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Dor pélvica

Remédio para dor de nervo na dor pélvica: o que diz o estudo inglês e o que diz a FEBRASGO

O remédio para dor de nervo não serve para toda dor pélvica: funciona quando a dor tem características de dor de nervo. Veja como esse tipo é classificado.

Retrato da Dra. Vanessa M. Sargaço, médica ginecologista do Instituto de Ginecologia Avançada Dra. Vanessa M. Sargaço MÉDICA: CRM-SP 199.937 · Ginecologista: RQE 116.516 Publicado em 10 de setembro de 2026
Revisado em 18 de setembro de 2026 · 13 min de leitura

A resposta

O remédio para dor de nervo não funciona para toda mulher com dor pélvica. Ele funciona melhor quando a dor tem características de dor de nervo, e por isso o primeiro passo não é escolher a medicação, é classificar o tipo de dor que você tem.

Receber uma receita de remédio conhecido como de epilepsia ou de depressão para tratar dor pélvica gera uma pergunta legítima. Essas medicações também agem sobre a forma como o sistema nervoso conduz e modula o sinal de dor, e é por isso que aparecem no tratamento da dor, com outro objetivo e em outra lógica de uso.

Detalhes técnicos para profissionais da saúdeO mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes

Por que não existe uma resposta única

Porque as pesquisas que testaram essas medicações fizeram perguntas diferentes.

Quando se testa o remédio em todas as mulheres com dor pélvica, tomadas como um grupo só, sem separar o tipo de dor, o resultado não se distingue do de quem tomou comprimido sem princípio ativo. E os efeitos colaterais aparecem: tontura, sonolência, alteração da visão, e uma parcela pequena com eventos mais sérios.

Quando se classifica a dor antes e o remédio é dado a quem tem dor de nervo, a leitura muda. A recomendação passa a ser escolher a medicação segundo o tipo de dor identificado, e existe ainda a recomendação explícita contra o uso sem critério, que é justamente o que a primeira pesquisa mostrou não funcionar.

As duas leituras dizem a mesma coisa vista de dois lados: sem classificar a dor, esse remédio tende a não ajudar.

O que isso muda para você

Muda o que precisa acontecer antes da receita. A conversa começa por identificar como a sua dor se comporta.

Como a dor se apresenta O que isso costuma indicar
Presa a uma lesão, piora no ciclo, responde a anti-inflamatório Dor que vem de inflamação ou de lesão
Queimação, choque, formigamento, área de pele mais sensível Dor que vem de um nervo
Difusa, maior que o achado, com outras dores no corpo e sono ruim Dor que se sustenta pelo próprio sistema nervoso

Cada linha aponta para um caminho diferente, e é comum ter mais de um tipo de dor ao mesmo tempo. Dor puramente inflamatória não costuma responder ao remédio de nervo, e insistir nesse cenário acumula efeito colateral sem ganho.

Quando esse remédio entra

Nunca como primeiro passo isolado e nunca antes de investigar a causa. A dor pélvica crônica costuma ter mais de um gerador ao mesmo tempo, e a medicação é uma frente entre várias.

Antes dela vêm a investigação de endometriose e de adenomiose, o exame do assoalho pélvico, a fisioterapia e a conversa sobre como a dor crônica se mantém.

A conversa sobre esse tipo de remédio entra quando a sua dor tem cara de dor de nervo, com queimação, choque e formigamento, ou quando ela é difusa, desproporcional ao que os exames mostram, e vem acompanhada de outras dores no corpo e de sono ruim.

Como o tratamento é conduzido

A lógica explica boa parte das desistências.

Começa em dose baixa e sobe devagar, com reavaliação a cada uma ou duas semanas, para reduzir efeito colateral e manter o tratamento de pé. Costuma começar com um remédio só, e a combinação de mais de um vem depois, quando permite usar dose menor de cada.

