Pular para o conteúdo
Sobre Equipe Hospitais Blog Contato Entre em Contato
Uroginecologia

Pessário serve para prolapso, ou é melhor operar?

O pessário serve para prolapso e é tratamento por direito próprio, em qualquer idade. Cerca de 3 em cada 4 melhoram com ele, e migrar para a cirurgia é comum.

Retrato do Dr. Kevin F. A. Oliveira, médico ginecologista do Instituto de Ginecologia Avançada Dr. Kevin F. A. Oliveira MÉDICO: CRM-SP 196.633 · Ginecologista: RQE 110.796 Publicado em 7 de abril de 2026
Revisado em 18 de setembro de 2026 · 13 min de leitura

A resposta

O pessário serve para prolapso, sim, e é um tratamento por direito próprio, indicado em qualquer idade. Boa parte das mulheres que começa com ele segue anos sem operar.

A palavra costuma chegar com tom de segunda opção, do tipo "enquanto você não opera". Ela não é isso, e a pouca oferta do dispositivo no Brasil é uma lacuna de acesso, não um limite do método.

O que dá para dizer com honestidade é o seguinte. Comparando quem começa pelo pessário com quem começa pela cirurgia, cerca de 3 em cada 4 mulheres melhoram com o dispositivo em dois anos, e ainda assim ele não alcançou o mesmo resultado da cirurgia. No mesmo período, pouco mais da metade acabou optando por operar. Num acompanhamento de até quinze anos, quase metade das mulheres seguia usando o pessário, e cerca de um terço migrou para a cirurgia, a maioria nos primeiros quatro meses.

Traduzindo: é um começo legítimo e reversível, resolve para muita gente, e a chance de você migrar para a cirurgia é real. Saber disso antes evita a sensação de fracasso depois.

Detalhes técnicos para profissionais da saúdeO mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes

Por que um dispositivo sustenta o que desceu

O prolapso é a descida da bexiga, do útero, do reto ou do fundo da vagina, e acontece quando o sistema de sustentação da pelve afrouxa.

O pessário é um dispositivo de silicone colocado dentro da vagina que devolve apoio a esse conjunto. Ele ocupa espaço e se apoia na parede da vagina e no osso púbico, sustentando o órgão que desceu enquanto estiver no lugar. Não encurta ligamento, não fortalece músculo e não corrige a anatomia: sustenta enquanto está lá, e o prolapso volta à posição anterior quando ele sai. Essa é a diferença honesta em relação à cirurgia, que trabalha sobre o tecido de sustentação.

A fisioterapia atua numa terceira frente, a muscular, e as três podem conviver: pessário somado a ela melhora mais os sintomas do que a fisioterapia sozinha.

Qual caminho é o seu

Pessário Cirurgia
Idade Qualquer Qualquer, conforme risco clínico
Gravidez futura Compatível Costuma ser adiada
Volta atrás Sim, sai quando você quiser Não
Anestesia Nenhuma Sim
Rotina Revisão periódica e troca Pós-operatório definido, sem manutenção
Incômodo mais comum Desconforto, em cerca de 4 em cada 10 Dor, sangramento, infecção urinária

Indicamos o pessário quando você quer evitar ou adiar a cirurgia, quando alguma condição clínica aumenta o risco da anestesia, quando a gravidez ainda está nos planos, quando o incômodo aparece mais em dias de esforço, e quando você quer entender como fica o corpo sem a bola antes de decidir. Ele serve também como teste prático: se a sensação de peso melhora com o dispositivo, isso ajuda a prever o que a cirurgia pode aliviar.

Indicamos discutir cirurgia quando o incômodo persiste com o pessário bem adaptado, quando ele não se mantém no lugar, quando há dificuldade para urinar ou evacuar, sangramento do tecido exposto, ou quando você prefere uma solução que não dependa de manutenção.

Como é colocado e como é o dia a dia

A adaptação acontece no consultório e não precisa de anestesia. Medimos o canal da vagina, escolhemos o formato conforme o compartimento que desceu e testamos o tamanho ali mesmo. Você levanta, caminha, tosse e faz força para conferir se o dispositivo se mantém e se você o sente. Acertar na primeira tentativa é comum, e precisar de um segundo tamanho também.

