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Endometriose

Qual exame diagnostica endometriose? Não precisa operar para descobrir

O exame que diagnostica endometriose hoje é a conversa clínica, o exame físico e a imagem. Você não precisa operar para descobrir, e a regra mudou faz pouco.

Retrato da Dra. Lorena Cerutti, médica ginecologista do Instituto de Ginecologia Avançada Dra. Lorena Cerutti MÉDICA: CRM-SP 219.409 · Ginecologista: RQE 124.944 Publicado em 2 de junho de 2026
Revisado em 18 de setembro de 2026 · 12 min de leitura

A resposta

O exame que diagnostica endometriose hoje é a combinação de conversa clínica, exame físico e imagem, e você não precisa operar para descobrir se tem a doença. Essa frase teria sido errada alguns anos atrás.

Se alguém já disse a você que só a cirurgia confirma, essa pessoa não estava inventando: era assim mesmo, e a regra mudou.

A principal diretriz europeia do assunto tirou a laparoscopia do posto de exame de referência e passou a recomendar que o diagnóstico se apoie em história clínica, exame físico e imagem, e que a ausência de achado na cirurgia não exclua a doença. As diretrizes britânica, americana e brasileira acompanharam. Na prática, com sintoma compatível e imagem sugestiva, o tratamento pode começar. A cirurgia volta a ser o que sempre deveria ter sido: um tratamento, e não um exame.

Detalhes técnicos para profissionais da saúdeO mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes

Por que isso mudou

Três razões, e nenhuma delas é moda.

A primeira é o custo do diagnóstico cirúrgico. Exigir uma cirurgia para confirmar a doença significava exigir anestesia geral e internação antes de qualquer tratamento, o que empurrava o começo do cuidado para frente. Uma revisão recente encontrou tempos até o diagnóstico que vão de alguns meses a doze anos, conforme o país e a definição usada, e apontou que o atraso é conduzido principalmente pelos profissionais de saúde.

A segunda é a limitação do próprio exame cirúrgico. Lesão superficial pode não ser vista a olho nu, e biópsia negativa não exclui a doença. Um resultado normal na cirurgia deixava a mulher com a dor e sem diagnóstico, o que é pior do que não ter operado.

A terceira é a melhora da imagem. O ultrassom transvaginal com preparo intestinal, feito por operador treinado, e a ressonância magnética passaram a identificar cisto do ovário e doença profunda com boa precisão, e o laudo da ressonância segue hoje um padrão internacional, o que torna os relatórios comparáveis entre serviços.

Qual exame serve para quê

Exame Para que serve Limite
Conversa e exame físico Levantar a suspeita e guiar o resto Não localiza a lesão
Ultrassom transvaginal comum Ver cisto de endometriose no ovário Insuficiente para doença profunda
Ultrassom com preparo intestinal Mapear doença profunda no reto, ligamentos, bexiga e ureter Depende muito do treino de quem faz
Ressonância magnética da pelve Mapear os compartimentos e planejar a cirurgia Não vê lesão superficial de forma confiável
Laparoscopia Tratar, e colher biópsia quando necessário Achado normal não exclui a doença
Exame de sangue ou de saliva Nenhum papel definido fora de pesquisa Vendido antes de estar validado

Duas leituras dessa tabela merecem atenção. O ultrassom com preparo, em mãos treinadas, chega perto da ressonância e a supera para o ureter: encontra a doença em cerca de 97 de cada 100 casos em que ela existe, contra cerca de 87 da ressonância. No espaço entre a vagina e o reto acontece o contrário, e a ressonância acerta bem mais. Os dois exames se somam, e nenhum substitui o outro em todos os lugares. A lacuna que sobra é a endometriose superficial, que a imagem ainda não avalia bem.