O efeito não é imediato. Essas medicações levam em média de cinco a seis semanas para produzir uma redução de dor que dá para perceber, e algumas levam mais. Quem interrompe na segunda semana desiste antes de o remédio ter tido chance de agir.

Sobre a duração, a orientação é manter por pelo menos seis meses, e no máximo doze, e discutir depois a retirada gradual. Nenhuma dessas medicações deve ser interrompida de repente.

A dose e o esquema de aumento dependem do seu quadro, dos outros remédios que você usa e das suas condições de saúde. Essa é a conversa da consulta.

O que acompanhamos

O retorno mede três coisas: a dor, o efeito colateral e a função. Sonolência, tontura, boca seca, prisão de ventre, ganho de peso, queda do desejo sexual e alteração de memória estão entre os efeitos descritos, e todos precisam ser ditos na consulta.

A reavaliação também define quando parar. Se o tempo mínimo de teste passou com a dose adequada e a dor não mudou, a conduta é trocar de estratégia.

Perguntas frequentes

Esse remédio funciona para dor pélvica crônica?

Depende do tipo da sua dor. Em mulheres tomadas como grupo único, sem separar o tipo, ele não se mostrou melhor que comprimido sem princípio ativo. Quando a dor é classificada como dor de nervo, ele é uma das primeiras opções.

Por que me receitaram remédio de epilepsia para cólica?

Porque essa classe age no sistema nervoso central reduzindo a excitabilidade dos neurônios e a liberação de substâncias ligadas à dor. O uso para dor é fora da indicação original da bula em várias dessas medicações, e é prática reconhecida em documentos médicos.

Esse tipo de remédio engorda?

Ganho de peso está entre os efeitos descritos para parte dessas medicações, junto com boca seca, prisão de ventre e sonolência. Dentro da mesma classe existem opções com perfil de efeitos mais tolerável, e essa escolha é feita na consulta.

Posso parar quando melhorar?

A retirada é gradual e combinada com o médico. A orientação é manter de seis a doze meses antes de discutir a retirada, e não interromper de repente.

Canabidiol serve para dor pélvica?

A orientação atual restringe os derivados de cannabis a ambiente acadêmico com protocolo controlado, enquanto a evidência não amadurece.

Se o remédio não resolver, sobra cirurgia?

Não necessariamente. Cirurgia trata doença, e quando a dor se sustenta pelo próprio sistema nervoso ela não é o caminho. O passo seguinte costuma ser rever o tipo de dor, reforçar a fisioterapia e reavaliar o útero.

A partir daqui, a versão completa

O mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes, para quem quer o detalhe. Cada seção tem link de volta para o resumo acima.

A resposta direta

Sabemos que receber uma receita de gabapentina, pregabalina ou amitriptilina para dor pélvica gera uma pergunta legítima: isso é remédio de epilepsia e de depressão, por que estou tomando? A resposta é que essas medicações também agem sobre a forma como o sistema nervoso conduz e modula o sinal de dor, e é por isso que são chamadas de neuromoduladores.

Sobre o uso delas na dor pélvica crônica há dois documentos que organizam a conversa, e um deles é brasileiro. A literatura nacional tem ainda uma revisão que discorda em parte, e ela vem logo depois.

Em 2020, o ensaio clínico GaPP2, conduzido por Horne et al. e publicado na Lancet, testou gabapentina contra placebo em 306 mulheres com dor pélvica crônica e sem achado na laparoscopia, e não encontrou diferença entre os grupos.

Em 2025, a FEBRASGO publicou o Posicionamento nº 8, assinado por Poli Neto et al. na revista Femina, defendendo que os neuromoduladores orais devem estar no arsenal do ginecologista que trata dor pélvica crônica, com uma condição: que o tipo da dor seja identificado antes.

Por que as duas posições existem

A chave está no que cada documento perguntou.