Definido o tamanho, existem dois modos de convivência. Você aprende a retirar e recolocar sozinha, o que dá autonomia e permite tirar à noite ou para a relação sexual. Ou mantém o dispositivo com trocas periódicas conosco. Depois da menopausa, o hormônio na vagina entra na conversa, conforme avaliação médica.

O que não pode acontecer é o pessário ficar esquecido. Dispositivo sem revisão por muito tempo é a origem das complicações que dão má fama ao método: corrimento persistente, sangramento e ferida na parede da vagina. Com acompanhamento, elas são incomuns, na faixa de 2 em cada 100, e quase todas as mulheres conseguem fazer a troca sozinha.

Quanto tempo até se acostumar

O pessário não tem recuperação no sentido cirúrgico, e tem adaptação. As primeiras semanas dizem se ele serve para você. Nos primeiros dias, a sensação de corpo estranho tende a diminuir. Entre a segunda e a quarta semana vem o primeiro retorno, com ajuste de tamanho se precisar. Da quarta à sexta, a rotina de troca e revisão fica definida, e depois disso é uso contínuo com revisões periódicas.

Procure avaliação antes do retorno marcado se aparecer sangramento, dor, corrimento com odor, dificuldade para urinar ou evacuar, ou se o pessário sair sozinho várias vezes.

Perguntas frequentes

Pessário é coisa de quem não pode operar?

Não. Serve como tratamento por si só, em qualquer idade. A leitura de "coisa de idosa" vem da pouca oferta no Brasil, não do método.

Quanto tempo posso usar?

Por anos, desde que haja revisão periódica. Num acompanhamento de até quinze anos, quase metade das mulheres seguia com o dispositivo.

Incomoda? Dá para sentir?

Bem adaptado, a maioria deixa de senti-lo em poucos dias. Desconforto foi o efeito indesejado mais frequente, em cerca de 4 em cada 10, e costuma ser resolvido com troca de tamanho ou de formato.

Posso ter relação sexual usando?

Com os modelos que você mesma retira e recoloca, sim, retirando antes. Alguns formatos permanecem no lugar, e isso é combinado na consulta.

Usar pessário atrapalha a cirurgia depois?

Não. Ele é reversível e não altera o plano cirúrgico. Às vezes ajuda, porque mostra quais sintomas melhoram quando o órgão volta ao lugar.

Perco urina e também sinto a bola. O pessário resolve os dois?

Nem sempre. Sustentar o prolapso pode melhorar ou revelar a perda de urina, que tem tratamento próprio.

A partir daqui, a versão completa

O mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes, para quem quer o detalhe. Cada seção tem link de volta para o resumo acima.

A resposta direta

Sabemos que a palavra pessário chega quase sempre com um tom de segunda opção, do tipo "enquanto você não opera". Ela não é isso. O pessário é um tratamento do prolapso por direito próprio, indicado em qualquer idade, e boa parte das mulheres que começa com ele segue anos sem operar.

O que a evidência permite dizer com honestidade é o seguinte. No ensaio randomizado PEOPLE, com 440 mulheres na Holanda, começar pelo pessário e começar pela cirurgia foram comparados diretamente: aos 24 meses, 76,3% das mulheres do pessário relataram melhora, e ainda assim o pessário não alcançou o critério de não inferioridade em relação à cirurgia (van der Vaart et al., JAMA, 2022). No mesmo período, 54,1% das que começaram com o dispositivo acabaram optando pela cirurgia. Num acompanhamento austríaco de até quinze anos, quase metade das mulheres seguia usando o pessário, e cerca de um terço migrou para a cirurgia, a maioria nos primeiros quatro meses (Koch et al., Maturitas, 2023).

Traduzindo para a decisão que você precisa tomar: o pessário é um começo legítimo e reversível, resolve para muita gente, e a chance de você migrar para a cirurgia é real. Saber disso antes evita a sensação de fracasso depois.

Por que um dispositivo sustenta o que desceu

O prolapso é a descida da bexiga, do útero, do reto ou do fundo da vagina, que acontece quando o sistema de sustentação da pelve afrouxa. O que está descrito com mais detalhe em Sinto uma bola na vagina.

