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Pólipo endometrial

Como é a cirurgia de pólipo no útero, passo a passo, e quanto demora a biópsia

A cirurgia de pólipo no útero é feita por dentro, sem corte: uma ótica fina entra pelo colo e retira o pólipo enquanto aparece na tela. Dura de 15 a 30 minutos.

Retrato do Dr. Carlos Guilherme Del Roy, médico ginecologista do Instituto de Ginecologia Avançada Dr. Carlos Guilherme Del Roy MÉDICO: CRM-SP 216.943 · Ginecologista: RQE 128.844 Publicado em 4 de março de 2026
Revisado em 18 de setembro de 2026 · 12 min de leitura

A resposta

Como é a cirurgia de pólipo no útero, em uma frase: uma ótica fina entra pelo canal do colo do útero, sem corte nenhum, e o pólipo é retirado enquanto está sendo visto numa tela. O nome é polipectomia histeroscópica. Dura em geral de quinze a trinta minutos, e a alta é no mesmo dia.

A palavra cirurgia pesa, e costuma chegar antes de qualquer explicação sobre o que vai acontecer. Este texto inverte essa ordem: descreve o dia inteiro, do jejum à conversa sobre o resultado.

A ótica tem o calibre de um lápis ou menos, e percorre o mesmo caminho por onde sai a menstruação. A cavidade do útero é aberta com soro, o pólipo aparece na tela, sai com a base incluída e todo o material vai para o laboratório.

Detalhes técnicos para profissionais da saúdeO mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes

Por que dá para tirar por dentro

O útero é um órgão oco e tem uma entrada natural. O pólipo cresce para dentro dessa cavidade, preso à camada interna, e por isso pode ser alcançado pelo caminho que já existe. Não é preciso abrir a barriga nem fazer furos no abdome.

A histeroscopia faz duas coisas na mesma sessão: mostra a cavidade inteira e trata o que for encontrado ali. É por isso que boa parte desses procedimentos pode ser feita fora do centro cirúrgico, em ambiente de consultório preparado para isso.

Vai ser no consultório ou no centro cirúrgico?

Essa é a pergunta prática que mais muda o seu dia, e ela tem critério.

Pólipos pequenos, com canal do colo que aceita bem a passagem da ótica, podem ser tratados em regime ambulatorial, com pouca ou nenhuma anestesia. Pólipos maiores, múltiplos, de base larga, ou quando o canal é estreito e a passagem dói, vão para o centro cirúrgico, com sedação ou anestesia.

A decisão de retirar ou acompanhar o pólipo vem antes dessa, e depende de sintoma, menopausa, tamanho e desejo de engravidar. As duas perguntas são diferentes e se respondem em ordem.

O passo a passo do dia

Etapa O que acontece
Chegada Jejum conforme a orientação, e avaliação com o anestesista quando houver sedação
Passagem da ótica Entrada pelo canal do colo, sem corte e, na maioria das vezes, sem forçar dilatação
Abertura da cavidade Soro em fluxo controlado afasta as paredes e mostra o interior do útero
Inspeção Toda a cavidade é percorrida, inclusive os cantos onde as trompas entram
Retirada O pólipo sai sob visão direta, com a base
Revisão final A cavidade é olhada de novo, para confirmar que nada ficou
Envio ao laboratório Todo o material segue para exame
Alta No mesmo dia, poucas horas depois

Na etapa da retirada está a mudança de prática mais relevante do tema. Durante décadas, tirar pólipo por raspagem às cegas foi rotina, e no Brasil ainda é em muitos serviços. Sem imagem, esse procedimento trata de forma incompleta, enxerga menos e tem mais complicações, porque a cureta não alcança de modo confiável uma lesão pequena presa por um pé. A recomendação atual é substituir a raspagem pela histeroscopia sempre que for possível.