O GaPP2 perguntou se gabapentina funciona para mulheres com dor pélvica crônica sem patologia pélvica evidente, tomadas como um grupo único. A resposta foi não. Na escala numérica da pior dor, a mudança em relação ao início foi de menos 1,4 com gabapentina e menos 1,2 com placebo, diferença ajustada de menos 0,20, sem significado estatístico. Houve mais eventos adversos graves com a medicação, 10 mulheres de 153 contra 3 de 153, além de tontura, sonolência e alterações visuais. Os autores concluíram que vale considerar alternativas ao uso off-label da gabapentina nessa população.

O Posicionamento FEBRASGO nº 8/2025 perguntou outra coisa: qual neuromodulador usar depois de classificar a dor. O documento separa dor nociceptiva, que vem da lesão e responde a anti-inflamatório, dor neuropática, que vem de nervo acometido, e dor nociplástica, gerada por mudanças no processamento central do estímulo, mecanismo descrito por Fitzcharles et al. na Lancet de 2021. Para dor neuropática, o documento coloca os gabapentinoides em primeiro lugar, seguidos dos antidepressivos tricíclicos e depois dos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina. Para dor nociplástica, inverte: os inibidores de recaptação vêm primeiro, depois os gabapentinoides e depois os tricíclicos.

A camada brasileira não é unânime. Em 2022, na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Andrade, Soares e Oliveira revisaram sete estudos: a maioria mostrou melhora da dor, o de maior poder estatístico não mostrou, e a conclusão foi que a evidência ainda não basta. A revisão de Ribeiro e colaboradores, na Femina de 2020, já tratava a dor pélvica crônica como quadro com várias causas. O posicionamento de 2025 é o documento da FEBRASGO dedicado a esses medicamentos.

Uma frase do texto brasileiro fecha o ponto. Ao falar dos gabapentinoides, o documento afirma que o uso indiscriminado, sem critérios claros, para o tratamento da dor pélvica crônica em mulheres não tem suporte na literatura, e a referência que sustenta essa frase é o próprio GaPP2. Os dois documentos não se ignoram.

As duas posições lado a lado

GaPP2, 2020 (Horne et al.) Posicionamento FEBRASGO nº 8/2025 (Poli Neto et al.)
Tipo de documento Ensaio clínico randomizado, duplo-cego, 39 centros no Reino Unido Posicionamento de sociedade, referendado por comissão nacional
Quem estudou ou orientou 306 mulheres com dor pélvica crônica sem achado na laparoscopia Prática do ginecologista que atende dor pélvica crônica
Medicação avaliada Gabapentina isolada, até 16 semanas Gabapentinoides, tricíclicos, inibidores de recaptação e cannabis
Passo prévio exigido Nenhum: população tratada como grupo único Classificar a dor em nociceptiva, neuropática ou nociplástica
Resultado ou recomendação Sem diferença contra placebo, mais eventos adversos graves Neuromoduladores no arsenal, escolha guiada pelo tipo de dor
O que diz sobre o outro Recomenda considerar alternativas ao uso off-label Cita o GaPP2 e rejeita o uso indiscriminado

Quando esse tipo de remédio é indicado

Nunca como primeiro passo isolado e nunca antes de investigar a causa. A diretriz SOGC nº 445, de 2024 (Allaire et al.), trata a dor pélvica crônica como quadro de múltiplos geradores, em que medicação é uma frente entre várias. Antes dela vêm a investigação de endometriose e adenomiose, tema de adenomiose ou endometriose, o exame do assoalho pélvico e a fisioterapia, primeira linha para a musculatura de alto tônus segundo Torosis et al., em 2024, e a educação sobre o mecanismo da dor, assunto de dor pélvica crônica com exames normais.

A conversa sobre neuromodulador entra quando a sua dor tem cara de dor de nervo, com queimação, choque, formigamento e área de pele mais sensível, ou cara de dor nociplástica, difusa, desproporcional ao achado, associada a outras dores no corpo e a sono ruim.