Como é o ultrassom com preparo intestinal

É um ultrassom transvaginal com dois acréscimos. O primeiro é o preparo do intestino, feito na véspera e na manhã do exame com laxante ou enema conforme a orientação do serviço, que esvazia o reto e permite ver a parede do intestino. O segundo é o tempo, que é maior, porque quem faz percorre lugar por lugar procurando nódulo, aderência e a mobilidade dos órgãos.

O exame é feito acordada, sem anestesia, e o desconforto é parecido com o de um ultrassom transvaginal comum.

O que determina o resultado é quem faz. Um ultrassom transvaginal comum, sem preparo e sem mapeamento dirigido, costuma sair normal em quem tem doença profunda. Isso explica boa parte dos anos perdidos entre o primeiro sintoma e o diagnóstico.

Esse exame tem recuperação?

Nenhum desses exames tem recuperação: você volta à rotina no mesmo dia. O ultrassom com preparo pede apenas o dia do preparo do intestino, que costuma atrapalhar a véspera, e a ressonância não exige nem isso na maioria dos serviços.

A recuperação entra na conversa se o resultado levar à cirurgia, e aí ela depende da extensão do que for feito: alta no mesmo dia na doença superficial, um a dois dias de internação na profunda sem intestino, e cerca de cinco dias quando o intestino é tratado.

Perguntas frequentes

Ainda é preciso operar para descobrir endometriose?

Não como regra. A laparoscopia deixou de ser o exame de referência, e o diagnóstico clínico com imagem permite iniciar o tratamento.

Ressonância normal exclui endometriose?

Não. Ela mapeia bem doença profunda e cisto do ovário, e não identifica lesão superficial de forma confiável. Exame normal com sintoma que persiste pede reavaliação, e não alta.

Para que serve o preparo do intestino no ultrassom?

Esvazia o reto e permite avaliar a parede do intestino, os ligamentos e a mobilidade dos órgãos. Sem ele, o exame costuma sair normal mesmo com doença profunda.

Qual exame vê a endometriose profunda?

O ultrassom com preparo feito por operador treinado e a ressonância da pelve. Eles se complementam: o ultrassom foi melhor para o ureter, e a ressonância para o espaço entre a vagina e o reto.

Existe exame de sangue para endometriose?

Nenhum marcador de sangue ou de saliva tem validação suficiente para diagnosticar a doença fora de pesquisa. Testes vendidos com essa promessa estão à frente da evidência.

Por que demorou tanto para descobrirem a minha?

Os tempos até o diagnóstico vão de alguns meses a doze anos, e o atraso é conduzido principalmente pelos profissionais de saúde. Cólica tratada como normal e ultrassom sem preparo respondem por boa parte desses anos.

Biópsia negativa quer dizer que não tenho a doença?

Não. Resultado negativo não exclui endometriose, e essa é uma das razões pelas quais a cirurgia deixou de ser o exame de referência.

A partir daqui, a versão completa

O mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes, para quem quer o detalhe. Cada seção tem link de volta para o resumo acima.

A resposta direta

Você não precisa operar para descobrir se tem endometriose. Essa frase teria sido errada alguns anos atrás, e hoje é o que dizem as três principais diretrizes do assunto.

A virada tem data e autoria. Em 2022, a ESHRE publicou sua diretriz de endometriose (Becker et al., Human Reproduction Open, 109 recomendações) e retirou a laparoscopia do papel de padrão-ouro diagnóstico, passando a recomendar que o diagnóstico se apoie em história clínica, exame físico e imagem, e que a ausência de achado na laparoscopia não exclua a doença. A NICE atualizou sua diretriz em 11 de novembro de 2024 na mesma direção, e o ACOG publicou em 2026 a Clinical Practice Guideline nº 11, dedicada à avaliação e ao diagnóstico da endometriose. No Brasil, o Protocolo FEBRASGO de Endometriose de 2025 acompanha essa leitura, e o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Endometriose do Ministério da Saúde, aprovado pela Portaria Conjunta nº 54, de 2 de junho de 2026, levou a mesma virada para o SUS: orienta considerar o diagnóstico pela história e pelo exame, admite começar tratamento sem confirmação cirúrgica, registra que exame de imagem normal não exclui a doença e diz que o uso do CA-125 deve ser abandonado.

