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Uroginecologia

Prolapso volta depois da cirurgia? E dá para revisar ou tirar o sling?

O prolapso volta depois da cirurgia em parte dos casos, e precisar operar de novo é incomum. A palavra voltar tem três sentidos, e eles não medem a mesma coisa.

Retrato do Dr. Kevin F. A. Oliveira, médico ginecologista do Instituto de Ginecologia Avançada Dr. Kevin F. A. Oliveira MÉDICO: CRM-SP 196.633 · Ginecologista: RQE 110.796 Publicado em 28 de maio de 2026
Revisado em 18 de setembro de 2026 · 13 min de leitura

A resposta

Sim, o prolapso pode voltar depois da cirurgia, em qualquer técnica, e precisar de uma nova cirurgia é bem menos frequente do que a frase sugere.

Essa pergunta vem depois de alguém dizer "operei e voltou", e dá medo suficiente para adiar uma cirurgia que faria falta.

O que quase nunca é explicado é que a palavra "voltar" tem três sentidos, e eles não medem a mesma coisa. Aplicando dezoito réguas de sucesso ao mesmo grupo de mulheres operadas, a proporção considerada bem-sucedida foi de menos de 2 em cada 10 com a régua mais dura e de quase 10 em cada 10 com a mais frouxa, enquanto a necessidade de novo tratamento ficou abaixo de 3 em cada 100. E a falha vai e volta: entre as que oscilaram entre sucesso e falha ao longo do acompanhamento, mais de 8 em cada 10 estavam bem na última avaliação.

Sobre a faixa da perda de urina, a resposta é a mesma. Revisar ou retirar, em parte ou por inteiro, são procedimentos estabelecidos, e a necessidade disso é incomum: cerca de 4 em cada 100 mulheres em nove anos.

Detalhes técnicos para profissionais da saúdeO mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes

Por que um prolapso pode voltar

O tecido que não sustentou continua sendo o seu tecido. A cirurgia reorganiza o apoio, e não troca a matéria-prima nem apaga o que causou o afrouxamento. Por isso o que aumenta a chance de voltar se parece com o que causou o primeiro: prolapso já avançado na hora de operar, operar mais jovem, lesão da musculatura no parto, sobrepeso, tosse crônica e intestino preso.

Existe ainda uma causa técnica, e ela mudou a prática. Corrigir a parede da frente sem sustentar o topo da vagina deixa o reparo em terreno instável. Em dez anos, precisaram de nova cirurgia cerca de 20 em cada 100 mulheres que fizeram só o reparo da parede da frente, contra cerca de 12 em cada 100 das que tiveram o topo suspenso junto.

O que "voltar" pode significar O que costuma exigir
A descida aparece no exame, sem sintoma Acompanhamento
Você sente de novo a bola ou o peso Reavaliação e discussão de conduta
Precisar de novo tratamento Decisão individual, com indicação formal

Ver uma descida no exame, sem incômodo, é diferente de sentir a bola outra vez.

Quando operar de novo

A indicação vem do sintoma, e não da régua do exame. Descida vista em consulta de rotina, sem queixa, costuma ser acompanhada.

Discutimos nova cirurgia quando o peso ou a bola voltaram e atrapalham a rotina, quando há dificuldade para urinar ou evacuar, infecção urinária de repetição, sangramento do tecido exposto, ou quando o prolapso não volta mais para dentro. Antes de marcar, refazemos o mapa: qual parede desceu agora e se o topo está sustentado. Nem toda volta é do mesmo lugar operado.

Queixa que persiste depois da cirurgia é avaliada de forma dirigida, e não creditada ao tempo de pós-operatório.

Como é feito

Na volta do prolapso, a escolha depende de qual parede desceu e do que já foi feito: suspensão do topo por dentro da vagina, uma técnica feita pela barriga com tela, reparo da parede envolvida e, em mulheres que não desejam mais relação com penetração, o fechamento do canal da vagina. As duas técnicas vaginais de suspensão do topo mais usadas tiveram resultados equivalentes em cinco anos, o que mantém a escolha no perfil de cada paciente.

Na revisão da faixa, a retirada pode ser parcial, só do trecho exposto ou doloroso, ou mais ampla, e é feita por dentro da vagina, sob anestesia. A maioria relata alívio da dor nas duas.

