A resposta
Endometriose nem sempre precisa operar. Não existe indicação cirúrgica automática: boa parte das mulheres começa e segue com tratamento clínico, hormonal ou para a dor, e nunca chega à sala de cirurgia.
Essa pergunta chega junto do medo de uma cirurgia grande e do cansaço de anos de cólica tratada como normal. As duas coisas são legítimas.
A cirurgia entra quando a dor persiste apesar de tratamento clínico bem conduzido, quando a doença compromete intestino, bexiga ou ureter, quando existe um cisto no ovário com indicação própria, ou quando a dificuldade para engravidar muda o plano. As principais diretrizes do assunto colocam o tratamento clínico como primeira linha para a dor.
Por que a endometriose dói
Endometriose é a presença de tecido parecido com o que reveste o útero por dentro, só que fora da cavidade do útero. Esse tecido responde ao ciclo hormonal, sangra, inflama e cicatriza mês após mês. A inflamação repetida gera aderência, a colagem de órgãos que deveriam deslizar, e fibrose, a cicatriz endurecida. Daí vêm a cólica que aumenta com os anos, a dor na relação, a dor para evacuar na menstruação e a dificuldade para engravidar.
A doença aparece em três formas, e a diferença entre elas governa a decisão. A superficial fica na membrana que reveste a pelve. O endometrioma é o cisto de conteúdo escuro dentro do ovário. A profunda infiltra fundo e alcança ligamentos, o espaço entre a vagina e o reto, o intestino, a bexiga ou o ureter.
Quando a cirurgia entra
O remédio e a cirurgia não disputam o mesmo lugar. O tratamento hormonal controla o estímulo que alimenta a lesão e trata a dor com bom resultado: nos estudos que testaram os medicamentos mais recentes, cerca de 3 em cada 4 mulheres tiveram resposta na cólica menstrual, contra menos de 1 em cada 3 entre as que receberam comprimido sem medicamento. O que o remédio não faz é dissolver nódulo profundo, desfazer aderência ou corrigir obstrução do ureter.
| Situação | O que costuma vir primeiro | Quando a cirurgia entra |
|---|---|---|
| Cólica intensa, sem nódulo profundo | Hormonal contínuo e tratamento da dor | Se a dor persiste apesar do tratamento |
| Cisto pequeno no ovário, sem sintoma | Acompanhamento por imagem e hormonal | Crescimento, dor, dúvida sobre o cisto |
| Nódulo profundo no intestino, com sintoma | Discussão individual desde o início | Dor que não cede, sangramento ao evacuar |
| Ureter comprimido, com rim dilatado | Avaliação urológica imediata | Indicação por si, para preservar o rim |
| Dificuldade para engravidar | Avaliação junto com reprodução humana | Quando a cirurgia muda a chance de gravidez |
Duas observações honestas. A cirurgia aumentou a chance de gravidez em comparação com a laparoscopia feita só para olhar, e o tamanho do alívio da dor ainda não está bem medido. E no ovário, o reflexo de retirar todo cisto tem custo: o exame que mede a reserva do ovário caiu entre um terço e pouco mais da metade, conforme o momento em que foi medido, o que não significa perda da fertilidade, principalmente diante dos efeitos negativos do endometrioma sobre a gestação espontânea. Por isso essa decisão é tomada com o seu projeto de gravidez na mesa.
Como é a cirurgia
A via é a videolaparoscopia, com pequenos cortes na barriga e uma câmera, ou a robótica, que é uma laparoscopia feita com braços mecânicos. O princípio é remover a doença visível e devolver a anatomia ao lugar, preservando útero e ovários sempre que possível.
O que muda é a extensão. Na doença superficial, retiram-se os focos e liberam-se as aderências. No cisto do ovário, retira-se a cápsula ou se drena e trata a parede. Na profunda, o trabalho é de dissecção: liberar o ureter, retirar o nódulo entre a vagina e o reto e tratar a parede do intestino por raspagem, por retirada de um disco ou, às vezes, de um segmento.
Depois da cirurgia, quem não está tentando engravidar costuma retomar o hormônio, o que reduziu a volta da doença a menos da metade.
