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Sangramento uterino

Sangramento depois da menopausa: por que todo caso precisa ser investigado

Todo sangramento depois da menopausa se investiga, inclusive o episódio único. Não existe a opção de esperar para ver se repete. Veja o caminho da investigação.

Retrato do Dr. Kevin F. A. Oliveira, médico ginecologista do Instituto de Ginecologia Avançada Dr. Kevin F. A. Oliveira MÉDICO: CRM-SP 196.633 · Ginecologista: RQE 110.796 Publicado em 6 de julho de 2026
Revisado em 18 de setembro de 2026 · 13 min de leitura

A resposta

Todo sangramento depois da menopausa se investiga, inclusive o episódio único, inclusive o mais discreto, inclusive aquele que só apareceu no papel higiênico. Não existe a opção de observar se repete.

Ver sangue anos depois da última menstruação assusta, e o primeiro impulso costuma ser justamente esse, o de deixar para ver no mês que vem. Entendemos de onde vem esse impulso, e ainda assim esperar é o único caminho que não serve nessa situação. Investigar não anuncia má notícia: separa as causas benignas, que são a maioria, da minoria que precisa de tratamento rápido.

O motivo cabe em dois números, e eles precisam ser lidos juntos. Entre mulheres que sangram depois da menopausa, cerca de 9 em cada 100 têm câncer do endométrio, a camada interna do útero. E mais de 9 em cada 10 mulheres com esse câncer tiveram o sangramento como primeiro sinal. O primeiro número diz que 91 em cada 100 terão outra causa, quase sempre benigna. O segundo diz que esse sintoma é a porta de entrada do diagnóstico em quase todos os casos. É por isso que investigar é obrigatório, e é por isso que a investigação costuma terminar bem.

Detalhes técnicos para profissionais da saúdeO mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes

O que sangra num útero que já parou

Menopausa é definida como doze meses seguidos sem menstruar. Qualquer sangramento depois desse marco entra nesta conversa, mesmo em pequena quantidade, mesmo uma vez só.

Causa O que é Como costuma se apresentar
Atrofia O tecido do útero e da vagina afina com a queda do estrogênio e sangra fácil Sangramento discreto, às vezes após relação, com ressecamento
Pólipo Crescimento de mucosa dentro do útero Sangramento que vai e volta, com camada interna espessa na imagem
Crescimento excessivo do endométrio A camada interna cresce além do esperado, com ou sem células alteradas Camada interna espessa, e risco de evoluir
Câncer do endométrio Tumor da camada interna do útero Sangramento que persiste ou volta, camada interna espessa
Terapia hormonal O esquema em uso, em ajuste ou com falhas de horário Padrão que acompanha o esquema e o tempo de uso
Origem fora do útero Colo, vagina, uretra ou reto O exame físico localiza de onde vem

A causa mais frequente é a atrofia, e o trabalho da consulta é confirmar, não presumir.

O pólipo tem peso diferente aqui. Num levantamento com mais de 11 mil mulheres com pólipo, cerca de 3 em cada 100 pólipos guardavam uma lesão maligna, e estar na menopausa multiplicou por mais de cinco a chance de o pólipo trazer uma lesão pré-maligna ou maligna. Ter sangramento apontou na mesma direção. Pólipo com sangramento depois da menopausa é indicação de retirada com análise do material, e não de observação.

Cada etapa da investigação

A investigação tem ordem. O ultrassom transvaginal é a avaliação inicial adequada: quando a camada interna do útero mede 4 milímetros ou menos, o câncer fica praticamente afastado, em mais de 99 de cada 100 casos.

A outra metade dessa regra é esquecida com frequência: camada fina não encerra o assunto se o sangramento voltar. Nesse caso a investigação continua, com avaliação da cavidade por dentro. Acima de 4 milímetros, colher tecido é indicado desde já. E tratar o sintoma sem descobrir a causa, como faria uma ablação do endométrio, não tem lugar aqui.

Uma distinção evita procedimento inútil: camada interna espessa achada por acaso, sem nenhum sangramento, é outro problema, com orientação própria, e não dispara investigação automática. Sangramento muda tudo. A ausência dele também.

Como o tecido é colhido hoje

Quando é preciso colher tecido, o método atual é a histeroscopia com biópsia guiada pela visão. Uma ótica fina entra pelo colo, a cavidade é aberta com soro, e a lesão é vista antes de ser tocada. A coleta acontece no ponto que o olho escolheu.

