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Mioma

Mioma precisa operar? O que define a indicação de cirurgia

Na maior parte das vezes, mioma não precisa operar. O que decide não é o tamanho: é onde ele está, o que provoca e se você quer engravidar. Veja o seu caso.

Retrato do Dr. José Ricardo W. Ristow, médico ginecologista do Instituto de Ginecologia Avançada Dr. José Ricardo W. Ristow MÉDICO: CRM-SP 206.100 · Ginecologista: RQE 114.593 Publicado em 5 de janeiro de 2026
Revisado em 18 de setembro de 2026 · 12 min de leitura

A resposta

Na maior parte das vezes, mioma não precisa operar. A maioria das mulheres que tem mioma não sente nada, e nódulo que não causa sintoma é acompanhado com exame, não retirado.

Ler essa palavra no laudo assusta, e o pensamento que vem logo atrás quase nunca é sobre o nódulo: é sobre o útero. Esse receio é legítimo e tem resposta. A cirurgia entra por causa do que o mioma faz com a sua vida, não pelo fato de ele existir.

Três coisas decidem: onde ele está, o que ele provoca e se você quer engravidar. Um nódulo de 2 cm crescido para dentro do útero, que sangra e deixa você anêmica, tem indicação mais clara do que um de 7 cm encostado na parede de fora, que não incomoda. Parece invertido, e é mesmo.

Detalhes técnicos para profissionais da saúdeO mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes

Por que o mioma aparece

O mioma é um nódulo de músculo que nasce da parede do próprio útero e cresce sob o estímulo dos hormônios do ciclo. Por isso ele surge na fase da vida em que você menstrua, avança devagar e tende a parar depois da menopausa, quando esses hormônios caem.

Ter mioma é comum, e não é doença por si. Ele vira problema quando faz saliência dentro da cavidade do útero, que é o espaço oco onde a menstruação se forma, porque aumenta a superfície que sangra; quando cresce para fora e empurra bexiga e intestino; e quando sangra o bastante para consumir o ferro do corpo. A anemia é o estrago mais silencioso, porque o cansaço vai sendo creditado à rotina.

Preciso operar?

A cirurgia é indicada em uma destas situações: sangramento forte que causa anemia ou atrapalha a sua rotina; barriga que aumentou, vontade de urinar a toda hora ou desconforto para evacuar; dor na pelve atribuída ao mioma depois de afastadas outras causas; nódulo que deforma a cavidade em quem tenta engravidar ou já teve perdas; e nódulo que cresce depois da menopausa.

Há uma situação que indica cirurgia mesmo sem sangramento nenhum: o mioma que aperta o ureter. O ureter é o canal fino que leva a urina do rim até a bexiga, e ele passa bem ao lado do útero. Quando o nódulo o comprime, a urina represa e o rim incha. Rim inchado por muito tempo perde função de forma silenciosa, sem dor que avise, e por isso esse achado no exame de imagem muda a conduta sozinho.

Onde o mioma está O que costuma causar Conduta habitual
Dentro da cavidade do útero Sangramento intenso, anemia, dificuldade para engravidar Retirada por dentro, pelo canal do colo, sem corte na barriga
Na parede, encostando na cavidade Sangramento e cólica Remédio primeiro, cirurgia se o sintoma persistir
Todo dentro da parede Peso, cólica, aumento do volume da barriga Conforme o sintoma e o seu plano de ter filhos
Crescido para fora do útero Aperto na bexiga, no intestino ou no canal da urina Cirurgia por vídeo quando incomoda ou quando o rim está sofrendo
Qualquer posição, crescendo depois da menopausa Comportamento fora do esperado Investigação antes de decidir

Mioma que não dá sintoma é acompanhado, inclusive quando é grande.

Como o tratamento é feito

Os remédios reduzem o sangramento enquanto você os usa: pílula combinada, medicação com progesterona e DIU hormonal. Nenhum deles faz o nódulo desaparecer, e o sintoma tende a voltar quando o tratamento para.