Quanto tempo até voltar ao normal
O tempo de volta à rotina depende da extensão do que foi feito, e não do nome da doença. Retirar focos superficiais e retirar um segmento de intestino são operações com prazos distintos, e tratar as duas como uma coisa só é o erro mais comum dos textos disponíveis.
De modo geral: na doença superficial, alta no mesmo dia ou em 24 horas, com retomada progressiva de esforço a partir de duas semanas. Na profunda sem intestino, um a dois dias de internação e retomada a partir de três a quatro semanas. Quando o intestino é tratado, a internação é mais longa e a volta mais lenta.
A dor dos cortes costuma ceder em poucos dias, e a dor no ombro, causada pelo gás usado para inflar a barriga, aparece nas primeiras 48 horas e passa. Procure a equipe diante de febre, dor que aumenta, dificuldade para urinar ou barriga distendida com parada de gases.
Perguntas frequentes
Tomar remédio resolve ou tenho que operar?
Para a dor, o hormonal é a primeira linha e resolve para boa parte das mulheres. Ele não trata obstrução de ureter, nódulo que sangra no intestino nem aderência instalada.
Anticoncepcional contínuo trata ou só esconde?
Trata o estímulo que alimenta a lesão e controla a dor, e não remove o que já está infiltrado. Suspender costuma trazer o sintoma de volta, o que mostra o efeito e o limite dele.
Endometriose tem que tirar o útero?
Não como regra. Retirar o útero não trata os focos que estão fora dele, e essa decisão é discutida separadamente.
A cirurgia melhora a cólica mesmo?
Melhora na prática e nas séries cirúrgicas, e as diretrizes indicam a cirurgia quando a dor não cede com remédio. Quanto de alívio esperar no seu caso é conversado na consulta antes de operar.
É melhor operar antes ou depois de tentar engravidar?
Depende do tipo de lesão, da idade, da reserva do ovário e de quanto tempo você já tenta, e é decidido junto com a reprodução humana.
Quantas vezes dá para operar?
Não há número fixo. Cada nova cirurgia em pelve já operada é mais difícil, e é por isso que a primeira, feita completa e por equipe habituada, pesa tanto.
O mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes, para quem quer o detalhe. Cada seção tem link de volta para o resumo acima.
A resposta direta
Sabemos que essa pergunta chega junto de duas coisas ao mesmo tempo: o medo de uma cirurgia grande e o cansaço de anos de cólica tratada como normal. A resposta honesta tem duas partes. Endometriose não tem indicação cirúrgica automática. Boa parte das mulheres começa e segue com tratamento clínico, hormonal ou analgésico, e nunca chega à sala de cirurgia. A operação entra quando a dor persiste apesar de tratamento clínico bem conduzido, quando a doença compromete intestino, bexiga ou ureter, quando existe um endometrioma com indicação própria, ou quando a dificuldade para engravidar e a doença se cruzam de um jeito que muda o plano.
A diretriz da ESHRE de 2022 (Becker et al., 109 recomendações) e a atualização da NICE de 11 de novembro de 2024 colocam o tratamento clínico como primeira linha para a dor, e reservam a cirurgia para situações definidas. No Brasil, o Protocolo FEBRASGO de Endometriose de 2025 e o Posicionamento FEBRASGO nº 6/2026, sobre manejo cirúrgico, seguem a mesma lógica. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde, atualizado em junho de 2026, acompanha.
Por que acontece
Endometriose é a presença de tecido semelhante ao endométrio, o revestimento interno do útero, fora da cavidade uterina. Esse tecido responde ao ciclo hormonal, sangra, inflama e cicatriza mês após mês. A inflamação repetida gera aderência, a colagem de órgãos que deveriam deslizar, e fibrose, a cicatriz endurecida. Daí vêm a cólica que aumenta com os anos, a dor na relação, a dor para evacuar durante a menstruação e a dificuldade para engravidar.
A doença aparece em três formas, e a diferença entre elas governa a decisão de tratamento. A superficial fica na membrana que reveste a pelve. O endometrioma é o cisto de conteúdo achocolatado dentro do ovário. A profunda infiltra mais de cinco milímetros abaixo da superfície e alcança ligamentos, septo retovaginal, intestino, bexiga ou ureter. Um mesmo corpo pode ter as três.
