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Mioma

Posso engravidar depois de tirar mioma? E quanto tempo esperar para tentar

Dá para engravidar depois de tirar mioma, e preservar isso é o motivo da cirurgia que mantém o útero. Sobre o tempo de espera, não existe prazo definido.

Retrato do Dr. José Ricardo W. Ristow, médico ginecologista do Instituto de Ginecologia Avançada Dr. José Ricardo W. Ristow MÉDICO: CRM-SP 206.100 · Ginecologista: RQE 114.593 Publicado em 24 de fevereiro de 2026
Revisado em 18 de setembro de 2026 · 12 min de leitura

A resposta

Sim, dá para engravidar depois de tirar mioma, e preservar essa possibilidade é justamente o motivo de existir a cirurgia que retira o nódulo e mantém o útero.

Essa pergunta costuma vir com pressa embutida, principalmente quando a idade já entrou na conta e a cirurgia parece mais um adiamento. A pressa é compreensível, e um prazo inventado seria pior do que a verdade.

E a verdade sobre o tempo de espera incomoda um pouco: não existe prazo definido por pesquisa. O maior levantamento sobre o assunto reuniu quase quatro mil mulheres que queriam engravidar depois da cirurgia e concluiu que os dados não permitem recomendar um intervalo mínimo. Entre as que receberam alguma orientação, cerca de um terço foi orientada a esperar de 3 a 6 meses e outro terço, de 6 a 12 meses. Os prazos que circulam vêm da prática, não de estudo.

O que fazemos é olhar o seu caso: o tipo de nódulo retirado, a profundidade da costura no útero, a sua idade e o resto da sua investigação.

Detalhes técnicos para profissionais da saúdeO mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes

Por que o mioma atrapalha engravidar

Nem todo mioma atrapalha. O que muda o resultado é a relação do nódulo com a cavidade do útero, o espaço oco onde o embrião precisa se fixar.

Um mioma que faz saliência dentro dessa cavidade deforma o espaço e altera a camada que reveste o útero por dentro. Um mioma que cresce para fora, sem tocar a cavidade, em geral não interfere. No meio dos dois está o que fica inteiramente dentro da parede: quanto mais perto da cavidade, mais discutida é a influência, e é aí que a decisão precisa ser individual.

Onde o mioma está Atrapalha engravidar Conduta habitual
Dentro da cavidade do útero Sim, atrapalha a fixação do embrião e aumenta o sangramento Retirada pelo canal do colo antes de tentar
Na parede, encostando na cavidade Influência discutida Decisão individual, conforme idade e demais achados
Todo dentro da parede, longe da cavidade Costuma não interferir quando é pequeno Acompanhamento; cirurgia se for volumoso ou sintomático
Crescido para fora do útero Em geral não interfere Operar só por aperto em órgão vizinho

A relação entre mioma e fertilidade segue em aberto, e por isso a decisão é individual.

Preciso operar antes de tentar?

A indicação é mais clara quando o nódulo faz saliência dentro da cavidade, quando há sangramento forte com anemia, quando houve perdas de gestação repetidas com a cavidade comprometida e quando o mioma é volumoso a ponto de ocupar o espaço em que o útero precisaria crescer.

Fora dessas situações, operar antes de tentar nem sempre acrescenta. Existe um contraponto que precisa ser dito: a cirurgia deixa uma cicatriz na parede do útero, e essa cicatriz entra na conta da gravidez seguinte. Operar um mioma que não atrapalha troca um problema que não existe por uma cicatriz que passa a existir.

Como a cirurgia é feita

Em quem deseja engravidar, a escolha preferida é retirar o nódulo e manter o útero.

Os miomas que crescem para dentro da cavidade saem por histeroscopia, pelo canal do colo, sem corte na barriga. Os que estão na parede ou crescem para fora saem por vídeo, com furos de poucos milímetros. Nessa segunda situação, a etapa decisiva não é retirar o nódulo, é reconstruir: a parede do útero é costurada em camadas, e é essa costura que vai sustentar a distensão de uma gravidez.

Cortar a irrigação do mioma por cateter não é a escolha preferida aqui: os dados de gravidez depois desse procedimento são poucos demais.

Entre as 134 cirurgias de mioma feitas desde 2024, quando havia plano de gravidez o assunto foi conversado antes de marcar a cirurgia.

Quanto tempo esperar até tentar

A recuperação física da retirada por dentro do útero é rápida. A da cirurgia por vídeo pede algumas semanas sem esforço. Mas o prazo que interessa aqui é outro: o tempo para a parede do útero cicatrizar antes de sustentar uma gravidez.

Três informações ajudam a dimensionar isso. Entre as mulheres que engravidaram depois da cirurgia, o intervalo médio observado foi de cerca de um ano e meio. Foram descritos casos de ruptura do útero durante a gravidez, em média por volta da trigésima primeira semana, reunidos de relatos isolados, o que descreve o fenômeno sem permitir calcular com que frequência ele acontece.

