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Pólipo endometrial

Pólipo endometrial precisa tirar? O que decide a conduta, achado por achado

Nem todo pólipo endometrial precisa tirar, e nem todo pode ficar onde está. Quatro coisas decidem: menopausa, sangramento, tamanho e o desejo de engravidar.

Retrato do Dr. Carlos Guilherme Del Roy, médico ginecologista do Instituto de Ginecologia Avançada Dr. Carlos Guilherme Del Roy MÉDICO: CRM-SP 216.943 · Ginecologista: RQE 128.844 Publicado em 26 de janeiro de 2026
Revisado em 18 de setembro de 2026 · 12 min de leitura

A resposta

Nem todo pólipo endometrial precisa tirar, e nem todo pólipo pode ficar onde está. O que decide não é o laudo sozinho: é a combinação de quatro informações, que são a menopausa, o sangramento, o tamanho do pólipo e o desejo de engravidar. Acompanhar sem operar é opção legítima para um grupo bem definido de casos, e retirar é a conduta certa para outro grupo.

Receber um laudo com uma palavra que você nunca viu, sem consulta marcada para os próximos dias, é desconfortável, e esse desconforto faz sentido. O raciocínio abaixo é o mesmo que fazemos na consulta, para que você chegue lá sabendo onde o seu caso se encaixa.

Detalhes técnicos para profissionais da saúdeO mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes

Por que o pólipo aparece

O pólipo endometrial é um crescimento da camada que forra o útero por dentro, chamada endométrio. Ele cresce para dentro da cavidade, preso por um pé fino ou por uma base larga, e costuma medir de poucos milímetros a alguns centímetros.

O estímulo é hormonal, principalmente do estrogênio, e por isso a frequência sobe nos anos que antecedem a menopausa. Num levantamento com mulheres de 45 a 50 anos, cerca de 12 em cada 100 tinham um pólipo, e a maior parte não sabia. Sobrepeso, terapia hormonal e o tamoxifeno, remédio do tratamento do câncer de mama, também entram na conta.

Separar pólipo de mioma ajuda, porque os laudos misturam os dois. O pólipo nasce da camada interna e é mole. O mioma nasce da camada muscular, é firme e pode ficar bem maior. Saem por técnicas diferentes e podem existir juntos no mesmo útero.

Preciso tirar o meu?

Sua situação O que costumamos indicar
Depois da menopausa, com sangramento Retirar e examinar o material
Depois da menopausa, sem sintoma, pólipo maior que 1,3 cm Retirar
Depois da menopausa, sem sintoma, pólipo menor que 1,3 cm Decisão conversada caso a caso
Antes da menopausa, com sangramento fora do padrão Retirar, o que trata o sintoma e dá o diagnóstico
Antes da menopausa, sem sintoma, pólipo menor que 1 cm Acompanhar é caminho aceitável
Em uso de tamoxifeno Avaliação específica, porque o remédio muda o endométrio inteiro

Três coisas sustentam essa tabela. O sangramento é o sinal de maior peso, porque quando ele existe sobe a chance de haver alguma alteração dentro do pólipo. A menopausa multiplica essa chance por mais de cinco. E o tamanho pesa: o número que melhor separou risco depois da menopausa foi 1,3 centímetro.

Acompanhar não é abandonar. Significa refazer o ultrassom em prazo combinado e rever a conduta na hora, se aparecer sangramento. Quem escolhe acompanhar sai da consulta com a data do próximo exame marcada e com a lista de sinais que antecipam o retorno.

Existe um grupo em que a conversa termina rápido: sangramento depois da menopausa não entra em acompanhamento. Ele é investigado sempre, porque a mesma imagem de pólipo pode estar acompanhando uma alteração do endométrio em volta. Retirar sob visão direta responde ao sintoma e ao diagnóstico de uma vez.