Quando é indicado operar
O remédio e a cirurgia não disputam o mesmo lugar. O tratamento hormonal controla o estímulo que alimenta a lesão e trata a dor com bom resultado documentado: nos estudos SPIRIT 1 e 2, publicados na Lancet em 2022, 75% das pacientes em terapia combinada com relugolix atingiram o critério de resposta para cólica menstrual, contra 27% e 30% no placebo. O estudo EDELWEISS 3, de 2024, mostrou 72,9% de resposta com linzagolix e terapia de reposição associada, contra 23,5% no placebo. O remédio não dissolve nódulo profundo, não desfaz aderência e não corrige obstrução de ureter. É aí que a cirurgia tem indicação.
| Situação | Conduta que costuma vir primeiro | Quando a cirurgia entra |
|---|---|---|
| Cólica intensa, sem nódulo profundo à imagem | Hormonal contínuo e analgesia | Se a dor persiste após tratamento clínico adequado |
| Endometrioma pequeno, assintomático, sem plano de gravidez | Acompanhamento por imagem e hormonal | Crescimento, dor, dúvida sobre a natureza do cisto |
| Nódulo profundo em intestino ou septo retovaginal, com sintoma | Discussão individual desde o início | Dor refratária, sangramento ao evacuar, suboclusão |
| Endometriose de ureter com dilatação do rim | Avaliação urológica imediata | Indicação cirúrgica, para preservar a função renal |
| Infertilidade com endometriose | Avaliação conjunta com reprodução humana | Quando a cirurgia muda a chance de engravidar |
| Suspeita de câncer em massa anexial | Investigação oncológica | Conforme o resultado da investigação |
Duas observações que a literatura obriga a fazer. A revisão Cochrane de 2020 (Bafort et al., 14 ensaios, 1.563 mulheres) encontrou evidência de qualidade moderada de aumento de gravidez intrauterina viável depois da laparoscopia, com razão de chances de 1,89 (intervalo de confiança de 95%: 1,25 a 2,86). Para a gravidez, o benefício está medido. Na dor, a ESHRE 2022 e o Posicionamento FEBRASGO nº 6/2026 indicam a cirurgia na dor refratária, e quanto de alívio esperar no seu caso é conversado na consulta. E na endometriose do ovário, o Posicionamento FEBRASGO nº 1/2026 lembra que o reflexo de retirar todo cisto tem custo: a meta-análise de Younis e colaboradores, publicada no AJOG em 2022, encontrou queda do hormônio antimülleriano de 44,4%, 35,1% e 54,2% em três momentos do pós-operatório, sem mudança significativa na contagem de folículos antrais.
O resultado esperado depende do tipo de doença, da extensão e do objetivo de cada mulher. Os números abaixo são os que os estudos mediram, com autor e ano.
Como é feita a cirurgia
A via é a laparoscopia, com pequenas incisões no abdome e uma câmera, ou a robótica, que é uma laparoscopia assistida por braços mecânicos. O princípio é remover a doença visível e devolver a anatomia ao lugar, preservando útero e ovários sempre que possível.
O que muda é a extensão. Na doença superficial, o cirurgião ressecca ou coagula os focos e libera aderências. No endometrioma, retira-se a cápsula do cisto ou se drena e trata a parede, escolha que pesa a reserva ovariana. Na profunda, o trabalho é de dissecção: liberar o ureter, retirar nódulo do septo retovaginal, tratar a parede do intestino por raspagem, ressecção em disco ou, em parte dos casos, ressecção de um segmento intestinal. Essa parte está detalhada em endometriose profunda: cirurgia de alta complexidade.
Depois da cirurgia, quem não está tentando engravidar costuma retomar supressão hormonal. A meta-análise de Zakhari e colaboradores, na Human Reproduction Update de 2021, reuniu 14 estudos e 1.766 pacientes e encontrou risco relativo de recidiva de 0,41 com supressão hormonal pós-operatória (intervalo de confiança de 95%: 0,26 a 0,65). O assunto está em endometriose volta depois da cirurgia?.