Na prática: com sintoma compatível e imagem sugestiva, o tratamento pode começar. A cirurgia volta a ser o que sempre deveria ter sido, um tratamento, e não um exame.

Por que a evidência mudou

Três razões, e nenhuma delas é moda.

A primeira é o custo do diagnóstico cirúrgico. Exigir laparoscopia para confirmar a doença significava exigir anestesia geral e internação antes de qualquer tratamento, o que empurrava o começo do cuidado para frente. A revisão sistemática de De Corte e colaboradores, publicada no BJOG em 2025, reuniu 17 estudos observacionais e encontrou tempos até o diagnóstico entre 0,3 e 12 anos, conforme a definição usada e o país, e apontou que o atraso é conduzido principalmente pelos profissionais de saúde.

A segunda é a limitação do próprio exame cirúrgico. Lesão superficial pode não ser vista a olho nu, e biópsia negativa não exclui a doença. Um resultado normal na laparoscopia deixava a mulher com a dor e sem diagnóstico, o que é pior do que não ter operado.

A terceira é a melhora da imagem. O ultrassom transvaginal com preparo intestinal, feito por operador treinado, e a ressonância magnética passaram a identificar endometrioma e doença profunda com acurácia documentada, e o consenso da ESUR de 2025 (Thomassin-Naggara et al.) padronizou protocolo, léxico e laudo da ressonância, o que torna os relatórios comparáveis entre serviços.

Quando é indicado cada exame

Exame Para que serve O que a evidência mostra Limite
História clínica e exame físico Levantar a suspeita e guiar o resto Base do diagnóstico clínico nas diretrizes de 2022, 2024 e 2026 Não localiza a lesão
Ultrassom transvaginal comum Ver endometrioma de ovário Boa performance para cisto ovariano Insuficiente para doença profunda
Ultrassom transvaginal com preparo intestinal Mapear doença profunda em reto, ligamentos, bexiga e ureter Sensibilidade de 97% para ureter e 72% para bexiga, com especificidade de 99% e 100% (Tian et al., 2022) Depende muito do treino de quem faz
Ressonância magnética de pelve Mapear compartimentos e planejar cirurgia Sensibilidade de 87% para ureter e 68% para bexiga (Tian et al., 2022); 0,74 no septo retovaginal contra 0,51 do ultrassom (Lou et al., 2024) Não vê lesão superficial de forma confiável
Laparoscopia Tratar, e biopsiar quando necessário Deixou de ser padrão-ouro diagnóstico (ESHRE, 2022) Achado normal não exclui a doença
Marcadores no sangue ou na saliva Nenhum papel definido fora de pesquisa Sem validação suficiente para uso clínico Comercializados antes da validação

Duas leituras dessa tabela merecem atenção. Os números de Tian e colaboradores mostram que o ultrassom com preparo intestinal, em mãos treinadas, chega perto da ressonância e a supera para o ureter. Os números de Lou e colaboradores mostram o contrário no septo retovaginal, onde a ressonância teve sensibilidade de 0,74 contra 0,51 do ultrassom, com diferença estatisticamente significativa. Os dois exames se somam, e nenhum deles substitui o outro em todos os compartimentos. A revisão de Avery e colaboradores, de 2024, é explícita quanto à lacuna que sobra: a avaliação ecográfica da endometriose superficial ainda está em estágio inicial.