Como é a retirada

A retirada se chama polipectomia histeroscópica e não tem corte nenhum. Uma ótica fina entra pelo canal do colo do útero, o mesmo caminho por onde sai a menstruação. A cavidade é aberta com soro, o pólipo aparece na tela e é removido enquanto está sendo visto, com a base incluída. Todo o material vai para o laboratório.

Retirar vendo é diferente de retirar às cegas. Quando o tecido é raspado sem imagem, a chance de o exame deixar passar uma alteração é maior, e a de sobrar pedaço de pólipo também. Por isso, quando há indicação de examinar o endométrio, a coleta é feita junto com a histeroscopia.

Quanto tempo até voltar ao normal

A alta é no mesmo dia, poucas horas depois. Cólica leve a moderada é esperada por um a dois dias e costuma ceder com analgésico comum. O sangramento é do tipo escape ou borra de café e vai diminuindo ao longo de alguns dias. A volta à rotina e ao trabalho sem esforço costuma acontecer no dia seguinte, conforme orientação médica, e relação sexual e piscina são liberadas depois que o sangramento cessa.

Procure a equipe no mesmo dia se aparecer febre, sangramento maior que uma menstruação, dor que não cede com o analgésico prescrito ou corrimento com odor. Os riscos do procedimento são conversados com você antes, na consulta. Todas são conversadas antes.

A espera pelo resultado da biópsia costuma ser a parte mais difícil, e ninguém precisa atravessá-la sozinha. O retorno já sai marcado na alta, e o laudo é lido com você.

Perguntas frequentes

Achei pólipo no ultrassom e não tenho sintoma. Preciso operar?

Não necessariamente. Antes da menopausa, com pólipo pequeno e sem sangramento, acompanhar é caminho aceitável. Depois da menopausa a conversa muda, e o tamanho entra na decisão.

Pólipo endometrial de 1 cm precisa tirar?

O centímetro sozinho não responde. Depois da menopausa, o corte que mais separou risco foi 1,3 centímetro. Antes dela e sem sangramento, esse tamanho costuma entrar em acompanhamento.

Pólipo endometrial some sozinho?

Alguns somem. Em um ano de acompanhamento, cerca de 27 em cada 100 regrediram, ou seja, a maioria continuou lá. É motivo para reavaliar, e não para esperar sem prazo.

Pólipo endometrial é grave?

A maioria é benigna. O risco de alteração dentro do pólipo é de cerca de 3 em cada 100, e pesa bem mais depois da menopausa.

Qual a diferença entre pólipo endometrial e mioma?

O pólipo nasce da camada interna do útero e o mioma nasce da camada muscular. Mudam o tamanho, a consistência e a técnica de retirada.

Sangramento depois da menopausa pode ser pólipo?

Pode, e é uma das causas mais comuns. Também pode ser outra coisa, e por isso todo sangramento depois da menopausa é investigado, sem esperar para ver se repete.

A partir daqui, a versão completa

O mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes, para quem quer o detalhe. Cada seção tem link de volta para o resumo acima.

A resposta direta

Um laudo na mão e uma palavra que assusta: é assim que esse assunto costuma começar. Nem todo pólipo precisa sair, e nem todo pólipo é inofensivo. As duas metades dessa frase importam igualmente, e a diretriz canadense SOGC nº 447, de 2024 (Bougie et al.), foi quem colocou as duas na mesma mesa: a conduta depende dos sintomas, do risco de malignidade e da escolha de quem está sendo tratada. Conduta expectante, ou seja, acompanhar sem operar, virou opção legítima para um grupo bem definido de casos.

O que decide não é o laudo sozinho. É a combinação de quatro coisas: se você já entrou na menopausa, se sangra ou não, o tamanho do pólipo e se existe desejo de engravidar. Abaixo está essa combinação em tabela, e depois cada item explicado.

Por que o pólipo aparece

O pólipo endometrial é um crescimento localizado da camada interna do útero, o endométrio, formado por glândulas e tecido de sustentação em volta de um vaso central. Ele cresce para dentro da cavidade, como uma saliência presa por um pé fino ou por uma base larga.