Essa é a conversa que costuma faltar: tirar a faixa resolve o problema que levou à retirada e pode trazer de volta a perda de urina, sobretudo nas retiradas amplas. Saber disso antes é o que permite escolher entre retirar tudo e retirar o necessário.

Quanto tempo até voltar ao normal

Os prazos se parecem com os da primeira cirurgia. Primeira semana, rotina doméstica leve e caminhada, sem peso. Da segunda à quarta, trabalho sem esforço físico e dirigir. Da quarta à sexta, atividade física de baixo impacto. A partir da sexta, relação sexual, peso e impacto, conforme reavaliação.

Precisa estar dito antes: dor, sangramento, infecção urinária, dificuldade temporária para urinar e intestino preso. Numa segunda cirurgia o tecido tem aderências da primeira, o que torna o procedimento tecnicamente mais exigente.

Perguntas frequentes

Prolapso volta depois da cirurgia?

Pode voltar, em qualquer técnica. Voltar no exame é comum e muitas vezes sem sintoma, e precisar de nova cirurgia é bem menos frequente.

Quanto tempo depois costuma voltar?

Não há prazo fixo. Em dez anos de acompanhamento, as novas cirurgias apareceram ao longo de toda a década, e mais quando a primeira não incluiu a suspensão do topo.

Operei há pouco tempo e já sinto algo. É recidiva?

Nem sempre. Inchaço e ponto em absorção confundem. Marque reavaliação em vez de concluir sozinha.

Dá para tirar a faixa depois de colocada?

Dá, em parte ou por inteiro. A necessidade disso é incomum, cerca de 4 em cada 100 mulheres em nove anos.

Tirar a faixa faz a perda de urina voltar?

Pode fazer, sobretudo nas retiradas amplas. O tratamento da perda é rediscutido em outro tempo cirúrgico.

A dor que sinto é da telinha?

Precisa ser investigada, e não presumida. Dor pélvica tem outras causas, e a avaliação separa o que vem da faixa do que não vem.

A segunda cirurgia é maior que a primeira?

Nem sempre em porte, quase sempre em complexidade, por causa da aderência do tecido já operado.

A partir daqui, a versão completa

O mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes, para quem quer o detalhe. Cada seção tem link de volta para o resumo acima.

A resposta direta

Sabemos que essa pergunta costuma vir depois de alguém dizer "operei e voltou", e que ela dá medo o suficiente para adiar uma cirurgia que faria falta. Ela merece uma resposta inteira.

Sim, o prolapso pode voltar, em qualquer técnica. O que quase nunca é explicado é que a palavra "voltar" tem três sentidos diferentes na literatura, e eles não medem a mesma coisa. Num estudo que aplicou dezoito definições de sucesso ao mesmo grupo de mulheres operadas, a proporção classificada como bem-sucedida variou de 19,2% a 97,2% conforme a régua escolhida, enquanto a necessidade de novo tratamento ficou abaixo de 3 em cada 100 (Barber et al., Obstetrics & Gynecology, 2009). O mesmo grupo mostrou depois que a falha é um estado que vai e volta: entre as classificadas como falha em algum momento, a maioria preenchia apenas um critério, e das que transitaram entre sucesso e falha, 83,8% estavam em sucesso na última avaliação (Jelovsek et al., 2021).

Sobre o sling da perda de urina, a resposta é a mesma em espírito. Revisão e retirada, parcial ou total, são procedimentos estabelecidos, e a necessidade delas é incomum: num estudo de base populacional com 188.454 mulheres, o risco acumulado de revisão ou retirada em nove anos foi de 3,7% (Jonsson Funk et al., 2013).

Por que um prolapso pode voltar

O tecido que não sustentou continua sendo o seu tecido. A cirurgia reorganiza o apoio, e não troca a matéria-prima nem apaga o que causou o afrouxamento. Por isso o que aumenta o risco de voltar se parece com o que causou o primeiro prolapso.

A revisão sistemática mais recente identificou dois fatores associados à recidiva depois de reparo com tecido próprio: o estádio do prolapso antes da cirurgia, com razão de chances de 2,68, e a idade mais jovem no momento de operar, com razão de chances de 3,48 (Schulten et al., 2022). Quanto mais avançado o prolapso na hora de operar, e quanto mais tempo de vida com esforço pela frente, maior a chance de reaparecer. Lesão da musculatura elevadora no parto, sobrepeso, tosse crônica e constipação entram na mesma conta.