Quanto tempo até voltar ao normal, e quando sai a biópsia

A alta é no mesmo dia. Cólica leve a moderada é esperada por um a dois dias e costuma ceder com analgésico comum. O sangramento é do tipo escape ou borra de café e diminui ao longo de alguns dias. Esforço físico, relação sexual e piscina são liberados conforme avaliação médica, em geral depois que o sangramento cessa.

Sobre voltar ao trabalho, a faixa honesta é ampla: do dia seguinte até cerca de uma semana. Quem trabalha sentada, não recebeu sedação e passou bem costuma retomar já no dia seguinte. Quem recebeu sedação, sentiu mais cólica ou trabalha em pé, com peso ou dirigindo, costuma precisar de alguns dias a mais. O atestado sai depois da cirurgia, com o que foi realmente feito e com o prazo que o seu caso pediu, e não antes, com um número escolhido por hábito.

O prazo da biópsia não depende de nós nem de uma regra fixa. O tecido passa por fixação, processamento, corte e leitura, e cada etapa leva o seu tempo. Em geral são de poucos dias a algumas semanas, e o prazo se estende quando o patologista pede exames adicionais no material, o que costuma indicar cuidado a mais, e não má notícia.

Procure a equipe no mesmo dia se aparecer febre, sangramento maior que uma menstruação, dor que não cede com o analgésico prescrito ou corrimento com odor. Os riscos do procedimento são conversados com você antes, na consulta.

Perguntas frequentes

Como é a cirurgia para tirar pólipo do útero?

Pelo caminho natural, sem corte. A ótica entra pelo canal do colo, a cavidade é aberta com soro, o pólipo sai sob visão direta com a base e todo o material vai para exame. Dura de quinze a trinta minutos.

Cirurgia de pólipo uterino dói?

Depende do ambiente. Em regime ambulatorial há desconforto parecido com cólica menstrual, e o manejo da dor faz parte do preparo. Com sedação ou anestesia não há dor durante o procedimento. Cólica leve a moderada por um a dois dias depois é esperada.

Quantos dias de atestado depois da polipectomia?

De um dia até cerca de uma semana, conforme o seu trabalho e a sedação usada. O documento é emitido depois da cirurgia, com o que foi realmente feito.

A biópsia do pólipo demora quanto tempo?

O prazo é do laboratório e vai de poucos dias a algumas semanas, conforme o processamento e a necessidade de exames adicionais. A data do retorno é combinada na alta.

Precisa de raspagem para tirar pólipo?

A recomendação atual caminha no sentido oposto, e orienta substituir os procedimentos feitos às cegas pela histeroscopia sempre que for possível.

Preciso ficar internada?

Na maioria dos casos, não. É procedimento de mesmo dia, e boa parte pode ser feita em regime ambulatorial.

A partir daqui, a versão completa

O mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes, para quem quer o detalhe. Cada seção tem link de volta para o resumo acima.

A resposta direta

Sabemos que a palavra cirurgia pesa, e que ela veio antes de qualquer explicação sobre o que exatamente vai acontecer. A retirada de um pólipo endometrial se chama polipectomia histeroscópica, e não tem corte nenhum.

Uma ótica fina, do calibre de um lápis ou menor, entra pelo canal do colo do útero, o mesmo caminho por onde sai a menstruação. A cavidade uterina é aberta com soro, o pólipo aparece na tela e é retirado enquanto está sendo visto, com a base incluída. Todo o material vai para o laboratório. É procedimento de curta duração, em geral de quinze a trinta minutos, com alta no mesmo dia.

Há um ponto que muda a conversa e que ainda não chegou à rotina de muitos serviços brasileiros: a curetagem às cegas para retirar pólipo está sendo aposentada. Está na parte de como é feita.

Por que o pólipo é retirado por dentro, e não por fora

O útero é um órgão oco com uma entrada natural. O pólipo cresce para dentro dessa cavidade, preso ao endométrio, e por isso pode ser alcançado pelo caminho que já existe. Não há necessidade de abrir o abdome nem de fazer furos na barriga.