Na cirurgia, o caminho segue a posição do nódulo. Os que crescem para dentro do útero saem por histeroscopia: uma ótica fina entra pelo canal do colo e retira o nódulo por dentro, sem nenhum corte na barriga. Os que estão na parede ou para fora saem por vídeo, com furos de poucos milímetros. A cirurgia com corte maior fica reservada a úteros muito volumosos. Retirar o útero é uma das opções na mesa, nunca o destino obrigatório de quem tem mioma.

Precisar retirar o útero durante a cirurgia é um risco que existe, e ele é explicado antes. Nas 134 cirurgias de mioma que fizemos desde 2024 não foi necessário chegar a isso, o que descreve a nossa série e não afasta o risco em uma cirurgia nova.

Quanto tempo até você voltar ao normal

A recuperação depende do caminho usado, mais do que do tamanho do nódulo. Depois da retirada por dentro do útero, sem corte, a volta à rotina é rápida. Depois da cirurgia por vídeo, você fica algumas semanas sem esforço físico. Com corte maior, o prazo é mais longo. Em quem faz o tratamento que destrói o nódulo por calor, a maioria volta ao trabalho em cerca de duas semanas.

Os riscos que precisam ser ditos antes, e não depois: sangramento que pode exigir transfusão, infecção, lesão de órgão vizinho, aderências e o surgimento de novos nódulos. Todos entram na conversa antes da decisão.

Perguntas frequentes

Mioma precisa operar mesmo sem sintoma?

Em geral, não. As exceções são crescimento depois da menopausa e deformidade da cavidade em quem investiga dificuldade para engravidar.

Mioma causa anemia?

Pode. O sangramento consome ferro devagar, e a queda é lenta o bastante para você achar que é só cansaço. Por isso pedimos exame de sangue, e não só o ultrassom.

Tenho vários miomas, tira todos de uma vez?

Nem sempre. Retiramos os que explicam o sintoma e os que comprometem a cavidade. Nódulos pequenos e mudos costumam ficar, para poupar a parede do útero.

Mioma tem tratamento sem corte?

Tem, quando ele cresce para dentro do útero: sai pelo canal do colo, por uma ótica fina. Nas outras posições, o caminho usa furos de poucos milímetros.

Mioma na menopausa diminui sozinho?

Costuma estabilizar ou encolher, porque o estímulo hormonal caiu. Mioma que cresce depois da menopausa é justamente a situação que investigamos com atenção.

Mioma volta depois da cirurgia?

A cirurgia retira os nódulos que existem hoje e não impede que outros apareçam.

O mioma pode fazer o rim inchar?

Pode, quando aperta o canal que leva a urina do rim para a bexiga. Não dói, aparece no exame de imagem e indica cirurgia mesmo sem sangramento.

A partir daqui, a versão completa

O mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes, para quem quer o detalhe. Cada seção tem link de volta para o resumo acima.

A resposta direta

Sabemos que a palavra "mioma" no laudo do ultrassom assusta, e que a pergunta seguinte quase nunca é sobre o mioma: é sobre o útero. A resposta curta é que a maioria dos miomas não precisa de cirurgia. A diretriz nº 461 da Society of Obstetricians and Gynaecologists of Canada, de 2025 (Chen et al.), abre exatamente por aí: a maior parte das pacientes com mioma não tem sintoma e não requer nenhuma intervenção.

O que indica cirurgia não é a existência do mioma, nem quantos aparecem no laudo. É a combinação de três coisas: onde ele está, o que ele provoca e o que você espera da sua vida reprodutiva. Um mioma de 2 cm dentro da cavidade uterina, causando sangramento e anemia, tem indicação mais clara do que um de 7 cm encostado na parede externa do útero, que não incomoda. Essa inversão é o assunto do artigo sobre o tamanho do mioma.

A FEBRASGO não tem protocolo dedicado a mioma: a referência brasileira mais próxima é o Protocolo de Sangramento Uterino Anormal (Femina, 2026). O Ministério da Saúde, esse sim, mantém o PCDT de Leiomioma de Útero, de 2017, hoje em atualização. As condutas daqui seguem a orientação FIGO de 2025, na SOGC 461 de 2025, no boletim ACOG 228, de 2021 e ainda vigente, e nos documentos da AAGL.