Os fatores associados a maior risco de ruptura são nódulo maior, peso mais alto antes da gravidez, útero com cicatriz anterior e, com a ligação mais forte de todas, já ter feito outra cirurgia no útero. Isso não proíbe a gravidez. Torna o pré-natal um pré-natal informado, com a via de parto discutida desde o começo e não no dia.

Perguntas frequentes

Quanto tempo esperar para engravidar depois de tirar o mioma?

Não existe prazo definido por pesquisa. Os serviços divergem entre 3 a 6 meses e 6 a 12 meses, e o prazo do seu caso depende da profundidade da costura no útero.

Mioma impede de engravidar?

Nem todo mioma. O que cresce para dentro da cavidade é o que mais interfere. O que cresce para fora do útero, em geral, não.

Posso ter parto normal depois de tirar mioma?

A via de parto é decidida caso a caso, conforme quanto da parede do útero foi aberta e como foi reconstruída. O relatório cirúrgico descreve exatamente isso.

O mioma volta e atrapalha de novo?

A cirurgia retira os nódulos que existem hoje e não impede que outros apareçam. Isso entra na decisão sobre quando começar a tentar.

Cortar a irrigação do mioma serve para quem quer engravidar?

Não é a escolha preferida. Os dados de gravidez depois desse procedimento são escassos.

Preciso tirar todos os miomas antes de tentar?

Não necessariamente. Retiramos os que comprometem a cavidade e os que causam sintoma. Nódulos pequenos e afastados costumam ficar, para poupar a parede do útero.

A partir daqui, a versão completa

O mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes, para quem quer o detalhe. Cada seção tem link de volta para o resumo acima.

A resposta direta

Sabemos que essa pergunta costuma vir com pressa embutida, principalmente quando a idade já entrou na conta e a cirurgia parece mais um adiamento. Sim, é possível engravidar depois de retirar o mioma, e preservar essa possibilidade é justamente o motivo de existir a miomectomia, a cirurgia que retira o nódulo e mantém o útero.

Sobre o tempo de espera, a resposta verdadeira incomoda um pouco: não existe prazo estabelecido por evidência. A revisão sistemática de Margueritte, Adam, Fauconnier e Gauthier, publicada em 2021, reuniu 3.852 mulheres que desejavam engravidar após miomectomia e concluiu, com todas as letras, que os dados são insuficientes para recomendar um intervalo mínimo. Os prazos que circulam vêm da prática, não de ensaio clínico, e essa mesma revisão mostrou a divergência entre os serviços: de 1.016 mulheres com orientação registrada, cerca de um terço foi orientada a esperar de 3 a 6 meses e outro terço, de 6 a 12 meses.

O que fazemos, então, é individualizar: o tipo do mioma retirado, a profundidade da sutura na parede do útero, a sua idade e o que mais existe na sua investigação de fertilidade. A indicação da cirurgia em si está detalhada em mioma precisa operar.

Por que o mioma atrapalha engravidar

Nem todo mioma atrapalha. O que muda o resultado é a relação do nódulo com a cavidade, e por isso a classificação FIGO de leiomiomas, revisada por Munro, Critchley e Fraser em 2018, numera o mioma pela posição.

Um mioma que faz saliência dentro da cavidade deforma o espaço onde o embrião precisa se implantar e altera o revestimento interno do útero. Um mioma que cresce para fora, sem tocar a cavidade, em geral não interfere. Entre os dois extremos está o intramural, o que fica inteiramente dentro da parede: quanto mais perto do endométrio, mais discutida é a influência, e é aí que a decisão precisa ser individual.

Tipo do mioma Relação com a cavidade O que se espera na fertilidade Conduta habitual em quem quer engravidar
Submucoso (FIGO 0, 1 e 2) Faz saliência dentro da cavidade Interfere na implantação e no sangramento Ressecção por histeroscopia antes de tentar
Intramural encostando no endométrio (FIGO 3) Toca a cavidade sem deformá-la muito Influência discutida Decisão individual, conforme idade e demais achados
Intramural (FIGO 4) Não toca a cavidade Costuma não interferir quando pequeno Acompanhamento; miomectomia se volumoso ou sintomático
Subseroso (FIGO 5, 6 e 7) Cresce para fora do útero Em geral não interfere Operar apenas por sintoma de compressão

A diretriz SOGC 461, de 2025 (Chen et al.), declara explicitamente que não trata de fertilidade em detalhe, e remete a um documento próprio sobre mioma e infertilidade. A literatura não oferece certeza nesse terreno.

