucos minutos. O que interessa aqui é o calendário do sangramento depois dela, onde moram quase todas as desistências precoces.

Período O que costuma acontecer
Primeiro ao terceiro mês Escapes e sangramento irregular, às vezes em dias soltos
Quarto ao sexto mês O padrão começa a se organizar e o volume cai
Sétimo ao décimo segundo mês Padrão estabilizado, escapes raros
Anos seguintes A proporção de mulheres sem menstruar continua subindo
Motivo mais comum de retirada precoce Sangramento irregular, ainda assim infrequente

O padrão leva meses para se definir, e o que conta é o acompanhamento depois. São mais de 300 dispositivos colocados desde 2024, e seguidos desde então.

O que observar

Não existe recuperação a cumprir além das primeiras horas de cólica. O que existe é adaptação, e o erro mais comum é ler o sangramento irregular dos primeiros meses como sinal de que o método falhou. Ele é a fase inicial do mesmo processo que reduz o fluxo.

Ficar sem menstruar, sozinho, não é motivo de exame, e não significa menopausa antecipada nem acúmulo de sangue. Se a dúvida sobre gravidez existir, um teste responde, e o dispositivo pode continuar no lugar enquanto isso.

Agora a parte que pede atenção justamente porque você perdeu um aviso. Quem usa DIU e parou de menstruar não tem mais o atraso menstrual como alarme, e por isso o sinal passa a ser a dor. O DIU falha muito pouco. Quando falha, existe uma chance importante de a gravidez se instalar fora do útero, dentro da trompa, e isso é urgência. Dor pélvica forte que começa de repente, em geral de um lado, com ou sem atraso, às vezes com tontura, desmaio ou sangramento diferente do seu padrão, pede pronto-socorro no mesmo dia. Avise que você usa DIU.

Procure avaliação também se a ausência de menstruação vier acompanhada de dor pélvica que piora, corrimento com odor, febre, náusea que não passa ou mama dolorida de um jeito novo.

Perguntas frequentes

Parar de menstruar com o DIU faz mal?

Não há acúmulo de sangue nem retenção: a camada que descamaria não se formou. No acompanhamento de mais de 1.700 mulheres durante o primeiro ano, nenhuma parou de usar o dispositivo por ter deixado de menstruar.

Quanto tempo leva para a menstruação parar?

Não é imediato. Cerca de 1 em cada 10 mulheres está sem menstruar aos seis meses e perto de 2 em cada 10 ao fim do primeiro ano, subindo para cerca de 4 em cada 10 depois de sete ou oito anos. Na maior parte dos casos o que vem primeiro é a redução do volume.

Estou com escapes há três meses. Isso vai passar?

Sangramento irregular nos primeiros meses é a fase esperada da adaptação. Se incomoda, é assunto de consulta, e não de desistência silenciosa.

Sem menstruar, como eu sei que não estou grávida?

Um teste de gravidez responde a qualquer momento, e o dispositivo pode ficar no lugar enquanto isso. O que não dá para ignorar é dor: como o atraso deixou de servir de aviso, dor pélvica forte que começa de repente pede pronto-socorro no mesmo dia, pela chance de uma gravidez instalada na trompa.

Quando eu tirar o DIU, minha menstruação volta?

O padrão que você tinha costuma retornar, porque o efeito depende da presença do dispositivo.

A partir daqui, a versão completa

O mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes, para quem quer o detalhe. Cada seção tem link de volta para o resumo acima.

A resposta direta

Sabemos que parar de menstruar assusta, e que o medo costuma ter um formato específico: o de que o sangue esteja se acumulando dentro. Não está. A ausência de menstruação com o DIU hormonal acontece porque a camada que descamaria todo mês não chegou a se formar, e não porque alguma coisa ficou presa.

Isso é esperado, e o tamanho desse "esperado" está medido. Em uma coorte de 1.714 mulheres que receberam o sistema de levonorgestrel de 52 mg, acompanhadas com diário de sangramento, a ausência de menstruação nos 90 dias anteriores foi de 0,2% aos 3 meses, 9,1% aos 6, 17,2% aos 9 e 16,9% aos 12 meses entre quem não usava esse dispositivo antes (Darney et al., 2018). No seguimento de longo prazo do mesmo estudo, a proporção chegou a 39% nos anos 7 e 8 de uso (Creinin et al., 2022).