Por que o mioma acontece

O mioma é um nódulo de músculo liso que nasce de uma única célula da parede do útero e cresce sob o estímulo do estrogênio e da progesterona. Por isso surge na fase reprodutiva, avança devagar e tende a parar depois da menopausa, quando esses hormônios caem. Mioma que cresce depois da menopausa muda a conversa, e explicamos por quê em mioma pode virar câncer.

Ter mioma é comum e não é doença por si. Ele vira problema quando distorce a cavidade onde a menstruação se forma, quando empurra bexiga ou intestino, ou quando sangra o suficiente para consumir o ferro do corpo. A anemia é o dano silencioso mais frequente: o cansaço vai sendo atribuído à rotina.

Quando a cirurgia é indicada

A indicação nasce de uma destas situações: sangramento intenso com anemia ou com prejuízo à rotina; sintoma de compressão, como aumento do volume abdominal, urinar muitas vezes ou desconforto para evacuar; dor pélvica atribuída ao mioma depois de afastadas outras causas; mioma que distorce a cavidade uterina em quem tenta engravidar ou teve perdas gestacionais; e crescimento em pós-menopausa, que pede investigação antes de qualquer decisão.

A classificação FIGO de leiomiomas, revisada por Munro, Critchley e Fraser em 2018, numera o mioma de 0 a 8 conforme a relação dele com a cavidade e com a superfície externa do útero. É o que decide a via de acesso e, muitas vezes, se existe indicação. Peça esse número ao seu médico.

Tipo FIGO Onde fica Sintoma típico Conduta habitual
0 Inteiramente dentro da cavidade, preso por um pedículo Sangramento intenso, anemia Ressecção por histeroscopia
1 Submucoso, menos da metade dentro da parede Sangramento intenso, falha de implantação Ressecção por histeroscopia
2 Submucoso, metade ou mais dentro da parede Sangramento, distorção da cavidade Histeroscopia, às vezes em dois tempos, conforme profundidade e tamanho
3 Todo na parede, encostando no endométrio Sangramento, cólica Tratamento clínico primeiro; miomectomia se persistir
4 Todo dentro da parede, sem tocar a cavidade Peso, cólica, aumento do volume Clínico, miomectomia, embolização ou radiofrequência, conforme o objetivo
5 e 6 Subseroso, projetado para fora do útero Compressão de bexiga ou intestino Miomectomia por laparoscopia quando sintomático
7 Subseroso pediculado Dor aguda se torcer Miomectomia por laparoscopia
8 Outros, como o cervical Variável, pode comprimir o colo Individualizado, conforme acesso

Mioma sem sintoma é acompanhado, não operado. Essa é a conduta da SOGC 461 e do ACOG 228, e vale inclusive para nódulos grandes.

Como é feita

O tratamento clínico do mioma mudou nos últimos anos. O acetato de ulipristal, que durante anos apareceu como primeira linha no tratamento clínico, teve o uso restringido por casos de insuficiência hepática. A revisão Cochrane de 2025 (Puscasiu et al., 41 ensaios randomizados, 3.982 mulheres) registra a suspensão em março de 2025. Quem ocupou o lugar foram os antagonistas orais do GnRH com terapia de reposição associada: pela orientação FIGO de 2025 (Diaz, Lumsden e Zeppernick), são hoje os únicos medicamentos aprovados especificamente para mioma nos Estados Unidos e na Europa. Nos ensaios LIBERTY 1 e 2 (Al-Hendy et al., New England Journal of Medicine, 2021), 73% e 71% das mulheres responderam ao relugolix combinado, contra 19% e 15% no placebo. Indicações que ainda colocam o ulipristal como primeira escolha estão desatualizadas.

Fora dos aprovados, a mesma orientação FIGO lista recursos que reduzem o sangramento sem tratar o nódulo: contraceptivo combinado, progestagênio oral, sistema intrauterino de levonorgestrel e ácido tranexâmico.