Quando a cirurgia é indicada antes de tentar engravidar

A indicação é mais clara quando o mioma é submucoso e deforma a cavidade, quando há sangramento intenso com anemia, quando houve perdas gestacionais de repetição com cavidade comprometida e quando o nódulo é volumoso o bastante para ocupar o espaço onde o útero precisaria crescer. Fora dessas situações, operar antes de tentar nem sempre acrescenta.

Existe um contraponto que precisa ser dito: a cirurgia deixa cicatriz na parede do útero, e essa cicatriz entra na conta da gestação seguinte. Operar um mioma que não atrapalha troca um problema inexistente por uma cicatriz real.

Como é feita

Em quem deseja engravidar, a via preferencial é a miomectomia. Os submucosos saem por histeroscopia, pelo canal do colo, sem incisão abdominal. Os intramurais e subserosos saem por videolaparoscopia, e a etapa decisiva não é a retirada do nódulo, é a reconstrução: a parede do útero é suturada em camadas, e é essa sutura que vai sustentar a distensão de uma gravidez. A diretriz da AAGL de 2025 sobre miomectomia laparoscópica se dedica às medidas que reduzem a perda de sangue durante esse tempo cirúrgico.

A embolização das artérias uterinas não é a escolha preferencial para quem deseja engravidar. No seguimento de 4 anos do ensaio FEMME (Daniels et al., 2022), houve 15 gestações no grupo da embolização e 7 no da miomectomia, números pequenos demais para conclusão, como os próprios autores registram.

Há um dado brasileiro que ajuda a entender o outro lado da conta. Yela, na Femina de 2025, reúne o que se sabe sobre aderências dentro do útero depois de cada procedimento, e é por isso que o planejamento de quem pretende engravidar entra já na indicação. Aderência dentro da cavidade é justamente o que reduz o espaço onde o embrião precisa se implantar, e é mais um motivo para retirar o que precisa sair, e não tudo o que aparece no laudo.

A chance de gravidez depois da miomectomia depende da idade, do tipo e da quantidade de nódulos e das outras causas de infertilidade que possam coexistir. Calculamos isso na consulta, com a sua investigação na mesa.

Das 134 miomectomias realizadas desde 2024, naquelas em que havia plano de engravidar o traçado da cicatriz uterina foi discutido já na indicação.

Recuperação e o tempo até tentar engravidar

A recuperação física da histeroscopia é rápida. A da laparoscopia exige restrição de esforço por semanas. Mas o prazo que interessa aqui é outro: o tempo para a parede do útero cicatrizar antes de sustentar uma gestação.

A revisão de 2021 traz três informações úteis. O intervalo médio observado entre a miomectomia e a gravidez foi de 17,6 meses, com desvio padrão de 9,2, em 2.451 mulheres que engravidaram. Foram identificadas 70 roturas uterinas espontâneas, com idade gestacional média de 31 semanas no momento do evento, reunidas a partir de relatos e séries de casos, o que descreve o fenômeno sem permitir calcular frequência. E não houve relação linear entre a idade gestacional do evento e o intervalo até a concepção.

A metanálise de Fu et al., de 2025, com 11 estudos, aponta o que pesa no acompanhamento da gestação depois da miomectomia: o tamanho do nódulo retirado, o índice de massa corporal pré-gestacional, a existência de cicatriz uterina prévia e, com a associação mais forte, cirurgia uterina anterior. Isso não torna a gestação proibida. Torna o pré-natal um pré-natal informado, com a via de parto discutida desde o começo e não no dia.

Os prazos de afastamento por procedimento estão reunidos em Quantos dias de atestado depois de uma cirurgia ginecológica.

Cobertura pelo plano

A miomectomia consta no rol de procedimentos da ANS e, havendo indicação médica, costuma ter cobertura pelos planos de saúde. A autorização depende de cada contrato, e o relatório clínico costuma incluir o desejo reprodutivo entre as justificativas.

Em quais hospitais operamos

Samaritano Paulista, Samaritano Higienópolis, Blanc, Leforte Liberdade, São Luiz Alphaville, São Luiz Morumbi, Alvorada Moema.

Quem faz

A cirurgia de mioma no Instituto de Ginecologia Avançada é conduzida por Dr. José Ricardo W. Ristow (CRM-SP 206.100, RQE 114.593), Dr. Carlos Guilherme Del Roy (CRM-SP 216.943, RQE 128.844) e Dra. Lorena Cerutti (CRM-SP 219.409, RQE 124.944). Cada caso é discutido entre os médicos antes de qualquer decisão.

O que levar na primeira consulta

  • Ultrassom transvaginal recente, com laudo descrevendo cada nódulo e a relação com a cavidade
  • Ressonância de pelve, se já tiver feito
  • Exames de reserva ovariana, se já colheu
  • Espermograma do parceiro, se já fez
  • Histórico de tentativas, perdas gestacionais e tratamentos de fertilidade
  • Sua idade e o prazo em que pretende tentar

A lista completa, que vale para qualquer consulta cirúrgica, está em O que levar na primeira consulta.