A histeroscopia faz duas coisas ao mesmo tempo: mostra a cavidade inteira e permite tratar o que foi encontrado, na mesma sessão. É o que a literatura chama de "ver e tratar". O consenso conjunto FIGO-GCH de 2025 (Villegas-Echeverri et al.) registra que essa abordagem permite realizar perto de 90% dos procedimentos em ambiente ambulatorial.

Quando é indicado o procedimento, e quando ele é ambulatorial

A indicação de retirar o pólipo está detalhada no Pólipo endometrial precisa tirar?, e depende de sintoma, status menopausal, tamanho e desejo de gestação.

Escolhido o caminho cirúrgico, a decisão seguinte é o ambiente. Pólipos pequenos, com canal cervical favorável e boa tolerância, podem ser tratados em regime ambulatorial, com pouca ou nenhuma anestesia. Pólipos maiores, múltiplos, de base larga, ou quando o canal é estreito e a passagem é difícil, costumam ser tratados em centro cirúrgico, com sedação ou anestesia. A diretriz RCOG Green-top nº 59, de 2024 (De Silva et al.), dedicada à histeroscopia ambulatorial, é o documento de referência para essa escolha.

Como é feita, passo a passo, e o que a curetagem tem a ver com isso

Etapa O que acontece
Chegada Jejum conforme orientação, avaliação pré-anestésica quando houver sedação
Passagem da ótica Entrada pelo canal do colo, sem corte e sem dilatação forçada na maioria dos casos
Distensão da cavidade Soro em fluxo controlado, o que afasta as paredes e mostra o interior
Inspeção Toda a cavidade é percorrida, incluindo os cornos uterinos, os cantos de acesso difícil
Retirada O pólipo é removido sob visão direta, com a base, por instrumento mecânico ou com energia
Revisão final A cavidade é reinspecionada para confirmar que nada ficou
Envio ao laboratório Todo o material segue para exame anatomopatológico
Alta No mesmo dia, poucas horas depois

A etapa da retirada é onde entra a mudança de prática mais relevante do tema.

Durante décadas, tirar pólipo por dilatação e curetagem, o raspado às cegas, foi rotina. O consenso FIGO-GCH de 2025 examinou essa prática e descreveu o que ela custa: sem visualização direta, os procedimentos às cegas têm limitação diagnóstica, tratamento incompleto e mais complicações. O documento recomenda a substituição gradual desses procedimentos pela histeroscopia sempre que for viável. Pólipo retirado às cegas costuma ficar para trás, porque a cureta não alcança de forma confiável uma lesão localizada, presa por um pé.

A diretriz conjunta AAGL-ESGE-GCH de 2026 chegou ao mesmo lugar por outro caminho, revisando a acurácia diagnóstica. A histeroscopia, com ou sem coleta associada, teve acurácia maior do que a biópsia endometrial às cegas para detectar e para excluir câncer de endométrio, neoplasia intraepitelial, hiperplasia com e sem atipia, pólipo e mioma submucoso. A recomendação é que, havendo indicação de avaliar o tecido, a coleta seja feita junto com a histeroscopia, com biópsia dirigida pela visão preferida à coleta às cegas.

O protocolo brasileiro sustenta dois pontos desse passo a passo. No documento da FEBRASGO sobre pólipo uterino (Lasmar e colaboradores, 2020), o envio de todo o material para estudo anatomopatológico é mandatório, mesmo sendo rara a malignização, e o que define se o procedimento cabe no ambulatório é o tamanho da base da lesão, somado ao limiar de dor, que o texto descreve como muito variável e que precisa ser respeitado.

No Brasil, a curetagem segue sendo rotina em muitos serviços, e esse descompasso entre a recomendação e a prática está tratado em curetagem ainda se faz.