Como o tratamento é conduzido

O documento brasileiro detalha a condução, e essa lógica explica boa parte das desistências.

Começa em dose baixa e sobe devagar, com reavaliação a cada uma ou duas semanas, para reduzir efeito colateral e manter a adesão. Prefere monoterapia como primeira linha, e admite combinar classes depois para usar doses menores de cada uma. Cada medicação tem um perfil: entre os gabapentinoides, a pregabalina tem farmacocinética mais previsível e posologia mais confortável; entre os tricíclicos, a nortriptilina tem efeitos adversos mais toleráveis que a amitriptilina; entre os inibidores de recaptação, a duloxetina é a mais usada, com a venlafaxina em segunda linha.

O tempo de resposta não é imediato. O posicionamento registra que os gabapentinoides levam em média cinco a seis semanas, e os tricíclicos seis semanas ou mais, para produzir redução relevante nos escores de dor. Quem interrompe na segunda semana desiste antes da janela de avaliação.

Sobre duração, o documento recomenda manter por pelo menos seis meses e no máximo doze, discutindo depois a retirada gradual em conjunto com a paciente e com as outras estratégias de enfrentamento. Nenhum desses medicamentos deve ser interrompido de forma abrupta. Sobre os canabinoides, a posição é clara: uso restrito a ambiente acadêmico com protocolo controlado, enquanto a evidência não amadurece.

Doses e esquemas de progressão constam no documento e são decisão médica individual. A dose e o esquema de aumento dependem do seu quadro, das suas outras medicações e das suas condições clínicas.

Acompanhamento

O acompanhamento mede três coisas: a dor, o efeito colateral e a função. Sonolência, tontura, boca seca, constipação, ganho de peso, redução do desejo sexual e alteração de memória estão entre os efeitos descritos e precisam ser ditos na consulta.

A reavaliação também define quando parar. Se o tempo mínimo de teste passou na dose adequada e a dor não mudou, a conduta é trocar de estratégia, não insistir. Foi essa a recomendação prática que o GaPP2 deixou para a gabapentina usada sem critério.

Cobertura pelo plano de saúde

Medicamento de uso domiciliar em geral não é coberto. As consultas, os exames de investigação e a fisioterapia pélvica constam no rol de procedimentos da ANS e, havendo indicação médica, costumam ter cobertura pelos planos de saúde. A autorização depende de cada contrato.

O passo a passo da autorização, do pedido à resposta da operadora, está em Cirurgia ginecológica pelo convênio. Se o pedido for negado, o caminho médico está em Meu convênio negou a cirurgia.

Em quais hospitais operamos

Samaritano Paulista, Samaritano Higienópolis, Blanc, Leforte Liberdade, São Luiz Alphaville, São Luiz Morumbi e Alvorada Moema. O tratamento medicamentoso da dor é ambulatorial, e a cirurgia entra quando há doença que a justifique.

Quem faz

A avaliação é conduzida pela equipe de ginecologia cirúrgica do Instituto, em conjunto com fisioterapia pélvica e, quando o quadro pede, com profissionais de dor. Cada caso é discutido entre os médicos.

O que levar na primeira consulta

  • Lista completa dos medicamentos em uso, inclusive para pressão, sono e humor
  • Quais neuromoduladores já foram tentados, em qual dose e por quanto tempo
  • Motivo pelo qual cada tentativa anterior foi interrompida
  • Diário de duas a quatro semanas com intensidade e características da dor
  • Exames de investigação já feitos, com as imagens

A lista completa, que vale para qualquer consulta cirúrgica, está em O que levar na primeira consulta.

Os exames pedidos antes de uma cirurgia ginecológica, e por que cada um é pedido, estão em Exames antes de uma cirurgia ginecológica.

Perguntas que você deveria fazer ao seu médico

  • Minha dor é do tipo neuropática, nociplástica ou das duas?
  • Por que esta medicação e não outra da mesma classe?
  • Em quantas semanas devo esperar sentir diferença?
  • Quais efeitos colaterais me fariam ligar antes do retorno?
  • Por quanto tempo vou usar, e como será a retirada?
  • O que entra no lugar se esta não funcionar?