O estímulo é hormonal, principalmente do estrogênio, e por isso a frequência sobe na perimenopausa. Num estudo populacional norueguês com 257 mulheres de 45 a 50 anos, 12,1% tinham pólipo, a maioria sem saber (Lieng et al., 2009). Sobrepeso, uso de tamoxifeno e terapia hormonal também entram na conta.

Pólipo e mioma se confundem nos laudos, e separar os dois ajuda. O pólipo nasce do endométrio, é mole e costuma medir milímetros a poucos centímetros. O mioma nasce do músculo do útero, é firme e pode chegar a tamanhos bem maiores. Sangram por motivos diferentes e se operam por técnicas diferentes.

Quando é indicado tirar, e quando é indicado acompanhar

Achado Idade e status menopausal Sintoma Conduta que discutimos
Pólipo de qualquer tamanho Pós-menopausa Sangramento Retirada com histeroscopia e exame do material (Bougie et al., 2024)
Pólipo maior que 13 mm Pós-menopausa Sem sintoma Retirada discutida caso a caso. O corte vem de um modelo em 240 mulheres, ainda sem validação externa, e a SOGC 447 não fixa tamanho
Pólipo de até 13 mm Pós-menopausa Sem sintoma Decisão individualizada, pesando risco calculado, comorbidades e preferência
Pólipo de qualquer tamanho Pré-menopausa Sangramento anormal ou entre ciclos Retirada, que trata o sintoma e dá o diagnóstico histológico
Pólipo menor que 10 mm Pré-menopausa Sem sintoma Acompanhamento é opção: 27% regrediram em um ano no seguimento de Lieng et al., 2009
Pólipo em uso de tamoxifeno Qualquer Com ou sem sintoma Avaliação específica, porque o tamoxifeno muda o endométrio inteiro
Pólipo com desejo de gestação Pré-menopausa Com ou sem sintoma Ver o artigo sobre pólipo e fertilidade

Três pontos sustentam essa tabela. O primeiro: sangramento é o sinal que mais pesa. Na meta- análise de Al-Rayes et al., 2025, com 11.204 pacientes, sangramento uterino anormal aumentou a probabilidade de lesão pré-maligna ou maligna. O segundo: menopausa multiplica o risco, e o quanto está detalhado no artigo sobre pólipo e câncer. O terceiro: tamanho importa, e o corte de 13 milímetros vem de um único modelo de árvore de decisão em 240 mulheres na pós-menopausa (Wong M et al., 2021). Outros estudos usam cortes diferentes, e nenhuma diretriz adotou esse número.

Acompanhar não é abandonar. Significa reavaliação com ultrassom em prazo combinado, e revisão imediata da conduta se aparecer sangramento. Quem escolhe acompanhar precisa sair da consulta com a data do próximo exame marcada e com a lista de sinais que antecipam o retorno.

Há um grupo em que a conversa termina rápido, e é justo dizer isso com clareza: sangramento depois da menopausa não entra em acompanhamento. Ele é investigado, sempre, porque a mesma imagem de pólipo pode estar acompanhando uma alteração do endométrio ao redor. A retirada sob visão direta resolve as duas perguntas de uma vez, a do sintoma e a do diagnóstico.

Como é feita a retirada

A retirada se chama polipectomia histeroscópica. Uma ótica fina entra pelo colo do útero sem corte nenhum, a cavidade é distendida com soro, o pólipo é visto na tela e removido sob visão direta, com a base incluída. O material inteiro vai para o laboratório.

O protocolo da FEBRASGO sobre pólipo uterino (Lasmar e colaboradores, 2020) diz o mesmo em outras palavras: a histeroscopia permite a retirada completa da lesão, diminuindo o risco de recidiva, e o envio do material para estudo anatomopatológico é mandatório.