Como é feito o ultrassom com preparo intestinal

É um ultrassom transvaginal com dois acréscimos. O preparo intestinal, feito na véspera e na manhã do exame com laxante ou enema conforme a orientação do serviço, esvazia o reto e permite ver a parede intestinal. E o tempo de exame, que é maior, porque o operador percorre compartimento por compartimento procurando nódulo, aderência e a mobilidade dos órgãos. O exame é feito acordada, sem anestesia, e o desconforto é semelhante ao de um ultrassom transvaginal comum.

O que determina o resultado é quem faz. Um ultrassom transvaginal comum, sem preparo e sem mapeamento dirigido, costuma sair normal em quem tem doença profunda. Isso explica boa parte dos anos perdidos entre o primeiro sintoma e o diagnóstico.

Recuperação

Nenhum desses exames tem recuperação: você volta à rotina no mesmo dia. A recuperação entra na conversa se o resultado levar à cirurgia, e está detalhada em quanto tempo dura a recuperação da cirurgia de endometriose.

Os prazos de afastamento por procedimento estão reunidos em Quantos dias de atestado depois de uma cirurgia ginecológica.

Cobertura pelo plano

Ultrassom transvaginal, ultrassom com preparo intestinal e ressonância magnética de pelve constam no rol de procedimentos da ANS e, havendo indicação médica, costumam ter cobertura pelos planos de saúde. A autorização depende de cada contrato. O pedido precisa descrever a suspeita de endometriose profunda, porque é isso que justifica o protocolo específico em vez do exame comum.

Em quais hospitais operamos

Samaritano Paulista, Samaritano Higienópolis, Blanc, Leforte Liberdade, São Luiz Alphaville, São Luiz Morumbi e Alvorada Moema. Quando o diagnóstico leva à cirurgia, o hospital é escolhido pela complexidade prevista e pela rede do seu contrato.

Quem faz

A suspeita e a condução clínica são do ginecologista. O mapeamento por imagem depende de radiologista ou ultrassonografista com treino específico em endometriose, e é isso que pedimos no encaminhamento, com o protocolo nomeado. Cada caso é discutido entre os médicos da equipe antes de qualquer indicação cirúrgica.

O que levar na primeira consulta

  • Todos os ultrassons e ressonâncias que já fez, com as imagens, não apenas os laudos
  • Anotação de três ciclos: quando dói, quanto dói, o que a dor impede
  • Se há dor na relação, dor para evacuar ou para urinar, e se piora na menstruação
  • Hormônios e analgésicos já usados, com dose e tempo
  • Histórico de endometriose na família
  • Plano de gravidez, e em qual prazo

A lista completa, que vale para qualquer consulta cirúrgica, está em O que levar na primeira consulta.

Os exames pedidos antes de uma cirurgia ginecológica, e por que cada um é pedido, estão em Exames antes de uma cirurgia ginecológica.

Perguntas que você deveria fazer ao seu cirurgião

  • Meu ultrassom foi feito com preparo intestinal e mapeamento dirigido?
  • Quem fez o exame tem treino específico em endometriose?
  • Meu quadro clínico já permite começar tratamento sem cirurgia?
  • Se a imagem está normal e eu continuo com dor, qual é o próximo passo?
  • Preciso de ressonância além do ultrassom, e por quê?
  • Em que situação a cirurgia entraria no meu caso?

O que perguntar sobre formação, registro e volume de quem vai operar está em Como escolher o cirurgião.

Perguntas frequentes

Ainda é preciso operar para descobrir endometriose?

Não como regra. A ESHRE retirou a laparoscopia do papel de padrão-ouro diagnóstico em 2022, a NICE seguiu na atualização de novembro de 2024 e o ACOG publicou diretriz própria de diagnóstico em 2026. O diagnóstico clínico com imagem permite iniciar o tratamento.

Ressonância normal exclui endometriose?

Não. A ressonância mapeia bem doença profunda e endometrioma, e não identifica lesão superficial de forma confiável. Exame normal com sintoma persistente pede reavaliação, não alta.

Para que serve o preparo intestinal no ultrassom?