O pessário é um dispositivo de silicone colocado dentro da vagina que devolve apoio mecânico a esse conjunto. Ele ocupa espaço e se apoia na parede vaginal e no osso púbico, sustentando o órgão que desceu enquanto estiver no lugar. Não encurta ligamento, não fortalece músculo e não corrige a anatomia: sustenta enquanto está lá, e o prolapso volta à posição anterior quando ele sai. Essa é a diferença honesta em relação à cirurgia, que trabalha sobre o tecido de sustentação.

A fisioterapia do assoalho pélvico atua numa terceira frente, a muscular, e as três podem conviver. A revisão Cochrane de 2020 (Bugge et al.) encontrou que pessário somado à fisioterapia melhora mais os sintomas do que a fisioterapia isolada, com evidência de certeza moderada, e que a comparação do pessário contra a fisioterapia sozinha permanece incerta.

Quando cada caminho é indicado

Pessário Cirurgia
Idade Qualquer Qualquer, conforme risco clínico
Gravidez futura Compatível Costuma ser adiada
Reversível Sim, sai quando você quiser Não
Anestesia Nenhuma Sim
Rotina Revisão periódica e troca, na clínica ou por você mesma Pós-operatório definido, sem manutenção
Efeito indesejado mais comum Desconforto, relatado por 42,7% no ensaio PEOPLE Dor, sangramento, infecção urinária, dificuldade temporária para urinar
O que a evidência mostra 76,3% de melhora aos 24 meses, sem atingir não inferioridade (van der Vaart, 2022) Migração de 54,1% do pessário para a cirurgia em 24 meses (van der Vaart, 2022)

Indicamos o pessário quando você quer evitar ou adiar a cirurgia, quando há condição clínica que aumenta o risco anestésico, quando a gravidez ainda está nos planos, quando o incômodo é intermitente, quando o prolapso aparece mais em dias de esforço, e quando você simplesmente quer entender como fica o corpo sem a bola antes de decidir. Ele também serve como teste prático: se a sensação de peso melhora com o dispositivo, isso ajuda a prever o que a cirurgia pode aliviar, e o que provavelmente vem de outra causa.

O Protocolo FEBRASGO de 2025 sobre prolapso dos órgãos pélvicos indica o pessário principalmente para quem quer evitar ou adiar a cirurgia, para quem tem condição clínica que desaconselha operar e para quem ainda planeja ter filhos. O mesmo documento orienta remover e limpar o dispositivo em intervalos de quinze dias a três meses, com creme vaginal quando necessário, e aponta a dor como o motivo mais citado para abandonar o uso. Obesidade, cirurgia pélvica reconstrutiva prévia e prolapso avançado pesam contra a adaptação.

Indicamos discutir cirurgia quando o incômodo persiste com o pessário bem adaptado, quando o dispositivo não se mantém no lugar, quando há dificuldade para urinar ou evacuar, infecção urinária de repetição, sangramento do tecido exposto, ou quando você prefere uma solução que não dependa de manutenção. A escolha da técnica está no Posicionamento FEBRASGO nº 9/2026 e no Protocolo FEBRASGO de 2025, e resumida em Sinto uma bola na vagina.

O resultado esperado depende do compartimento operado, da técnica e do tempo de seguimento. Definimos isso na consulta.

Como é feito

A adaptação do pessário acontece no consultório e não precisa de anestesia. Medimos o canal vaginal, escolhemos o formato conforme o compartimento que desceu e testamos o tamanho ali mesmo. Você levanta, caminha, tosse e faz força para conferir se o dispositivo se mantém e se você o sente. Acertar na primeira tentativa é comum, e precisar de um segundo tamanho também.

Os formatos mais usados são o anel, para prolapsos de parede anterior e do útero, e os de suporte mais volumoso, para descidas mais avançadas ou quando o anel não se sustenta. Depois que o tamanho está definido, existem dois modos de convivência: você aprende a retirar e recolocar sozinha, o que dá autonomia e permite tirar à noite ou para a relação sexual, ou mantém o dispositivo com trocas periódicas conosco.