O dado que mais importa nessa conversa está na mesma publicação de 2018: durante o primeiro ano, 29 mulheres das 1.714 interromperam o uso por sangramento irregular, e nenhuma interrompeu por ausência de menstruação.

Por que acontece: o mecanismo dentro do útero

O DIU hormonal libera levonorgestrel, um progestágeno, em quantidade pequena e diretamente na cavidade uterina. Quem sofre o efeito principal é o endométrio, a camada interna do útero que cresce ao longo do ciclo e descama na menstruação. Sob a ação contínua do progestágeno, esse tecido fica fino e pouco reativo. Menos tecido formado significa menos tecido para descamar, e é daí que vêm tanto o fluxo reduzido quanto a ausência completa de sangramento em parte das usuárias.

O DIU de cobre faz o caminho oposto pelo mesmo endométrio: a reação local ao metal aumenta a perda menstrual, por volta de 55% em doze meses no estudo de Milsom e colaboradores (1995), que também registrou aumento da duração média da menstruação de 4,8 para 6,1 dias. Nenhum DIU de cobre causa amenorreia. A comparação completa está em DIU hormonal ou de cobre.

Há um detalhe da análise de Darney e colaboradores que ajuda a prever o seu caso. O único preditor significativo de ausência de menstruação aos 12 meses foi a duração do seu fluxo antes da colocação: entre quem menstruava menos de 7 dias, a proporção foi de 18,2%, contra 5,2% entre quem menstruava 7 dias ou mais. Idade, paridade, índice de massa corporal, intensidade do fluxo de base e uso prévio de contracepção hormonal não mostraram relação.

Quando a ausência de menstruação é o objetivo, e não o efeito colateral

Em uma parte das mulheres, parar de menstruar é a razão de colocar o dispositivo, e não uma surpresa. É o caso do sangramento menstrual aumentado, aquele que encharca protetor, atrapalha a rotina e às vezes já cobrou ferro do organismo. A revisão Cochrane de Bofill Rodriguez e colaboradores (2020) reuniu a evidência dos sistemas intrauterinos liberadores de progestágeno para essa queixa.

Os números de velocidade dessa resposta vêm de uma coorte de 1.513 mulheres: entre as 150 que descreviam fluxo intenso antes da colocação, 112 já não relatavam fluxo intenso ao fim do primeiro ciclo, e 124 de 148 ao fim do segundo. Ao fim dos ciclos 13 e 26, 51,2% e 64,1% descreviam o próprio sangramento como ausente ou apenas em borra (Chen et al., 2020).

Quando o objetivo é tratar sangramento intenso, o DIU hormonal concorre com a ablação endometrial, e a comparação de longo prazo merece estar na mesa. No seguimento médio de 7,4 anos de um ensaio randomizado holandês, a reintervenção de qualquer tipo ocorreu em 40,0% do grupo do sistema de 52 mg e 28,7% do grupo da ablação, sem diferença estatística; a reintervenção cirúrgica foi mais frequente no grupo do dispositivo, 35,3% contra 19,1%, e a taxa de histerectomia foi semelhante nos dois, 11,8% e 18,1% (Huijs et al., 2024).

Como é feito e como o padrão se instala

A colocação é ambulatorial e leva poucos minutos. O que dói e o que reduz a dor está em colocar DIU dói, e nunca ter tido filho não muda o calendário seguinte, assunto de colocar DIU sem ter tido filho. O que interessa aqui é o calendário do sangramento depois dela, porque é nele que mora a maior parte das desistências precoces.

Período O que costuma acontecer Dado
Primeiro ao terceiro mês Escapes e sangramento irregular, às vezes em dias soltos Ausência de menstruação em 0,2% aos 3 meses (Darney et al., 2018)
Quarto ao sexto mês O padrão começa a se organizar e o volume cai 9,1% aos 6 meses (Darney et al., 2018)
Sétimo ao décimo segundo mês Padrão estabilizado, escapes raros 17,2% aos 9 meses e 16,9% aos 12 (Darney et al., 2018)
Anos seguintes A proporção sem menstruação continua subindo 39% nos anos 7 e 8 (Creinin et al., 2022)
Descontinuação por sangramento Motivo mais comum de retirada precoce, ainda assim infrequente 1,7% no primeiro ano (Darney et al., 2018) e 2,6% ao longo de 8 anos (Creinin et al., 2022)

São mais de 300 dispositivos colocados desde 2024, e o que conta para o padrão não é a colocação e sim o seguimento dos meses seguintes.