Existe ainda uma causa técnica, e ela mudou a prática. Corrigir a parede da frente sem sustentar o topo da vagina deixa o reparo apoiado em terreno instável. Num acompanhamento de dez anos, a reoperação foi de 20,2% entre mulheres que fizeram apenas o reparo anterior e de 11,6% entre as que tiveram suspensão apical associada (Eilber et al., 2013). É dado de coorte, e não de ensaio randomizado. Por isso tratamos a soma da suspensão do topo ao reparo como tendência bem apoiada, e não como regra fechada. O ensaio de Menefee et al. (JAMA Surgery, 2024) compara técnicas de suspensão entre si, e não reparo com e sem suspensão, e o Posicionamento FEBRASGO nº 9/2026 é a referência brasileira do prolapso apical. O Protocolo FEBRASGO de 2025 sobre prolapso registra que defeito anterior avançado quase sempre vem acompanhado de defeito apical.

O que "voltar" pode significar Como se mede O que costuma exigir
Recidiva anatômica Exame com graduação do prolapso Acompanhamento, quando não há sintoma
Sintoma de volta Você sente de novo a bola ou o peso Reavaliação, e discussão de conduta
Retratamento Nova cirurgia ou pessário Decisão individual, com indicação formal

Essas três medidas não andam juntas. No estudo de 2021, entre as mulheres com falha em algum momento, só 12,9% preenchiam ao mesmo tempo o critério anatômico e o de sintoma. Ver uma descida no exame, sem incômodo, é diferente de sentir a bola outra vez.

Quando uma segunda cirurgia é indicada

A indicação de reoperar vem do sintoma, não da régua do exame. Descida identificada em consulta de rotina, sem queixa, costuma ser acompanhada.

Discutimos nova cirurgia quando a sensação de peso ou de bola voltou e atrapalha a rotina, quando há dificuldade para urinar ou evacuar, infecção urinária de repetição, sangramento do tecido exposto, ou quando o prolapso não volta mais para dentro. Antes de marcar qualquer coisa, refazemos o mapa: qual compartimento desceu agora, se o topo está sustentado e o que foi feito na primeira cirurgia. Nem toda recidiva é do mesmo compartimento operado.

A diretriz AUA/SUFU de 2023 orienta avaliar queixa persistente depois da cirurgia de forma dirigida, em vez de atribuí-la ao tempo de pós-operatório. No estudo populacional de 2013, o risco de revisão já era de 2,2% no primeiro ano e chegou a 3,2% em quatro anos, e cerca de 60% das revisões foram por exposição da faixa.

Um percentual de sucesso isolado diz pouco, e o primeiro parágrafo mostra por quê: a mesma cirurgia, nas mesmas mulheres, aparece como bem-sucedida em 19,2% ou em 97,2% dos casos conforme a definição escolhida.

Como é feito

Na recidiva do prolapso. A escolha depende do compartimento e do que já foi feito: suspensão apical por via vaginal, sacrocolpopexia por via laparoscópica ou robótica, reparo da parede envolvida e, em mulheres idosas que não desejam mais relação com penetração, a colpocleise, que fecha o canal vaginal e é a opção de menor porte. O ensaio OPTIMAL, com cinco anos de acompanhamento, não encontrou diferença entre as duas técnicas vaginais de suspensão apical mais usadas, o que mantém a escolha no perfil de cada paciente (Jelovsek et al., JAMA, 2018).

Na revisão do sling. A retirada pode ser parcial, só do trecho exposto ou doloroso, ou mais ampla. É feita por via vaginal, sob anestesia.

Retirada parcial Retirada ampla
Quando costuma ser escolhida Exposição pequena, dor localizada Dor extensa, falha da retirada parcial
Alívio da dor Relatado por 72% (Jambusaria et al., 2016) Relatado por 76% (Jambusaria et al., 2016)
Retorno da perda de urina Menos frequente Mais frequente quando a indicação foi exposição da faixa
Novo tratamento para a perda Discutido depois, em outro tempo Discutido depois, em outro tempo

Essa é a conversa que costuma faltar: tirar a faixa resolve o problema que levou à retirada e pode trazer de volta a perda de urina. Saber disso antes é o que permite escolher entre retirar tudo e retirar o necessário.