Recuperação e o prazo da biópsia

Marco O que esperar
Alta No mesmo dia, poucas horas depois do procedimento
Cólica Leve a moderada, em geral por 24 a 48 horas, controlada com analgésico comum
Sangramento Escape ou tipo borra de café, diminuindo ao longo de alguns dias
Rotina e trabalho sedentário Em geral no dia seguinte quando foi ambulatorial. Com sedação damos de 2 a 7 dias de atestado
Esforço físico e academia Liberados conforme avaliação médica
Relação sexual e piscina Liberadas conforme avaliação médica, depois de cessado o sangramento
Resultado da biópsia Prazo definido pelo laboratório, informado na alta e discutido no retorno

Sobre o prazo da biópsia, com honestidade: ele não depende de nós nem de uma regra fixa. O tecido passa por fixação, processamento, corte e leitura pelo patologista, e cada etapa tem seu tempo. Em geral são poucos dias a algumas semanas, e o prazo pode se estender quando o patologista decide fazer exames complementares no material, o que costuma ser sinal de cuidado adicional, não de má notícia. A data do retorno é combinada já na alta, e a equipe avisa quando o laudo chega.

Sinais que pedem contato imediato: febre, sangramento maior que uma menstruação, dor que não cede com analgésico ou corrimento com odor. Os riscos do procedimento são conversados com você antes, na consulta, com o seu caso na mesa.

Os prazos de afastamento por procedimento estão reunidos em Quantos dias de atestado depois de uma cirurgia ginecológica.

Cobertura pelo plano de saúde

A polipectomia histeroscópica e o exame anatomopatológico do material constam no rol de procedimentos da ANS e, havendo indicação médica, costumam ter cobertura pelos planos de saúde. A autorização depende de cada contrato, e o pedido segue com relatório clínico, laudo de imagem e os códigos do procedimento.

O passo a passo da autorização, do pedido à resposta da operadora, está em Cirurgia ginecológica pelo convênio. Se o pedido for negado, o caminho médico está em Meu convênio negou a cirurgia.

Em quais hospitais operamos

Samaritano Paulista, Samaritano Higienópolis, Blanc, Leforte Liberdade, São Luiz Alphaville, São Luiz Morumbi e Alvorada Moema.

Quem faz

A endoscopia ginecológica do Instituto de Ginecologia Avançada é conduzida por Dr. Carlos Guilherme Del Roy (CRM-SP 216.943, RQE 128.844), com a equipe de cirurgia minimamente invasiva. Cada caso é discutido entre os médicos antes de qualquer decisão.

O que levar na primeira consulta

  • Laudo e imagens do ultrassom transvaginal, de preferência em mídia
  • Exames pré-operatórios recentes, se já foram solicitados
  • Lista de medicamentos em uso, com atenção a anticoagulante e antiagregante
  • Alergias conhecidas, inclusive a anestésicos e a látex
  • Relato de cirurgias anteriores no útero ou no colo, inclusive conização e cesárea
  • Data da última menstruação

A lista completa, que vale para qualquer consulta cirúrgica, está em O que levar na primeira consulta.

Os exames pedidos antes de uma cirurgia ginecológica, e por que cada um é pedido, estão em Exames antes de uma cirurgia ginecológica.

Perguntas que você deveria fazer ao seu cirurgião

  • O meu pólipo será retirado sob visão direta, com a base?
  • Vai ser em regime ambulatorial ou em centro cirúrgico, e por quê?
  • Que tipo de anestesia está prevista no meu caso?
  • Todo o material vai para exame, ou só uma parte?
  • Em quanto tempo o laudo costuma ficar pronto no laboratório que vocês usam?
  • Se a cavidade tiver outra alteração além do pólipo, o que é feito na mesma sessão?

O que perguntar sobre formação, registro e volume de quem vai operar está em Como escolher o cirurgião.

Perguntas frequentes

Como é a cirurgia para tirar pólipo do útero?

Por via natural, sem corte. Uma ótica entra pelo canal do colo, a cavidade é distendida com soro, o pólipo é retirado sob visão direta com a base e todo o material vai para exame. Dura em geral de quinze a trinta minutos, com alta no mesmo dia.