O que perguntar sobre formação, registro e volume de quem vai operar está em Como escolher o cirurgião.

Perguntas frequentes

Gabapentina funciona para dor pélvica crônica?

Depende da pergunta. O GaPP2, de 2020, não encontrou diferença contra placebo em mulheres com dor pélvica crônica sem achado na laparoscopia, tomadas como grupo único. O Posicionamento FEBRASGO nº 8/2025 mantém os gabapentinoides como primeira opção para dor classificada como neuropática, e o próprio documento rejeita o uso sem critério.

Por que meu médico receitou remédio de epilepsia para cólica?

Porque a classe age sobre canais de cálcio no sistema nervoso central, reduzindo a excitabilidade neuronal e a liberação de neurotransmissores ligados à dor. O uso em dor é off-label em várias dessas medicações, o que significa fora da bula aprovada, e é prática reconhecida em documentos de sociedade.

Amitriptilina para dor pélvica engorda?

Ganho de peso está entre os efeitos colaterais descritos para os tricíclicos, junto com boca seca, constipação e sonolência. O posicionamento brasileiro aponta a nortriptilina como a opção da classe com perfil de efeitos adversos mais favorável.

Posso parar quando melhorar?

A retirada é gradual e combinada com o médico. O documento da FEBRASGO recomenda manutenção de seis a doze meses antes de discutir a descontinuação, e orienta não interromper de forma abrupta.

Canabidiol serve para dor pélvica?

O Posicionamento FEBRASGO nº 8/2025 restringe os canabinoides a ambiente acadêmico com protocolo rigidamente controlado, até que exista evidência robusta.

Se o remédio não resolver, sobra cirurgia?

Não necessariamente. Cirurgia trata doença, e quando o gerador principal é nociplástico ela não é o caminho. O passo seguinte costuma ser rever o tipo de dor, intensificar a fisioterapia e reavaliar o útero, como em adenomiose: tratamentos.

Próximo passo

Agende uma avaliação com nossa equipe de ginecologia cirúrgica. cortar `Caminhamos ao seu lado nessa decisão.

Referências

  1. Horne AW, Vincent K, Hewitt CA, Middleton LJ, Koscielniak M, Szubert W, Doust AM, Daniels JP. Gabapentin for chronic pelvic pain in women (GaPP2): a multicentre, randomised, double-blind, placebo-controlled trial. Lancet. 2020;396(10255):909-917. DOI 10.1016/S0140-6736(20)31693-7
  2. Poli Neto OB, Rosa e Silva JC, Petta CA, et al. Uso de neuromoduladores orais em dor pélvica crônica. Posicionamento FEBRASGO nº 8/2025. Femina. 2025;53(9):1076-1084. DOI 10.61622/0100-7254539202504
  3. Fitzcharles MA, Cohen SP, Clauw DJ, Littlejohn G, Usui C, Häuser W. Nociplastic pain: towards an understanding of prevalent pain conditions. Lancet. 2021;397(10289):2098-2110. DOI 10.1016/S0140-6736(21)00392-5
  4. Allaire C, Yong PJ, Bajzak K, et al. Guideline No. 445: Management of Chronic Pelvic Pain. J Obstet Gynaecol Can. 2024;46(1):102283. DOI 10.1016/j.jogc.2023.102283
  5. Torosis M, Carey E, Christensen K, et al. A Treatment Algorithm for High-Tone Pelvic Floor Dysfunction. Obstet Gynecol. 2024;143(4):595-602. DOI 10.1097/AOG.0000000000005536
  6. Ribeiro PA, Abdalla-Ribeiro HS, Eras A. Dor pélvica crônica. Femina. 2020;48(5):262-276. DOI 10.61622/0100-7254485202001

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