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Histerectomia

Preventivo depois de tirar o útero: quem para, quem continua e por quê

Fazer preventivo depois de tirar o útero depende de o colo ter saído e do motivo da cirurgia. Quem para, quem continua, e por que na dúvida o exame é mantido.

Retrato do Dr. Lucas G. S. Baptista, médico ginecologista e diretor técnico do Instituto de Ginecologia Avançada Dr. Lucas G. S. Baptista MÉDICO: CRM-SP 184.500 · Ginecologista: RQE 104.283 Publicado em 28 de abril de 2026
Revisado em 18 de setembro de 2026 · 12 min de leitura

A resposta

Fazer preventivo depois de tirar o útero depende de duas perguntas, e as duas têm resposta no seu relatório cirúrgico: o colo do útero foi retirado, e qual foi o motivo da cirurgia.

Se o colo saiu e a cirurgia foi por doença benigna, sem lesão de alto grau no colo antes e com exames anteriores normais, o rastreamento pode ser encerrado. Se a cirurgia foi por lesão que antecede o câncer ou por câncer do colo, ele continua, com coleta no topo da vagina, por pelo menos 25 anos ou sem prazo para acabar. Se o colo ficou, nada muda: você segue no rastreamento como qualquer mulher da sua idade. E se você não tem certeza do motivo da cirurgia, o rastreamento é mantido até essa certeza aparecer.

Essa dúvida chega meses depois da cirurgia, quando vem a lembrança do exame anual e ninguém explicou o que fazer. A regra segura é simples: na dúvida, continua.

Detalhes técnicos para profissionais da saúdeO mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes

Por que o exame para em um caso e continua no outro

O preventivo rastreia o colo do útero. Retirado o colo, o alvo do exame saiu junto, e sobra a parede da vagina. O câncer de vagina é raro, e o exame rende muito pouco em quem não tem mais colo. O incômodo do rastreamento, que são achados de significado incerto, exames adicionais e ansiedade, passa a pesar mais do que o ganho.

A exceção tem base concreta. Entre mulheres com lesão de alto grau ou câncer de vagina, cerca de metade já havia passado por histerectomia, e quatro em cada cinco dessas cirurgias foram motivadas por lesão ou câncer do colo. O HPV, o vírus por trás dessas lesões, pode ter comprometido também o revestimento da vagina. Nesse grupo, o rastreamento continua.

As recomendações brasileiras sobre isso são condicionais e apoiadas em evidência ainda limitada: são orientações razoáveis, e não verdades fechadas.

Quem continua fazendo, mesmo sem o colo

Sua situação O preventivo Como é feito
Colo retirado, cirurgia por doença benigna, sem lesão de alto grau antes, exames normais Pode ser encerrado Não se aplica
Colo retirado, cirurgia por lesão do colo ou por câncer do colo Mantido Coleta no topo da vagina, por ao menos 25 anos
Colo mantido, na histerectomia parcial Mantido, como para qualquer mulher Conforme a sua faixa de idade
Motivo da cirurgia desconhecido ou incerto Mantido Coleta no topo da vagina

Três situações individualizam a conduta. A imunidade reduzida, por HIV, transplante ou medicação que baixa a defesa, em que os intervalos seguem regra própria. Ter tido lesão de alto grau tratada, ainda que anos antes da cirurgia. E um achado inesperado no exame do tecido, o que reabre todo o planejamento.

Um recado que importa mais do que o exame em si: parar o preventivo não significa parar de ir ao ginecologista. Continuam o exame da vulva e da vagina, o rastreamento do câncer de mama conforme a idade, o cuidado com os ossos e o acompanhamento do assoalho pélvico. A histerectomia se associa a mais perda de urina nos dez primeiros anos e, depois disso, a mais descida dos órgãos da pelve.

Como é a coleta quando ela continua

Sem colo, o exame passa a ser feito no topo da vagina, a parte fechada com pontos na cirurgia. É um exame de consultório, com espéculo, sem preparo especial, e leva poucos minutos.

Dor não faz parte do procedimento. Se você tem ressecamento vaginal, diga antes da coleta: isso tem tratamento e muda o conforto do exame.

O rastreamento brasileiro se reorganizou em torno do teste que detecta o HPV, hoje o exame de primeira linha no lugar da citologia. Qual método será usado na sua coleta depende do serviço e da indicação, e é pergunta legítima para levar à consulta.

Quando retomar o acompanhamento de rotina

Nas primeiras semanas depois da cirurgia, o topo da vagina ainda está cicatrizando, e não se faz coleta. O retorno pós-operatório, em torno de seis semanas, serve para checar a cicatriz, e é nele que a sua conduta de rastreamento é definida.