Recuperação

Período Nova cirurgia de prolapso Revisão ou retirada de sling
Primeira semana Rotina doméstica leve, caminhada, nada de peso Rotina leve, atenção ao jato urinário
Semanas 2 a 4 Trabalho sem esforço físico, dirigir Trabalho, conforme a extensão da retirada
Semanas 4 a 6 Atividade física de baixo impacto Atividade física de baixo impacto
A partir da 6ª semana Relação sexual, peso e impacto, conforme reavaliação Relação sexual e esforço, conforme reavaliação

Precisa estar dito antes: dor, sangramento, infecção urinária, dificuldade temporária para urinar e constipação no pós-operatório. Numa reoperação o tecido tem aderências da cirurgia anterior, o que torna o procedimento tecnicamente mais exigente.

Os prazos de afastamento por procedimento estão reunidos em Quantos dias de atestado depois de uma cirurgia ginecológica.

Cobertura pelo plano de saúde

O tratamento cirúrgico do prolapso dos órgãos pélvicos e a revisão de dispositivos implantados constam no rol de procedimentos da ANS e, havendo indicação médica, costumam ter cobertura pelos planos de saúde. A autorização depende de cada contrato, e o pedido segue com relatório clínico, descrição da cirurgia anterior e os códigos do procedimento.

O passo a passo da autorização, do pedido à resposta da operadora, está em Cirurgia ginecológica pelo convênio. Se o pedido for negado, o caminho médico está em Meu convênio negou a cirurgia.

Em quais hospitais operamos

Samaritano Paulista, Samaritano Higienópolis, Blanc, Leforte Liberdade, São Luiz Alphaville, São Luiz Morumbi e Alvorada Moema.

Quem faz

A uroginecologia do Instituto de Ginecologia Avançada é conduzida por Dr. Kevin F. A. Oliveira (CRM-SP 196.633, RQE 110.796), Dr. Lucas G. S. Baptista (CRM-SP 184.500, RQE 104.283) e Dra. Vanessa M. Sargaço (CRM-SP 199.937, RQE 116.516). Reoperações e revisões de sling são discutidas entre os médicos antes de decidir.

O que levar na primeira consulta

  • Descrição da cirurgia anterior, com a data e o nome da técnica
  • Relatório cirúrgico e a descrição do material implantado, se houver
  • Exames de imagem e urocultura recentes
  • Medicamentos em uso, inclusive hormônio vaginal
  • Anotação simples: quando o sintoma voltou, o que piora e o que alivia

A lista completa, que vale para qualquer consulta cirúrgica, está em O que levar na primeira consulta.

Os exames pedidos antes de uma cirurgia ginecológica, e por que cada um é pedido, estão em Exames antes de uma cirurgia ginecológica.

Perguntas que você deveria fazer ao seu cirurgião

  • Qual compartimento está descido agora, e é o mesmo de antes?
  • O topo da vagina foi sustentado na primeira cirurgia?
  • Foi usado algum material? Qual e por onde?
  • No meu caso, a indicação vem do exame ou do sintoma?
  • Se for revisão de sling, você retira o trecho ou a faixa toda?
  • Se a perda de urina voltar depois da retirada, qual é o plano?

O que perguntar sobre formação, registro e volume de quem vai operar está em Como escolher o cirurgião.

Perguntas frequentes

Prolapso volta depois da cirurgia?

Pode voltar, em qualquer técnica. Voltar no exame é comum e muitas vezes sem sintoma. Precisar de nova cirurgia é bem menos frequente.

Quanto tempo depois costuma voltar?

Não há prazo fixo. O acompanhamento de dez anos mostra reoperações distribuídas por toda a década, com mais casos quando a primeira cirurgia não incluiu suspensão do topo (Eilber et al., 2013).

Operei há pouco tempo e já sinto algo. É recidiva?

Nem sempre. Inchaço, ponto em absorção e alteração de sensibilidade confundem. Marque reavaliação em vez de concluir sozinha.

Dá para tirar o sling depois de colocado?

Dá, parcial ou totalmente, e é procedimento estabelecido. No estudo populacional com 188.454 mulheres, o risco de revisão ou retirada em nove anos foi de 3,7% (Jonsson Funk et al., 2013).

Tirar o sling faz a perda de urina voltar?