Os exames pedidos antes de uma cirurgia ginecológica, e por que cada um é pedido, estão em Exames antes de uma cirurgia ginecológica.

Perguntas que você deveria fazer ao seu cirurgião

  • Meu mioma realmente atrapalha engravidar, ou estou operando por precaução?
  • A cavidade do meu útero está comprometida?
  • Quantas camadas da parede do útero serão abertas, e como será a reconstrução?
  • Quanto tempo você me orienta esperar, e com base em quê?
  • Isso muda a via do meu parto?
  • Se eu não operar, o que muda nas minhas chances?

O que perguntar sobre formação, registro e volume de quem vai operar está em Como escolher o cirurgião.

Perguntas frequentes

Quanto tempo esperar para engravidar depois da miomectomia?

Não existe prazo definido por evidência. A revisão de 2021 concluiu que os dados são insuficientes para recomendar um intervalo mínimo, e mostrou que os serviços divergem entre 3 a 6 meses e 6 a 12 meses. O prazo do seu caso depende da profundidade da sutura no útero.

Mioma impede de engravidar?

Nem todo mioma. O submucoso, que faz saliência dentro da cavidade, é o que mais interfere. O subseroso, que cresce para fora, em geral não.

Posso ter parto normal depois de tirar mioma?

A via de parto é decidida caso a caso, conforme quanto da parede do útero foi aberta e como foi reconstruída. Leve o relatório cirúrgico ao seu obstetra: ele descreve exatamente isso.

Mioma volta depois da cirurgia e atrapalha de novo?

A miomectomia retira os nódulos existentes e não impede que novos apareçam. Isso entra na decisão sobre o momento de tentar engravidar.

Embolização serve para quem quer engravidar?

Não é a escolha preferencial. Os dados de fertilidade após embolização são escassos, e no FEMME os números de gestação foram pequenos demais para conclusão.

Preciso tirar todos os miomas antes de tentar?

Não necessariamente. Retiramos os que comprometem a cavidade e os que causam sintoma. Nódulos pequenos e afastados da cavidade costumam ser deixados, para poupar a parede do útero.

Próximo passo

Agende uma avaliação com nossa equipe de cirurgia ginecológica. A consulta define se o seu mioma realmente interfere na gestação, qual via de cirurgia se aplica e, depois dela, qual intervalo faz sentido no seu caso.

Referências

  1. Margueritte F, Adam C, Fauconnier A, Gauthier T. Time to conceive after myomectomy: should we advise a minimum time interval? A systematic review. Reprod Biomed Online. 2021;43(3):543-552. DOI 10.1016/j.rbmo.2021.05.016
  2. Fu L, Song Z, Cao J, et al. Risk factors for pregnancy-related uterine rupture following laparoscopic myomectomy: A systematic review and meta-analysis. Medicine (Baltimore). 2025;104(40):e44363. DOI 10.1097/MD.0000000000044363
  3. Chen I, Kives S, Randle E, Rattray D, Sanders A, Vilos G. Guideline No. 461: The Management of Uterine Fibroids. J Obstet Gynaecol Can. 2025;47(8):102970. DOI 10.1016/j.jogc.2025.102970
  4. Munro MG, Critchley HOD, Fraser IS. The two FIGO systems for normal and abnormal uterine bleeding symptoms and classification of causes of abnormal uterine bleeding in the reproductive years: 2018 revisions. Int J Gynaecol Obstet. 2018;143(3):393-408. DOI 10.1002/ijgo.12666
  5. Manyonda I, Belli AM, Lumsden MA, et al. Uterine-Artery Embolization or Myomectomy for Uterine Fibroids. N Engl J Med. 2020;383(5):440-451. DOI 10.1056/NEJMoa1914735
  6. Daniels J, Middleton LJ, Cheed V, et al. Uterine artery embolization or myomectomy for women with uterine fibroids: Four-year follow-up of a randomised controlled trial. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol X. 2022;13:100139. DOI 10.1016/j.eurox.2021.100139
  7. AAGL Practice Guideline Committee. Evidence-Based Practice for Minimization of Blood Loss During Laparoscopic Myomectomy: An AAGL Practice Guideline. J Minim Invasive Gynecol. 2025;32(2):113-132. DOI 10.1016/j.jmig.2024.09.021
  8. American College of Obstetricians and Gynecologists. Management of Symptomatic Uterine Leiomyomas: ACOG Practice Bulletin, Number 228. Obstet Gynecol. 2021;137(6):e100-e115. DOI 10.1097/AOG.0000000000004401
  9. Yela DA. Sinequias uterinas. Femina. 2025;53(1):36-39. DOI 10.61622/0100-7254531202502

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