Peça que isso fique por escrito. Se o seu rastreamento foi encerrado, o motivo precisa estar registrado, para que nenhum profissional futuro reabra a discussão do zero. Aproveite o retorno para revisar o destino das trompas, o dos ovários e quando a vida sexual pode ser retomada.

Perguntas frequentes

Ainda preciso fazer preventivo depois de tirar o útero?

Se o colo saiu e a cirurgia foi por doença benigna, sem lesão de alto grau antes e com exames anteriores normais, o rastreamento pode ser encerrado. Nos demais casos, continua.

Tirei o útero mas ficou o colo. E agora?

Você segue no rastreamento como qualquer mulher da sua faixa de idade, porque o órgão que o exame investiga continua lá.

Não sei por que fiz a histerectomia. O que faço?

Mantém o rastreamento e busca o relatório cirúrgico e o exame do tecido. A orientação é manter enquanto não houver certeza de que a indicação foi benigna.

O que é coleta no topo da vagina?

É a coleta feita em quem já não tem colo, no ponto fechado na cirurgia. O procedimento de consultório é o mesmo, com espéculo.

Operei por mioma. Preciso continuar?

Mioma é doença benigna. Com o colo retirado e sem lesão de alto grau antes, o rastreamento do colo pode ser encerrado.

Se eu parar o preventivo, paro de ir ao ginecologista?

Não. Continuam o exame da vulva e da vagina, o rastreamento do câncer de mama e o acompanhamento do assoalho pélvico.

E o teste de HPV, entra nessa conta?

O teste que detecta o vírus passou a ser o exame de primeira linha. Para quem segue em coleta no topo da vagina, o método se define conforme avaliação médica.

A partir daqui, a versão completa

O mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes, para quem quer o detalhe. Cada seção tem link de volta para o resumo acima.

A resposta direta

Sabemos que essa dúvida costuma aparecer meses depois da cirurgia, quando chega a lembrança do exame anual e ninguém explicou o que fazer. A resposta depende de duas perguntas, e as duas têm resposta no seu relatório cirúrgico.

A primeira: o colo do útero foi retirado? A segunda: qual foi o motivo da cirurgia?

Se o colo saiu (histerectomia total) e a cirurgia foi por doença benigna, sem história de lesão cervical de alto grau e com exames anteriores normais, você pode ser excluída do rastreamento. É o que diz a Recomendação 34 das Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, 3.ª edição, publicada pelo INCA em 2025, e é também a orientação da força-tarefa americana desde 2018, que recomenda contra o rastreamento nesse cenário. O mesmo texto foi aprovado pelo Ministério da Saúde na Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 13, de 29 de julho de 2025, o que o torna norma vigente no SUS, e não proposta em consulta.

Se a cirurgia foi por lesão precursora ou por câncer do colo, o rastreamento continua, com coleta vaginal, por pelo menos 25 anos ou indefinidamente. É a Recomendação 35 do mesmo documento.

Se o colo ficou (histerectomia subtotal, também chamada de parcial), nada muda: você segue no rastreamento como qualquer mulher da sua faixa de idade. A diferença entre as duas formas está em Histerectomia total ou parcial.

E se você não tem certeza do motivo da cirurgia, o rastreamento é mantido. A diretriz brasileira é explícita nesse ponto, e essa é a conduta segura.

Sua situação Rastreamento do colo Como é feito Onde está escrito
Colo retirado, cirurgia por doença benigna, sem lesão de alto grau prévia, exames anteriores normais Pode ser encerrado Não se aplica INCA 2025, Recomendação 34 (condicional) · USPSTF 2018
Colo retirado, cirurgia por lesão precursora ou câncer de colo Mantido Coleta vaginal, por ao menos 25 anos ou indefinidamente INCA 2025, Recomendação 35 (condicional)
Colo mantido (histerectomia subtotal) Mantido, como para qualquer mulher Conforme a diretriz vigente da sua faixa de idade INCA 2025
Motivo da cirurgia desconhecido ou incerto Mantido Coleta vaginal INCA 2025

Por que o exame deixa de fazer sentido em uma situação e não na outra

O preventivo rastreia o colo do útero. Retirado o colo, o alvo do exame saiu junto, e o que sobra é a parede vaginal. O câncer de vagina é raro, e o rendimento do exame em quem não tem mais colo é muito baixo, o que faz o dano potencial do rastreamento (achados de significado incerto, exames adicionais, ansiedade) superar o benefício. Esse é o raciocínio que sustenta a recomendação contrária da força-tarefa americana desde 2018.