Recuperação
O tempo de volta à rotina depende da extensão, e não do nome da doença. Endometriose superficial e ressecção de intestino têm recuperações diferentes, e tratar as duas como uma coisa só é o erro mais comum dos textos disponíveis. A tabela separada por tipo de cirurgia está em quanto tempo dura a recuperação da cirurgia de endometriose.
Os prazos de afastamento por procedimento estão reunidos em Quantos dias de atestado depois de uma cirurgia ginecológica.
Cobertura pelo plano
A cirurgia de endometriose por videolaparoscopia consta no rol de procedimentos da ANS e, havendo indicação médica, costuma ter cobertura pelos planos de saúde. A autorização depende de cada contrato. O pedido ganha força com relatório médico descrevendo os sintomas, o tratamento clínico já tentado e o laudo de imagem que mostra a doença. Nossa equipe monta essa documentação com você.
Em quais hospitais operamos
Samaritano Paulista, Samaritano Higienópolis, Blanc, Leforte Liberdade, São Luiz Alphaville, São Luiz Morumbi e Alvorada Moema. A escolha considera a complexidade prevista, a equipe multidisciplinar necessária e a rede do seu contrato.
Quem faz
A cirurgia é feita por ginecologista com formação em cirurgia minimamente invasiva, e cada caso é discutido entre os médicos da equipe antes de virar indicação. Com acometimento de intestino, ureter ou bexiga, o time se amplia com coloproctologia e urologia na mesma sala.
O que levar na primeira consulta
- Laudos de ultrassom transvaginal com preparo intestinal e de ressonância
- As imagens em si, em CD ou link, não apenas o texto do laudo
- Lista dos hormônios e analgésicos já usados, com dose e tempo de uso
- Descrições cirúrgicas de operações anteriores, se houver
- Anotação de três ciclos: quando dói, quanto dói, o que a dor impede
- Plano de gravidez, e em qual prazo
A lista completa, que vale para qualquer consulta cirúrgica, está em O que levar na primeira consulta.
Os exames pedidos antes de uma cirurgia ginecológica, e por que cada um é pedido, estão em Exames antes de uma cirurgia ginecológica.
Perguntas que você deveria fazer ao seu cirurgião
- Minha endometriose é superficial, ovariana, profunda, ou mais de uma dessas?
- Já fiz tratamento clínico suficiente, ou ainda cabe ajustar o remédio?
- O que exatamente você pretende retirar, e o que pretende preservar?
- Existe chance de precisar mexer no intestino ou no ureter? Quem entra na sala?
- Como fica minha reserva ovariana depois dessa cirurgia?
- Qual é o plano de tratamento hormonal depois da operação?
O que perguntar sobre formação, registro e volume de quem vai operar está em Como escolher o cirurgião.
Perguntas frequentes
Tomar remédio resolve ou tenho que operar?
Para a dor, o tratamento hormonal é a primeira linha na ESHRE de 2022 e na NICE de 2024, e resolve para boa parte das mulheres. Ele não trata obstrução de ureter, nódulo que sangra no intestino e aderência instalada.
Anticoncepcional contínuo trata a endometriose ou só esconde?
Trata o estímulo que alimenta a lesão e controla a dor, e não remove o que já está infiltrado e fibrosado. Suspender o hormônio costuma trazer o sintoma de volta, o que mostra o efeito e também o limite dele.
Endometriose tem que tirar o útero?
Não como regra. A histerectomia entra em casos selecionados, em geral com adenomiose associada, sangramento intenso e prole definida. Retirar o útero não trata os focos fora dele, e é por isso que a decisão é discutida separadamente.
A cirurgia melhora a cólica mesmo?
Melhora na experiência clínica e nas séries cirúrgicas, e a ESHRE 2022 e o Posicionamento FEBRASGO nº 6/2026 indicam a cirurgia quando a dor não cede com tratamento clínico. Quanto de alívio esperar no seu caso é conversado na consulta antes de operar.
É melhor operar antes ou depois de tentar engravidar?