No campo cirúrgico, a via segue o tipo do mioma. Os submucosos saem por histeroscopia, sem corte: a ótica entra pelo colo do útero e o nódulo é ressecado por dentro. Os intramurais e subserosos saem por videolaparoscopia, com incisões de poucos milímetros. A laparotomia fica reservada a úteros muito volumosos. A histerectomia é uma das opções, não o desfecho obrigatório, e tem artigo próprio: tratar o mioma sem tirar o útero.

O pré-tratamento com análogo de GnRH tem lugar, e tem limite. A Cochrane de 2025 mostra redução do volume uterino e aumento da hemoglobina antes da operação, com chance maior de fogacho e outros efeitos adversos, e ganho de cerca de 10 minutos no tempo de histerectomia. Na miomectomia, o benefício é incerto.

A conversão para histerectomia é um risco previsto em toda miomectomia, e por isso ele entra no consentimento. Nas 134 que realizamos desde 2024 não foi necessário recorrer a ela, o que descreve a série e não reduz o risco de um caso novo.

Recuperação

A recuperação varia mais pela via do que pelo tamanho do nódulo. A histeroscopia costuma permitir retorno rápido às atividades, porque não há incisão na parede abdominal. A laparoscopia exige repouso de esforço por semanas, e a laparotomia, mais. Para a ablação por radiofrequência, a revisão sistemática da AAGL de 2025 (Chen et al., 30 estudos) registra retorno ao trabalho e às atividades normais dentro de duas semanas na maioria dos estudos, com redução de 46,0% do volume do mioma em 3 meses e 65,4% em 12 meses.

O resultado esperado depende do tipo do mioma, da via da cirurgia e da sua idade. Calculamos isso na consulta, com o seu exame na mesa.

Riscos que precisam ser ditos antes: sangramento com necessidade de transfusão, infecção, lesão de órgão vizinho, aderências e recidiva.

Os prazos de afastamento por procedimento estão reunidos em Quantos dias de atestado depois de uma cirurgia ginecológica.

Cobertura pelo plano

O tratamento cirúrgico do mioma uterino consta no rol de procedimentos da ANS e, havendo indicação médica, costuma ter cobertura pelos planos de saúde. A autorização depende de cada contrato, e o pedido segue com relatório clínico, exame de imagem e os códigos do procedimento.

Em quais hospitais operamos

Samaritano Paulista, Samaritano Higienópolis, Blanc, Leforte Liberdade, São Luiz Alphaville, São Luiz Morumbi, Alvorada Moema.

Quem faz

A cirurgia de mioma no Instituto de Ginecologia Avançada é conduzida por Dr. José Ricardo W. Ristow (CRM-SP 206.100, RQE 114.593), Dr. Carlos Guilherme Del Roy (CRM-SP 216.943, RQE 128.844) e Dra. Lorena Cerutti (CRM-SP 219.409, RQE 124.944). Cada caso é discutido entre os médicos antes de qualquer decisão.

O que levar na primeira consulta

  • Ultrassom transvaginal recente, com o laudo completo, não só a conclusão
  • Ressonância de pelve, se já tiver feito
  • Hemograma e ferritina dos últimos meses
  • Medicamentos em uso, inclusive anticoncepcional e anti-inflamatório
  • Anotação de três ciclos: dias de sangramento, absorventes por dia, presença de coágulo
  • O que você espera: engravidar, parar de sangrar, parar de sentir peso, ou evitar cirurgia

A lista completa, que vale para qualquer consulta cirúrgica, está em O que levar na primeira consulta.

Os exames pedidos antes de uma cirurgia ginecológica, e por que cada um é pedido, estão em Exames antes de uma cirurgia ginecológica.

Perguntas que você deveria fazer ao seu cirurgião

  • Qual o tipo FIGO de cada mioma que eu tenho?
  • Qual deles é responsável pelo meu sintoma?
  • Existe tratamento clínico que resolva o meu caso sem cirurgia?
  • Por qual via você indica operar, e o que faria você mudar de via no meio?
  • Meu útero será preservado? Se não, por quê?
  • Se eu não operar agora, o que exatamente eu arrisco?

O que perguntar sobre formação, registro e volume de quem vai operar está em Como escolher o cirurgião.