A exceção tem base epidemiológica. A diretriz do INCA de 2025 cita um levantamento de 2016 segundo o qual cerca de metade das mulheres com lesão de alto grau ou câncer de vagina havia passado por histerectomia, e quatro em cada cinco dessas cirurgias tinham sido motivadas por lesão precursora ou câncer do colo. O HPV que causou a lesão no colo pode ter comprometido também o epitélio vaginal. Por isso, nesse grupo, o rastreamento continua na cúpula.

As duas recomendações brasileiras são classificadas como condicionais, com evidência de certeza baixa. São orientações razoáveis, não verdades fechadas, e a decisão final leva em conta o seu caso.

Quando o rastreamento é indicado depois da cirurgia

Além dos casos da tabela, a conduta individualiza em três situações. A primeira, imunodepressão, inclusive por HIV, transplante ou medicação imunossupressora, em que os intervalos e o encerramento seguem regras próprias. A segunda, história de lesão de alto grau tratada, ainda que anos antes da histerectomia. A terceira, achado histopatológico inesperado na peça cirúrgica, o que reabre todo o planejamento.

Um recado que importa mais do que o exame em si: parar o preventivo não significa parar de ir ao ginecologista. Continuam valendo a avaliação da vulva e da vagina, o rastreamento do câncer de mama conforme a sua idade, o cuidado com a saúde óssea e, principalmente, o acompanhamento do assoalho pélvico. A revisão de Chang e colaboradores (2025), com 60 estudos e mais de 3,5 milhões de participantes, associou a histerectomia a mais incontinência urinária nos dez primeiros anos e a mais prolapso de órgãos pélvicos depois de dez anos. O prolapso está explicado em Sinto uma bola na vagina.

Como é feita a coleta quando ela é mantida

Sem colo, o exame passa a ser a coleta vaginal, feita na cúpula, que é o topo da vagina fechado na cirurgia. É um exame de consultório, com espéculo, sem preparo especial, e costuma levar poucos minutos. Dor não faz parte do procedimento, e ressecamento vaginal, quando existe, deve ser dito antes da coleta, porque tem tratamento e muda o conforto do exame.

A 3.ª edição das diretrizes brasileiras, de 2025, organizou o rastreamento em torno do teste molecular para detecção de DNA de HPV oncogênico, que substitui a citologia como exame de primeira linha no rastreio organizado. Qual método será usado na sua coleta de cúpula depende do serviço e da indicação, e essa é uma pergunta legítima para levar à consulta.

Recuperação: quando retomar o seguimento de rotina

Nas primeiras semanas depois da cirurgia, a cúpula ainda está cicatrizando, e não se faz coleta nesse período. O retorno pós-operatório serve para checar a cicatriz, em torno de seis semanas, e é nele que a conduta de rastreamento é definida por escrito. Peça isso no relatório: se o seu rastreamento foi encerrado, o motivo precisa estar registrado, para que nenhum profissional futuro reabra a discussão do zero.

Aproveite o mesmo retorno para revisar o que mais mudou. Se as trompas foram retiradas, o assunto está em Tirar as trompas previne câncer?. Se os ovários ficaram, o acompanhamento da menopausa está em Tirar o útero entra na menopausa?. E se a dúvida é sobre retomar a vida sexual, escrevemos em Sexo depois de tirar o útero.

Os prazos de afastamento por procedimento estão reunidos em Quantos dias de atestado depois de uma cirurgia ginecológica.

Cobertura pelo plano de saúde

A coleta de citologia e o teste molecular para HPV constam no rol de procedimentos da ANS e, havendo indicação médica, costumam ter cobertura pelos planos de saúde. A autorização depende de cada contrato, e o pedido segue com a indicação clínica registrada.

O passo a passo da autorização, do pedido à resposta da operadora, está em Cirurgia ginecológica pelo convênio. Se o pedido for negado, o caminho médico está em Meu convênio negou a cirurgia.

Em quais hospitais operamos

Samaritano Paulista, Samaritano Higienópolis, Blanc, Leforte Liberdade, São Luiz Alphaville, São Luiz Morumbi e Alvorada Moema.

Quem faz

A cirurgia minimamente invasiva do Instituto de Ginecologia Avançada é conduzida por Dra. Lorena Cerutti (CRM-SP 219.409, RQE 124.944), Dr. José Ricardo W. Ristow (CRM-SP 206.100, RQE 114.593) e Dr. Carlos Guilherme Del Roy (CRM-SP 216.943, RQE 128.844). Cada caso é discutido entre os médicos.

O que levar na primeira consulta

  • Relatório da cirurgia, que informa se o colo foi retirado
  • Laudo do anatomopatológico da peça cirúrgica
  • Resultados de preventivos anteriores, principalmente os alterados
  • Registro de colposcopia, biópsia de colo ou conização, se já fez
  • Lista de medicamentos em uso, incluindo imunossupressores

A lista completa, que vale para qualquer consulta cirúrgica, está em O que levar na primeira consulta.