Recuperação e o que observar

Não há recuperação a cumprir depois da colocação além das primeiras horas de cólica. O que existe é um período de adaptação, e o erro mais comum é interpretar o sangramento irregular dos primeiros meses como sinal de que o método falhou. Ele é a fase inicial do mesmo processo que leva à redução do fluxo.

O padrão também não fica congelado depois que se instala. Numa auditoria de prontuários de 301 mulheres de um ambulatório de planejamento familiar em Campinas que usaram dois dispositivos de 52 mg em sequência (Wittmann et al., Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 2020), entre as 221 que já estavam há mais de sete meses com o segundo dispositivo, 40% mantiveram ausência de menstruação ou sangramento infrequente, 30% passaram a um padrão de fluxo leve e 30% mantiveram ou evoluíram para fluxo mais volumoso. A conclusão dos autores é que a variação do padrão de sangramento, sozinha, não deve decidir a troca precoce do dispositivo.

Procure avaliação se a ausência de menstruação vier acompanhada de sintomas que não combinam com ela: dor pélvica que piora, corrimento com odor, febre, náusea persistente ou mama dolorida de forma nova. A ausência de menstruação por si só não é motivo de exame, e não significa gravidez, menopausa antecipada nem acúmulo de sangue.

Os prazos de afastamento por procedimento estão em Quantos dias de atestado.

Cobertura pelo plano de saúde

A inserção do DIU consta no rol de procedimentos da ANS e, havendo indicação médica, costuma ter cobertura pelos planos de saúde. A autorização depende de cada contrato. Quando a indicação é sangramento menstrual aumentado, o relatório médico descreve o quadro clínico, e o caminho do pedido está em DIU pelo plano de saúde.

O passo a passo da autorização está em Cirurgia ginecológica pelo convênio, e o caminho médico diante de uma negativa em Meu convênio negou a cirurgia.

Em quais hospitais operamos

Samaritano Paulista, Samaritano Higienópolis, Blanc, Leforte Liberdade, São Luiz Alphaville, São Luiz Morumbi e Alvorada Moema.

Quem faz

A avaliação, a colocação e a retirada de DIU ficam com Dr. José Ricardo W. Ristow (CRM-SP 206.100, RQE 114.593), Dr. Carlos Guilherme Del Roy (CRM-SP 216.943, RQE 128.844) e Dra. Lorena Cerutti (CRM-SP 219.409, RQE 124.944). Os casos de sangramento aumentado são discutidos entre os médicos quando há mioma, pólipo ou cavidade alterada.

O que levar na primeira consulta

  • Anotação dos últimos três a seis meses de sangramento, em dias e intensidade
  • Ultrassom transvaginal recente
  • Hemograma e ferritina, se já tiver
  • Data da colocação do dispositivo, se ele já estiver no lugar
  • Métodos hormonais que você já usou e como o seu corpo respondeu
  • Medicamentos em uso

A lista completa está em O que levar na primeira consulta.

Perguntas que você deveria fazer ao seu médico

  • Pelo meu padrão de fluxo atual, qual é a chance de eu parar de menstruar?
  • Quanto tempo devo esperar antes de considerar que não me adaptei?
  • O sangramento que estou tendo agora é esperado ou é sinal de outra coisa?
  • Preciso de algum exame de acompanhamento por estar sem menstruar?
  • Se o meu objetivo é tratar fluxo intenso, quais são as outras opções e como se comparam?
  • Quando eu retirar, o meu ciclo volta ao que era?

O que perguntar sobre formação e registro está em Como escolher o cirurgião.

Perguntas frequentes

Parar de menstruar com o DIU faz mal?

Não há acúmulo de sangue nem retenção: a camada que descamaria não se formou. Na coorte de 1.714 mulheres acompanhadas durante o primeiro ano, nenhuma interrompeu o uso por ausência de menstruação (Darney et al., 2018).

Quanto tempo o DIU leva para parar a menstruação?

Não é imediato. A proporção de mulheres sem menstruação foi de 0,2% aos 3 meses, 9,1% aos 6, 17,2% aos 9 e 16,9% aos 12 meses, subindo para 39% nos anos 7 e 8 (Darney et al., 2018; Creinin et al., 2022). Na maior parte dos casos o que vem primeiro é a redução do volume, e não a ausência.

Estou com escapes há três meses. Isso vai passar?