Depende do tipo de lesão, da idade, da reserva ovariana e de quanto tempo você já tenta. Essa decisão é tomada junto com a reprodução humana, e o Posicionamento FEBRASGO nº 4/2026 trata exatamente desse cruzamento.
Quantas vezes dá para operar endometriose?
Não há número fixo. Cada reoperação em pelve já operada é tecnicamente mais difícil, e por isso a primeira cirurgia, feita completa e por equipe habituada, pesa tanto.
Endometriose piora com a idade?
A doença depende de hormônio e tende a perder atividade na menopausa. Dor por aderência e fibrose já instaladas pode persistir mesmo com a doença menos ativa.
Próximo passo
Agende uma avaliação com nossa equipe de cirurgia ginecológica. A consulta define o seu tipo de endometriose, o que ainda cabe tentar sem cirurgia e, se a cirurgia for o caminho, qual extensão ela teria. Sem diagnóstico fechado ainda, comece por não precisa operar para descobrir endometriose.
Referências
- Becker CM, Bokor A, Heikinheimo O, et al. ESHRE guideline: endometriosis. Hum Reprod Open. 2022;2022(2):hoac009. DOI 10.1093/hropen/hoac009
- National Institute for Health and Care Excellence. Endometriosis: diagnosis and management. London: NICE; 11 nov 2024. PMID 38815122
- Protocolo FEBRASGO de Endometriose. Femina. 2025;53(6):853-858. DOI 10.61622/0100-7254536202511
- Silva ALd, et al. Manejo cirúrgico da endometriose: indicações, preparo da paciente e planejamento perioperatório. Posicionamento FEBRASGO nº 6/2026. Femina. 2026;54(4):306-318. DOI 10.61622/0100-7254544202606
- Silva ALd, et al. Tratamento cirúrgico da endometriose: técnicas cirúrgicas, terapia adjuvante e manejo em longo prazo. Posicionamento FEBRASGO nº 10/2026. Femina. 2026;54(6):1-14. DOI 10.61622/0100-7254546202603
- Tcherniakovsky M, et al. Tratamento da endometriose ovariana. Posicionamento FEBRASGO nº 1/2026. Femina. 2026;54(1):25-30. DOI 10.61622/0100-7254531202604
- Bafort C, Beebeejaun Y, Tomassetti C, Bosteels J, Duffy JM. Laparoscopic surgery for endometriosis. Cochrane Database Syst Rev. 2020;10(10):CD011031. DOI 10.1002/14651858.CD011031.pub3
- Giudice LC, et al. Once daily oral relugolix combination therapy versus placebo in patients with endometriosis-associated pain: two replicate phase 3, randomised, double-blind studies (SPIRIT 1 and 2). Lancet. 2022;399(10343):2267-2279. DOI 10.1016/S0140-6736(22)00622-5
- Donnez J, et al. Linzagolix therapy versus a placebo in patients with endometriosis-associated pain: a prospective, randomized, double-blind, Phase 3 study (EDELWEISS 3). Hum Reprod. 2024;39(6):1208-1221. DOI 10.1093/humrep/deae076
- Younis JS, Shapso N, Ben-Sira Y, Nelson SM, Izhaki I. Endometrioma surgery: a systematic review and meta-analysis of the effect on antral follicle count and anti-Müllerian hormone. Am J Obstet Gynecol. 2022;226(1):33-51.e7. PMID 34265271
- Zakhari A, Delpero E, McKeown S, Tomlinson G, Bougie O, Murji A. Endometriosis recurrence following post-operative hormonal suppression: a systematic review and meta-analysis. Hum Reprod Update. 2021;27(1):96-107. PMID 33020832
- Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Endometriose. Portaria Conjunta SAES/SAPS/SCTIE nº 54, de 2 de junho de 2026. Brasília: Ministério da Saúde; 2026. gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/e/endometriose
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Ficou com dúvida sobre o seu caso?
Agende uma avaliaçãoAssinado por Dra. Lorena Cerutti, MÉDICA: CRM-SP 219.409 · Ginecologista: RQE 124.944, e revisado em 18/09/2026. Conteúdo informativo, que não substitui a consulta médica.