Perguntas frequentes

Mioma precisa operar mesmo sem sintoma?

Em geral, não. Tanto a SOGC 461 (2025) quanto o ACOG 228 (2021) orientam acompanhar o mioma assintomático. As exceções pedem avaliação individual, como crescimento na pós-menopausa ou distorção da cavidade em quem investiga infertilidade.

Mioma causa anemia?

Pode. O sangramento consome ferro, e a queda é lenta o bastante para passar despercebida. Por isso pedimos hemograma e ferritina, não só o ultrassom.

Tenho vários miomas, tira todos de uma vez?

Nem sempre. Retiramos os que explicam o sintoma e os que comprometem a cavidade. Nódulos pequenos e mudos, em posição que exigiria abrir mais o útero, podem ficar.

Mioma submucoso tem tratamento sem corte?

Tem. Os tipos 0 e 1 saem por histeroscopia, pelo canal do colo do útero, sem incisão na barriga. O tipo 2 depende da profundidade e às vezes é feito em dois tempos.

Mioma na menopausa diminui sozinho?

Costuma estabilizar ou reduzir, porque o estímulo hormonal cai. Mioma que cresce depois da menopausa é a situação que investigamos com atenção.

Mioma volta depois da cirurgia?

A miomectomia retira os nódulos existentes e não impede que novos apareçam. É um dos pontos a pesar na escolha entre as técnicas.

Posso engravidar depois de tirar mioma?

Sim. O tema, inclusive o tempo de espera até começar a tentar, está em engravidar depois de tirar mioma.

Próximo passo

Agende uma avaliação com nossa equipe de cirurgia ginecológica. A consulta define o tipo de cada mioma, qual deles explica o seu sintoma, o que cabe tentar sem cirurgia e, se for o caso, por qual via operar.

Referências

  1. Chen I, Kives S, Randle E, Rattray D, Sanders A, Vilos G. Guideline No. 461: The Management of Uterine Fibroids. J Obstet Gynaecol Can. 2025;47(8):102970. DOI 10.1016/j.jogc.2025.102970
  2. Diaz I, Lumsden MA, Zeppernick M. Medical treatment of fibroids: FIGO best practice guidance. Int J Gynaecol Obstet. 2025;171(2):507-512. DOI 10.1002/ijgo.70497
  3. Munro MG, Critchley HOD, Fraser IS. The two FIGO systems for normal and abnormal uterine bleeding symptoms and classification of causes of abnormal uterine bleeding in the reproductive years: 2018 revisions. Int J Gynaecol Obstet. 2018;143(3):393-408. DOI 10.1002/ijgo.12666
  4. American College of Obstetricians and Gynecologists. Management of Symptomatic Uterine Leiomyomas: ACOG Practice Bulletin, Number 228. Obstet Gynecol. 2021;137(6):e100-e115. DOI 10.1097/AOG.0000000000004401
  5. Al-Hendy A, Lukes AS, Poindexter AN 3rd, et al. Treatment of Uterine Fibroid Symptoms with Relugolix Combination Therapy. N Engl J Med. 2021;384(7):630-642. DOI 10.1056/NEJMoa2008283
  6. Puscasiu L, Vollenhoven B, Nagels HE, Melinte IM, Showell MG, Lethaby A. Preoperative medical therapy before surgery for uterine fibroids. Cochrane Database Syst Rev. 2025;4:CD000547. DOI 10.1002/14651858.CD000547.pub3
  7. Chen I, Berman JM, Balk EM, et al. Radiofrequency Ablation for the Treatment of Uterine Fibroids: A Systematic Review and Meta-Analysis by the AAGL Practice Committee. J Minim Invasive Gynecol. 2025;32(1):74-91. DOI 10.1016/j.jmig.2024.09.011
  8. Protocolo FEBRASGO. Sangramento uterino anormal. Femina. 2026;54(3):227-235. DOI 10.61622/0100-7254543202609
  9. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Leiomioma de Útero. Portaria Conjunta nº 11, de 31 de outubro de 2017. gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/l/leiomioma-de-utero

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