Sangramento irregular nos primeiros meses é a fase esperada da adaptação, e é o motivo mais comum de retirada precoce, ainda que infrequente em números: 1,7% no primeiro ano. Se incomoda, é assunto de consulta, não de desistência silenciosa.

Sem menstruar, como eu sei que não estou grávida?

Um teste de gravidez responde a dúvida a qualquer momento, e o dispositivo pode permanecer enquanto isso. A ausência de menstruação com o DIU hormonal é efeito do endométrio fino, e não sinal de gestação.

Parar de menstruar com o DIU antecipa a menopausa?

São coisas diferentes. A menopausa é a parada definitiva da função dos ovários, e o efeito do dispositivo é local, sobre o endométrio, com retorno do padrão prévio após a retirada.

Meu fluxo era intenso. Em quanto tempo isso muda?

Rápido, segundo os dados disponíveis: entre 150 mulheres com fluxo intenso antes da colocação, 112 já não relatavam fluxo intenso ao fim do primeiro ciclo (Chen et al., 2020).

Quando eu tirar o DIU, minha menstruação volta?

O padrão prévio costuma retornar, porque o efeito depende da presença do dispositivo. O prazo varia, e é assunto do seu retorno.

Próximo passo

Agende uma avaliação com nossa equipe de ginecologia cirúrgica. A consulta define se o que você está sentindo é a adaptação esperada, se o seu padrão de sangramento pede investigação e o que esperar dos próximos meses.

Referências

  1. Darney PD, Stuart GS, Thomas MA, Cwiak C, Olariu A, Creinin MD. Amenorrhea rates and predictors during 1 year of levonorgestrel 52 mg intrauterine system use. Contraception. 2018;97(3):210-214. DOI 10.1016/j.contraception.2017.10.005 · PMID 29038072
  2. Creinin MD, Schreiber CA, Turok DK, Cwiak C, Chen BA, Olariu AI. Levonorgestrel 52 mg intrauterine system efficacy and safety through 8 years of use. Am J Obstet Gynecol. 2022;227(6):871.e1-871.e7. DOI 10.1016/j.ajog.2022.05.022 · PMID 35569516
  3. Chen BA, Eisenberg DL, Schreiber CA, Turok DK, Olariu AI, Creinin MD. Bleeding changes after levonorgestrel 52-mg intrauterine system insertion for contraception in women with self-reported heavy menstrual bleeding. Am J Obstet Gynecol. 2020;222(4S):S888.e1-S888.e6. DOI 10.1016/j.ajog.2019.11.1288 · PMID 31866516
  4. Bofill Rodriguez M, Lethaby A, Jordan V. Progestogen-releasing intrauterine systems for heavy menstrual bleeding. Cochrane Database Syst Rev. 2020;6(6):CD002126. DOI 10.1002/14651858.CD002126.pub4 · PMID 32529637
  5. Huijs DPC, Derickx AJM, Beelen P, Leemans JC, van Kuijk SMJ, Bongers MY, Geomini PMAJ. A 52-mg levonorgestrel-releasing intrauterine system vs bipolar radiofrequency nonresectoscopic endometrial ablation in women with heavy menstrual bleeding: long-term follow-up of a multicenter randomized controlled trial. Am J Obstet Gynecol. 2024;230(5):542.e1-542.e10. DOI 10.1016/j.ajog.2024.01.016 · PMID 38280433
  6. Jensen JT, Lukkari-Lax E, Schulze A, Wahdan Y, Serrani M, Kroll R. Contraceptive efficacy and safety of the 52-mg levonorgestrel intrauterine system for up to 8 years: findings from the Mirena Extension Trial. Am J Obstet Gynecol. 2022;227(6):873.e1-873.e12. DOI 10.1016/j.ajog.2022.09.007 · PMID 36096186
  7. Milsom I, Andersson K, Jonasson K, Lindstedt G, Rybo G. The influence of the Gyne-T 380S IUD on menstrual blood loss and iron status. Contraception. 1995;52(3):175-179. DOI 10.1016/0010-7824(95)00163-5 · PMID 7587189
  8. World Health Organization. Selected practice recommendations for contraceptive use. 4th ed. Geneva: World Health Organization; 2025. PMID 41325507
  9. Wittmann BZ, Monteiro I, Juliato CRT, Fernandes A. Consecutive Use of the 52 mg Levonorgestrel-releasing Intrauterine System: Variations in Bleeding Patterns. Rev Bras Ginecol Obstet. 2020;42(4):194-199. DOI 10.1055/s-0040-1708092 · PMID 32330961

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