Os exames pedidos antes de uma cirurgia ginecológica, e por que cada um é pedido, estão em Exames antes de uma cirurgia ginecológica.

Perguntas que você deveria fazer ao seu cirurgião

  • Meu colo foi retirado?
  • Qual foi o diagnóstico final da peça cirúrgica?
  • Tenho história de lesão de alto grau que obrigue a manter a coleta?
  • Se mantivermos, de quanto em quanto tempo e com qual exame?
  • Isso pode ficar escrito no meu relatório?
  • O que mais eu preciso continuar acompanhando, além do colo?

O que perguntar sobre formação, registro e volume de quem vai operar está em Como escolher o cirurgião.

Perguntas frequentes

Ainda preciso fazer preventivo depois de tirar o útero?

Se o colo saiu e a cirurgia foi por doença benigna, sem lesão de alto grau prévia e com exames anteriores normais, o rastreamento pode ser encerrado (INCA, 2025, Recomendação 34). Nos demais casos, continua.

Tirei o útero mas ficou o colo. E agora?

Você segue no rastreamento como qualquer mulher da sua faixa de idade, porque o órgão que o exame investiga continua lá.

Não sei por que fiz a histerectomia. O que faço?

Mantém o rastreamento e busca o relatório cirúrgico e o anatomopatológico. A diretriz brasileira orienta manter enquanto não houver certeza de que a indicação foi benigna.

O que é coleta de cúpula?

É a coleta feita no topo da vagina em quem já não tem colo. O procedimento de consultório é o mesmo, com espéculo.

Operei por mioma. Preciso continuar?

Mioma é doença benigna. Com o colo retirado e sem história de lesão de alto grau, o rastreamento do colo pode ser encerrado. O contexto da cirurgia de mioma está em Mioma precisa operar?.

Se eu parar o preventivo, paro de ir ao ginecologista?

Não. Continuam o exame da vulva e da vagina, o rastreamento do câncer de mama conforme a idade e o acompanhamento do assoalho pélvico.

E o teste de HPV, entra nessa conta?

A 3.ª edição das diretrizes brasileiras, de 2025, colocou o teste molecular de DNA-HPV como exame de primeira linha no rastreamento organizado, mudança que a FEBRASGO já vinha detalhando na Femina desde 2022 (Carvalho e colaboradores). Para quem segue em coleta de cúpula, o método usado se define conforme avaliação médica.

Próximo passo

Agende uma avaliação com nossa equipe de cirurgia ginecológica, com o relatório da cirurgia e o anatomopatológico em mãos. Em uma consulta definimos, por escrito, se o seu rastreamento continua, com qual exame e em qual intervalo.

Referências

  1. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero. 3.ª edição revista, atualizada e ampliada. Volume 1: rastreamento organizado com teste molecular para detecção de DNA-HPV oncogênico. Rio de Janeiro: INCA; 2025. Recomendações 34 e 35. Repositório institucional do INCA
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 13, de 29 de julho de 2025. Aprova as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero: Parte I, rastreamento organizado utilizando testes moleculares para detecção de DNA-HPV oncogênico. Publicada em 18 de agosto de 2025. Texto oficial em gov.br
  3. Carvalho CF, Teixeira JC, Bragança JF, et al. Rastreamento do câncer do colo do útero com teste de DNA-HPV: atualizações na recomendação. Femina. 2022;50(4):200-214. DOI 10.61622/0100-7254504202201
  4. US Preventive Services Task Force. Screening for Cervical Cancer: US Preventive Services Task Force Recommendation Statement. JAMA. 2018;320(7):674-686. DOI 10.1001/jama.2018.10897 · PMID 30140884
  5. Pickett CM, Seeratan DD, Mol BWJ, Nieboer TE, Johnson N, Bonestroo T, Aarts JW. Surgical approach to hysterectomy for benign gynaecological disease. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2023;8(8):CD003677. DOI 10.1002/14651858.CD003677.pub6 · PMID 37642285
  6. Chang OH, Saldanha IJ, Encalada-Soto D, et al. Associations between hysterectomy and pelvic floor disorders: a systematic review and meta-analysis. American Journal of Obstetrics and Gynecology. 2025;233(3):141-151.e6. DOI 10.1016/j.ajog.2025.03.018 · PMID 40120730
  7. Piek JM, Schauwaert J, Ellis LB, et al. Opportunistic Salpingectomy for Prevention of Tubo-Ovarian Carcinoma: The European Society of Gynaecological Oncology Consensus Statements. JAMA. 2026;335(10):894-902. DOI 10.1001/jama.2025.24510 · PMID 41627806

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