A diretriz conjunta AAGL-ESGE-GCH de 2026 comparou essa abordagem com a coleta de material às cegas e concluiu que a biópsia dirigida pela visão tem acurácia maior para detectar e para excluir pólipo, mioma submucoso, hiperplasia e câncer de endométrio. A recomendação literal é que, quando houver indicação de avaliar o tecido endometrial, a coleta seja feita junto com a histeroscopia. O passo a passo do procedimento, o preparo e o prazo do resultado estão em como é a cirurgia de pólipo.

Recuperação

Marco O que esperar
Alta No mesmo dia, poucas horas depois
Cólica Leve a moderada, em geral por 24 a 48 horas
Sangramento Tipo borra de café ou escape, diminuindo ao longo de alguns dias
Rotina e trabalho sedentário Em geral no dia seguinte quando foi ambulatorial. Com sedação damos de 2 a 7 dias de atestado
Relação sexual e piscina Liberadas conforme avaliação médica, depois de cessado o sangramento
Resultado da biópsia Prazo definido pelo laboratório, discutido no retorno

Sinais que pedem contato imediato com a equipe: febre, sangramento maior que uma menstruação, dor que não cede com analgésico comum ou corrimento com odor. Os riscos do procedimento entram na conversa da consulta, antes de marcar. Todas entram na conversa antes, não depois.

O intervalo entre a cirurgia e o resultado da biópsia costuma ser a parte mais difícil, e ninguém precisa atravessá-lo sozinha. A equipe combina o retorno já na alta, e o laudo é lido com você, com o que ele muda e o que ele não muda escrito de forma compreensível.

Os prazos de afastamento por procedimento estão reunidos em Quantos dias de atestado depois de uma cirurgia ginecológica.

Cobertura pelo plano de saúde

A polipectomia histeroscópica consta no rol de procedimentos da ANS e, havendo indicação médica, costuma ter cobertura pelos planos de saúde. A autorização depende de cada contrato, e o pedido segue com relatório clínico, laudo do exame de imagem e os códigos do procedimento.

O passo a passo da autorização, do pedido à resposta da operadora, está em Cirurgia ginecológica pelo convênio. Se o pedido for negado, o caminho médico está em Meu convênio negou a cirurgia.

Em quais hospitais operamos

Samaritano Paulista, Samaritano Higienópolis, Blanc, Leforte Liberdade, São Luiz Alphaville, São Luiz Morumbi e Alvorada Moema.

Quem faz

A endoscopia ginecológica do Instituto de Ginecologia Avançada é conduzida por Dr. Carlos Guilherme Del Roy (CRM-SP 216.943, RQE 128.844), com a equipe de cirurgia minimamente invasiva. Cada caso é discutido entre os médicos antes de qualquer decisão.

O que levar na primeira consulta

  • Laudo e imagens do ultrassom transvaginal, de preferência em mídia, não só o papel
  • Histerossonografia ou histeroscopia anterior, se já fez
  • Resultado de biópsia endometrial prévia, se houver
  • Lista de medicamentos em uso, com atenção a tamoxifeno, terapia hormonal e anticoagulante
  • Anotação do padrão de sangramento dos últimos três meses
  • Data da última menstruação, ou o ano em que menstruou pela última vez

A lista completa, que vale para qualquer consulta cirúrgica, está em O que levar na primeira consulta.

Os exames pedidos antes de uma cirurgia ginecológica, e por que cada um é pedido, estão em Exames antes de uma cirurgia ginecológica.

Perguntas que você deveria fazer ao seu cirurgião

  • Meu pólipo tem indicação de sair agora, ou cabe acompanhar?
  • Qual é o tamanho exato e onde ele está na cavidade?
  • Na minha situação, qual é o risco estimado de lesão pré-maligna?
  • A retirada será sob visão direta, com todo o material enviado para exame?
  • Se eu optar por acompanhar, de quanto em quanto tempo refaço o exame?
  • O que muda na conduta se a biópsia vier alterada?

O que perguntar sobre formação, registro e volume de quem vai operar está em Como escolher o cirurgião.

Perguntas frequentes

Achei pólipo no ultrassom e não tenho sintoma. Preciso operar?