Cirurgia de pólipo uterino dói?

Depende do ambiente e do caso. Em regime ambulatorial há desconforto semelhante a cólica menstrual, e a diretriz RCOG Green-top nº 59, de 2024, orienta o manejo da dor nesse cenário. Com sedação ou anestesia, não há dor durante o procedimento. Cólica leve a moderada por um a dois dias depois é esperada.

A biópsia do pólipo demora quanto tempo?

O prazo é do laboratório, e varia de poucos dias a algumas semanas conforme o processamento e a necessidade de exames complementares no material. A data do retorno é combinada na alta.

Precisa de curetagem para tirar pólipo?

A recomendação atual caminha no sentido oposto. O consenso FIGO-GCH de 2025 recomenda a substituição gradual dos procedimentos às cegas pela histeroscopia, e a diretriz AAGL-ESGE-GCH de 2026 prefere a biópsia dirigida pela visão à coleta às cegas.

Quantos dias de repouso depois da polipectomia?

A volta ao trabalho sedentário costuma acontecer no dia seguinte quando o procedimento foi ambulatorial. Com sedação, o atestado que damos é de 2 a 7 dias. Esforço físico, relação sexual e piscina são liberados conforme avaliação médica, em geral depois que o sangramento cessa.

Preciso ficar internada?

Na maioria dos casos, não. É procedimento de mesmo dia, e boa parte pode ser feita em regime ambulatorial (FIGO-GCH, 2025).

Vou precisar repetir a cirurgia?

Uma parcela dos pólipos volta, e o que se sabe sobre isso, inclusive o efeito da técnica usada, está em pólipo volta depois de tirar.

Posso fazer se estiver tentando engravidar?

Pode, e em alguns cenários a retirada é feita justamente para melhorar a chance de gestação. O tema tem artigo próprio em pólipo endometrial e engravidar.

Próximo passo

Agende uma avaliação com nossa equipe de cirurgia ginecológica. Leve o laudo e as imagens: a consulta define o ambiente, o tipo de anestesia e a técnica, e explica cada etapa antes de qualquer marcação.

Referências

  1. Joint Society Practice Guideline from AAGL-ESGE-GCH. Visually Directed Hysteroscopic Biopsy in the Evaluation of Abnormal Uterine Bleeding and Postmenopausal Bleeding: A Joint Society Practice Guideline. J Minim Invasive Gynecol. 2026;33(8):1027-1040. DOI 10.1016/j.jmig.2026.06.018 · PMID 42336133
  2. Villegas-Echeverri JD, Pope R, Robert M, Meinhold-Heerlein I, Haimovich S, Carugno J, Pacheco LA, Sardo ADS. FIGO-GCH joint consensus statement on the current status and recommendations for the use of blind intrauterine procedures in the evaluation and management of women with suspected intrauterine pathologies. Int J Gynaecol Obstet. 2025;168(2):493-496. DOI 10.1002/ijgo.16078 · PMID 39644179
  3. De Silva PM, Smith PP, Cooper NAM, Clark TJ; Royal College of Obstetricians and Gynaecologists. Outpatient Hysteroscopy (Green-top Guideline No. 59). BJOG. 2024;131(13):e86-e110. DOI 10.1111/1471-0528.17907 · PMID 39160077
  4. Bougie O, Randle E, Thurston J, Magee B, Warshafsky C, Rittenberg D. Guideline No. 447: Diagnosis and Management of Endometrial Polyps. J Obstet Gynaecol Can. 2024;46(3):102402. DOI 10.1016/j.jogc.2024.102402 · PMID 38325734
  5. Lasmar RB, Lasmar BP, Zagury DBR, Bruno R, Cardeman L. Pólipo uterino. Protocolo FEBRASGO. Femina. 2020;48(1):54-58. DOI 10.61622/0100-7254481202007

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