Etapa O que acontece
Adaptação Medida, escolha do formato e teste em pé, com esforço
Primeiras semanas Retorno para conferir tolerância, corrimento e a parede vaginal
Rotina de autocuidado Retirada e limpeza pela própria paciente, na frequência combinada
Rotina na clínica Revisão periódica com exame da parede vaginal, para quem não faz a troca sozinha
Estrogênio vaginal Considerado na pós-menopausa, conforme avaliação médica, para o trofismo do tecido

O que não pode acontecer é o pessário ficar esquecido. Dispositivo sem revisão por longos períodos é a origem das complicações que dão má fama ao método, como corrimento persistente, sangramento e ferida na parede vaginal. Com acompanhamento, essas complicações são incomuns: no acompanhamento austríaco, erosão com sangramento ou dor apareceu como motivo de interrupção em 2% dos casos, e apenas 1% relatou não conseguir fazer a troca sozinha (Koch et al., 2023).

Recuperação

O pessário não tem recuperação no sentido cirúrgico, e tem adaptação. As primeiras semanas dizem se o dispositivo serve para você.

Período Pessário Cirurgia de prolapso
Primeiros dias Sensação de corpo estranho que tende a diminuir Rotina doméstica leve, caminhada, nada de peso
2 a 4 semanas Primeiro retorno, ajuste de tamanho se precisar Trabalho sem esforço físico, dirigir
4 a 6 semanas Rotina definida de troca e revisão Retorno gradual à atividade física de baixo impacto
Depois de 6 semanas Uso contínuo, com revisões periódicas Relação sexual, peso e impacto, conforme reavaliação

Procure avaliação antes do retorno marcado se aparecer sangramento, dor, corrimento com odor, dificuldade para urinar ou evacuar, ou se o pessário sair sozinho de forma repetida.

Os prazos de afastamento por procedimento estão reunidos em Quantos dias de atestado depois de uma cirurgia ginecológica.

Cobertura pelo plano de saúde

O tratamento cirúrgico do prolapso dos órgãos pélvicos consta no rol de procedimentos da ANS e, havendo indicação médica, costuma ter cobertura pelos planos de saúde. A autorização depende de cada contrato. A consulta para adaptação e as revisões do pessário seguem a regra de consulta do seu contrato, e o dispositivo em si tem regra própria de cobertura, que vale a pena checar antes.

O passo a passo da autorização, do pedido à resposta da operadora, está em Cirurgia ginecológica pelo convênio. Se o pedido for negado, o caminho médico está em Meu convênio negou a cirurgia.

Em quais hospitais operamos

Samaritano Paulista, Samaritano Higienópolis, Blanc, Leforte Liberdade, São Luiz Alphaville, São Luiz Morumbi e Alvorada Moema.

Quem faz

A uroginecologia do Instituto de Ginecologia Avançada é conduzida por Dr. Lucas G. S. Baptista (MÉDICO: CRM-SP 184.500 · Ginecologista: RQE 104.283), Dr. Kevin F. A. Oliveira (MÉDICO: CRM-SP 196.633 · Ginecologista: RQE 110.796) e Dra. Vanessa M. Sargaço (MÉDICA: CRM-SP 199.937 · Ginecologista: RQE 116.516). A adaptação de pessário é feita em consulta, e cada caso é discutido entre os médicos antes de qualquer decisão.

O que levar na primeira consulta

  • Descrição de cirurgias ginecológicas anteriores, com relatório se tiver
  • Número de partos vaginais
  • Exames de urina recentes
  • Medicamentos em uso, inclusive hormônio vaginal
  • Anotação simples: quando a bola aparece, se piora ao fim do dia e se atrapalha urinar ou evacuar

A lista completa, que vale para qualquer consulta cirúrgica, está em O que levar na primeira consulta.

Os exames pedidos antes de uma cirurgia ginecológica, e por que cada um é pedido, estão em Exames antes de uma cirurgia ginecológica.