Não necessariamente. A SOGC nº 447, de 2024, reconhece conduta expectante como opção em pólipo assintomático, e a decisão pesa menopausa, tamanho e fatores de risco. Antes da menopausa, com pólipo pequeno, acompanhar é caminho aceitável.

Pólipo endometrial de 1 cm precisa tirar?

O centímetro sozinho não responde. Na pós-menopausa, o corte que mais separou risco no modelo de Wong M et al., 2021, foi 13 milímetros. Antes da menopausa e sem sangramento, um pólipo desse tamanho costuma entrar em acompanhamento.

Pólipo endometrial some sozinho?

Alguns somem. No seguimento de um ano de Lieng et al., 2009, a taxa de regressão foi de 27%, e os próprios autores concluíram que a maioria persiste. É motivo para reavaliar, não para esperar indefinidamente.

Pólipo endometrial é grave?

A maioria é benigna. A meta-análise de Al-Rayes et al., 2025, encontrou malignidade em 2,75% de 11.204 pacientes com pólipo, com peso muito maior depois da menopausa. O número está detalhado em pólipo no útero é câncer.

Qual a diferença entre pólipo endometrial e mioma?

O pólipo nasce da camada interna do útero e o mioma nasce da camada muscular. Tamanho, consistência, motivo do sangramento e técnica de retirada diferem. Os dois podem coexistir.

Sangramento depois da menopausa pode ser pólipo?

Pode, e pólipo é uma das causas mais frequentes. Também pode ser outra coisa, inclusive câncer de endométrio, e por isso todo sangramento pós-menopausa é investigado, sem exceção e sem espera.

Pólipo volta depois de tirar?

Volta em uma parcela dos casos, e o que se sabe sobre isso está em pólipo volta depois de tirar.

Próximo passo

Agende uma avaliação com nossa equipe de cirurgia ginecológica. Leve o laudo e as imagens: a consulta define se o seu caso é de operar agora, de acompanhar com data marcada, ou de investigar antes.

Referências

  1. Bougie O, Randle E, Thurston J, Magee B, Warshafsky C, Rittenberg D. Guideline No. 447: Diagnosis and Management of Endometrial Polyps. J Obstet Gynaecol Can. 2024;46(3):102402. DOI 10.1016/j.jogc.2024.102402 · PMID 38325734
  2. Al-Rayes S, Mohamed M, Suarthana E, Kigloo HN, Raina J, Tulandi T. Risks of Malignancy among 11,204 Patients with Endometrial Polyp: A Systematic Review and Meta-analysis. Gynecol Minim Invasive Ther. 2025;14(1):40-50. DOI 10.4103/gmit.GMIT-D-24-00056 · PMID 40143979
  3. Wong M, Thanatsis N, Nardelli F, Amin T, Jurkovic D. Risk of Pre-Malignancy or Malignancy in Postmenopausal Endometrial Polyps: A CHAID Decision Tree Analysis. Diagnostics (Basel). 2021;11(6):1094. DOI 10.3390/diagnostics11061094 · PMID 34203810
  4. Lieng M, Istre O, Sandvik L, Qvigstad E. Prevalence, 1-year regression rate, and clinical significance of asymptomatic endometrial polyps: cross-sectional study. J Minim Invasive Gynecol. 2009;16(4):465-471. DOI 10.1016/j.jmig.2009.04.005 · PMID 19573823
  5. Joint Society Practice Guideline from AAGL-ESGE-GCH. Visually Directed Hysteroscopic Biopsy in the Evaluation of Abnormal Uterine Bleeding and Postmenopausal Bleeding. J Minim Invasive Gynecol. 2026;33(8):1027-1040. DOI 10.1016/j.jmig.2026.06.018 · PMID 42336133
  6. Lasmar RB, Lasmar BP, Zagury DBR, Bruno R, Cardeman L. Pólipo uterino. Protocolo FEBRASGO. Femina. 2020;48(1):54-58. DOI 10.61622/0100-7254481202007

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