Pode fazer, sobretudo nas retiradas amplas indicadas por exposição da faixa. O tratamento da perda é rediscutido depois, em outro tempo cirúrgico.

A dor que sinto é da telinha?

Precisa ser investigada, não presumida. Dor pélvica tem outras causas, e a avaliação dirigida separa o que vem da faixa do que não vem. O dispositivo está descrito em Perco xixi quando tusso, rio ou espirro.

A segunda cirurgia é maior que a primeira?

Nem sempre em porte, quase sempre em complexidade técnica, pela aderência do tecido operado. As técnicas de prolapso estão em Sinto uma bola na vagina, e a decisão entre tratar sem cirurgia ou operar está em Pessário serve para prolapso, ou é melhor operar? e em Fisioterapia pélvica resolve ou vou precisar operar?.

Próximo passo

Agende uma avaliação com nossa equipe de uroginecologia. A consulta refaz o mapa do que foi operado, separa recidiva anatômica de sintoma que voltou e define se há indicação de nova cirurgia ou de revisão.

Referências

  1. Barber MD, Brubaker L, Nygaard I, et al. Defining success after surgery for pelvic organ prolapse. Obstetrics & Gynecology. 2009;114(3):600-609. DOI 10.1097/AOG.0b013e3181b2b1ae · PMID 19701041
  2. Jelovsek JE, Gantz MG, Lukacz E, et al. Success and failure are dynamic, recurrent event states after surgical treatment for pelvic organ prolapse. American Journal of Obstetrics and Gynecology. 2021;224(4):362.e1-362.e11. DOI 10.1016/j.ajog.2020.10.009 · PMID 33039390
  3. Jelovsek JE, Barber MD, Brubaker L, et al. Effect of Uterosacral Ligament Suspension vs Sacrospinous Ligament Fixation With or Without Perioperative Behavioral Therapy for Pelvic Organ Vaginal Prolapse on Surgical Outcomes and Prolapse Symptoms at 5 Years in the OPTIMAL Randomized Clinical Trial. JAMA. 2018;319(15):1554-1565. DOI 10.1001/jama.2018.2827 · PMID 29677302
  4. Eilber KS, Alperin M, Khan A, et al. Outcomes of vaginal prolapse surgery among female Medicare beneficiaries: the role of apical support. Obstetrics & Gynecology. 2013;122(5):981-987. DOI 10.1097/AOG.0b013e3182a8a5e4 · PMID 24104778
  5. Schulten SFM, Claas-Quax MJ, Weemhoff M, et al. Risk factors for primary pelvic organ prolapse and prolapse recurrence: an updated systematic review and meta-analysis. American Journal of Obstetrics and Gynecology. 2022;227(2):192-208. DOI 10.1016/j.ajog.2022.04.046 · PMID 35500611
  6. Jonsson Funk M, Siddiqui NY, Pate V, Amundsen CL, Wu JM. Sling revision/removal for mesh erosion and urinary retention: long-term risk and predictors. American Journal of Obstetrics and Gynecology. 2013;208(1):73.e1-73.e7. DOI 10.1016/j.ajog.2012.10.006 · PMID 23099189
  7. Jambusaria LH, Heft J, Reynolds WS, Dmochowski R, Biller DH. Incontinence rates after midurethral sling revision for vaginal exposure or pain. American Journal of Obstetrics and Gynecology. 2016;215(6):764.e1-764.e5. DOI 10.1016/j.ajog.2016.07.031 · PMID 27448731
  8. Menefee SA, et al. Apical Suspension Repair for Vaginal Vault Prolapse: A Randomized Clinical Trial. JAMA Surgery. 2024. PMID 38776067
  9. Sartori MGF, et al. Tratamento cirúrgico do prolapso apical. Posicionamento FEBRASGO nº 9/2026. Femina. 2026;54(6):1-10. DOI 10.61622/0100-7254546202602
  10. Kobashi KC, et al. Updates to Surgical Treatment of Female Stress Urinary Incontinence (SUI): AUA/SUFU Guideline (2023). J Urol. 2023;209(6):1091-1098. DOI 10.1097/JU.0000000000003435
  11. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Prolapso dos órgãos pélvicos. Protocolo Febrasgo de Ginecologia nº 50. Femina. 2025;53(7):920-927. DOI 10.61622/0100-7254537202507

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