Perguntas que você deveria fazer ao seu cirurgião

  • Qual compartimento desceu, e o topo da vagina está sustentado?
  • O pessário é opção no meu caso, e qual formato você indicaria?
  • Posso aprender a tirar e colocar sozinha?
  • De quanto em quanto tempo preciso de revisão?
  • Se eu escolher o pessário agora, a cirurgia fica mais difícil depois?
  • Tenho perda de urina associada? Isso muda a indicação?

O que perguntar sobre formação, registro e volume de quem vai operar está em Como escolher o cirurgião.

Perguntas frequentes

Pessário serve mesmo, ou é coisa de quem não pode operar?

Serve como tratamento por si só, em qualquer idade. A leitura de "coisa de idosa" vem da pouca oferta no Brasil, não do método.

Quanto tempo posso usar um pessário?

Por anos, desde que haja revisão periódica. No acompanhamento austríaco de até quinze anos, quase metade das mulheres seguia com o dispositivo (Koch et al., 2023).

Pessário incomoda? Dá para sentir?

Bem adaptado, a maioria deixa de senti-lo em poucos dias. Desconforto foi o efeito indesejado mais frequente no ensaio PEOPLE, relatado por 42,7%, e costuma ser resolvido com troca de tamanho ou de formato.

Posso ter relação sexual usando pessário?

Com os modelos que você mesma retira e recoloca, sim, retirando antes. Alguns formatos permanecem no lugar, e isso é combinado na consulta.

Usar pessário atrapalha a cirurgia depois?

Não. Ele é reversível e não altera o plano cirúrgico. Em alguns casos ajuda, porque mostra quais sintomas melhoram quando o órgão volta ao lugar.

Perco urina quando tusso e também sinto a bola. O pessário resolve os dois?

Nem sempre. Sustentar o prolapso pode melhorar ou revelar a perda de urina, que tem tratamento próprio, descrito em Perco xixi quando tusso, rio ou espirro e em Fisioterapia pélvica resolve ou vou precisar operar?.

Se eu operar, o prolapso pode voltar?

Pode voltar em qualquer técnica, e é assunto do artigo Prolapso volta depois da cirurgia?.

Próximo passo

Agende uma avaliação com nossa equipe de uroginecologia. A consulta define qual compartimento desceu, se o pessário é opção no seu caso, como seria a rotina com ele e, se for a sua escolha, qual técnica cirúrgica se aplica.

Referências

  1. van der Vaart LR, Vollebregt A, Milani AL, et al. Effect of Pessary vs Surgery on Patient-Reported Improvement in Patients With Symptomatic Pelvic Organ Prolapse: A Randomized Clinical Trial. JAMA. 2022;328(23):2312-2323. DOI 10.1001/jama.2022.22385 · PMID 36538310
  2. Bugge C, Adams EJ, Gopinath D, et al. Pessaries (mechanical devices) for managing pelvic organ prolapse in women. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2020;11:CD004010. DOI 10.1002/14651858.CD004010.pub4 · PMID 33207004
  3. Koch M, Carlin G, Lange S, Umek W, Krall C, Bodner-Adler B. Long-term adherence to pessary use in women with pelvic organ prolapse: A retrospective cohort study. Maturitas. 2023;178:107828. DOI 10.1016/j.maturitas.2023.107828 · PMID 37659128
  4. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Prolapso dos órgãos pélvicos. Protocolo. Femina. 2025;53(7):920-927. DOI 10.61622/0100-7254537202507
  5. Sartori MGF, et al. Tratamento cirúrgico do prolapso apical. Posicionamento FEBRASGO nº 9/2026. Femina. 2026;54(6):1-10. DOI 10.61622/0100-7254546202602
  6. Baessler K, et al. Surgery for women with pelvic organ prolapse with or without stress urinary incontinence. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2026. DOI 10.1002/14651858.CD013108.pub2 · PMID 41649019
  7. Menefee SA, et al. Apical Suspension Repair for Vaginal Vault Prolapse: A Randomized Clinical Trial. JAMA Surgery. 2024. PMID 38776067
  8. National Institute for Health and Care Excellence. Urinary incontinence and pelvic organ prolapse in women: management. NICE Guideline NG123. 2019.

Outros textos sobre uroginecologia

Ver o tema completo

Ficou com dúvida sobre o seu caso?

Agende uma avaliação