Esvazia o reto e permite avaliar a parede intestinal, os ligamentos e a mobilidade dos órgãos. Sem ele, o exame costuma sair normal mesmo na presença de doença profunda.

Qual exame vê a endometriose profunda?

Ultrassom transvaginal com preparo intestinal por operador treinado e ressonância magnética de pelve. Eles se complementam: o ultrassom foi superior para ureter na meta-análise de Tian e colaboradores, e a ressonância foi superior no septo retovaginal na de Lou e colaboradores.

Existe exame de sangue para endometriose?

Nenhum marcador de sangue ou de saliva tem validação suficiente para diagnosticar a doença fora de pesquisa. Testes comercializados nessa promessa estão à frente da evidência.

Por que demorou tanto para descobrirem a minha?

A revisão de De Corte e colaboradores, de 2025, encontrou tempos até o diagnóstico entre 0,3 e 12 anos e apontou que o atraso é conduzido principalmente pelos profissionais de saúde. Cólica tratada como normal e ultrassom sem preparo respondem por boa parte desses anos.

Biópsia negativa quer dizer que não tenho a doença?

Não. Histologia negativa não exclui endometriose, e essa é uma das razões pelas quais a laparoscopia deixou de ocupar o lugar de padrão-ouro.

Próximo passo

Agende uma avaliação com nossa equipe de cirurgia ginecológica. A consulta define se o seu quadro já permite iniciar tratamento, qual exame de imagem falta e com qual protocolo pedir. Se a imagem já mostrou doença e a dúvida é sobre operar, leia endometriose precisa operar?.

Referências

  1. Becker CM, Bokor A, Heikinheimo O, et al. ESHRE guideline: endometriosis. Hum Reprod Open. 2022;2022(2):hoac009. DOI 10.1093/hropen/hoac009
  2. American College of Obstetricians and Gynecologists. ACOG Clinical Practice Guideline No. 11: Evaluation and Diagnosis of Endometriosis. Obstet Gynecol. 2026;147(3):432-448. DOI 10.1097/AOG.0000000000006181
  3. National Institute for Health and Care Excellence. Endometriosis: diagnosis and management. London: NICE; 11 nov 2024. PMID 38815122
  4. Tian Z, Zhang YC, Sun XH, Wang Y, Zhao Y, Chang XH, Zhu HL. Accuracy of transvaginal ultrasound and magnetic resonance imaging for diagnosis of deep endometriosis in bladder and ureter: a meta-analysis. J Obstet Gynaecol. 2022;42(6):2272-2281. PMID 35421318
  5. Lou Y, Li D, Yu J, Chen J, Jin X. Diagnostic performance of transvaginal sonography vs. magnetic resonance imaging for rectovaginal septum deep infiltrating endometriosis: a head-to-head comparative meta-analysis. Clin Radiol. 2024;79(8):618-627. PMID 38797608
  6. Avery JC, et al. Noninvasive diagnostic imaging for endometriosis part 1: a systematic review of recent developments in ultrasound, combination imaging, and artificial intelligence. Fertil Steril. 2024;121(2):164-188. PMID 38101562
  7. Thomassin-Naggara I, et al. ESUR consensus MRI for endometriosis: protocol, lexicon, and compartment-based analysis. Eur Radiol. 2025;35(11):7272-7286. PMID 40425755
  8. De Corte P, Klinghardt M, von Stockum S, Heinemann K. Time to Diagnose Endometriosis: Current Status, Challenges and Regional Characteristics, A Systematic Literature Review. BJOG. 2025;132(2):118-130. PMID 39373298
  9. Protocolo FEBRASGO de Endometriose. Femina. 2025;53(6):853-858. DOI 10.61622/0100-7254536202511
  10. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Endometriose. Portaria Conjunta SAES/SAPS/SCTIE nº 54, de 2 de junho de 2026. Brasília: Ministério da Saúde; 2026. gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/e/endometriose

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