É recomendação formal e recente: a biópsia guiada pela visão acerta mais do que a coleta às cegas, tanto para o câncer quanto para as lesões que vêm antes dele. No Brasil a curetagem para diagnóstico ainda é rotina em muitos serviços, e é dela que a recomendação está se afastando.

Quanto tempo leva, e o que esperar depois

A histeroscopia só para diagnóstico, com biópsia, leva de 10 a 20 minutos, é ambulatorial, com ou sem sedação, e você volta às atividades leves no mesmo dia ou no seguinte. Cólica leve por algumas horas e sangramento discreto por poucos dias são esperados. Quando o pólipo é retirado no mesmo tempo cirúrgico, são 20 a 40 minutos, com sedação ou raquianestesia, e o retorno fica entre um e três dias.

Procure a equipe no mesmo dia se houver febre, dor forte que não cede com a medicação, secreção com odor ou sangramento vivo e volumoso.

O resultado da análise do material sai em uma a duas semanas, e é ele que define o passo seguinte. O prazo vai dito desde o começo, porque a espera pelo laudo é a parte mais difícil.

Perguntas frequentes

Sangrei uma vez só, muito pouco. Preciso investigar?

Sim. A recomendação não abre exceção para episódio único nem para pequena quantidade. O volume do sangramento não indica a gravidade da causa.

Sangramento depois da menopausa é sempre câncer?

Não. Cerca de 9 em cada 100 mulheres com esse sintoma têm câncer do endométrio, e as outras 91 terão causa benigna, com a atrofia em primeiro lugar. Isso não dispensa a investigação: a única forma de saber em qual grupo você está é investigando.

Faço terapia hormonal. Isso explica o sangramento?

Pode explicar, principalmente nos primeiros meses e em esquemas contínuos. A explicação hormonal só é aceita depois de afastadas as outras causas.

Preciso fazer curetagem?

A recomendação atual privilegia a biópsia guiada pela visão da histeroscopia, que acerta mais.

Meu ultrassom mostrou camada interna espessa, mas eu não sangro. E agora?

É outra situação, com orientação própria. Espessura sem sangramento não dispara investigação automática, e a decisão é individualizada.

Perdi sangue depois da relação. Conta?

Conta, e pede exame do colo e da vagina na mesma consulta, porque a origem pode não ser o útero.

Se o resultado for benigno, acabou?

Se o sangramento parar, sim, com acompanhamento de rotina. Se voltar, a investigação recomeça do começo: é a volta do sangramento que dispara nova avaliação.

A partir daqui, a versão completa

O mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes, para quem quer o detalhe. Cada seção tem link de volta para o resumo acima.

A resposta direta

Sabemos que ver sangue anos depois da última menstruação assusta, e que o primeiro impulso costuma ser esperar para ver se repete. A conduta correta é outra, e ela cabe em uma frase: todo sangramento depois da menopausa se investiga, inclusive o episódio único, inclusive o mais discreto. Investigar não anuncia má notícia: separa as causas benignas, que são a maioria, da minoria que precisa de tratamento rápido.

O motivo tem número e tem fonte. Clarke e colaboradores publicaram em 2018, no JAMA Internal Medicine, uma meta-análise de 129 estudos, com 34.432 mulheres com sangramento pós-menopausa e 6.358 com câncer de endométrio. Dois achados sustentam a regra. O risco de câncer de endométrio entre mulheres com esse sangramento foi de 9%, com intervalo de confiança de 8% a 11%. E 91% das mulheres com câncer de endométrio tinham o sangramento como sinal de apresentação.

Leia os dois números juntos, porque cada um sozinho engana. Nove em cada cem significa que noventa e uma em cada cem terão outra causa, quase sempre benigna. E noventa e um por cento significa que esse sintoma é a porta de entrada do diagnóstico na quase totalidade dos casos de câncer de endométrio. É por isso que a investigação é obrigatória, e é por isso que ela costuma terminar bem.

Por que acontece: o que sangra no útero que já parou

Menopausa é definida como doze meses seguidos sem menstruação. Qualquer sangramento depois desse marco é sangramento pós-menopausa, mesmo em pequena quantidade, mesmo uma vez só, mesmo que tenha aparecido apenas no papel higiênico.

Causa O que é O que costuma sugerir
Atrofia do endométrio e da vagina O tecido afina com a queda do estrogênio e sangra com facilidade Sangramento discreto, às vezes após relação, com ressecamento associado
Pólipo endometrial Crescimento de mucosa dentro da cavidade uterina Sangramento intermitente, com endométrio espessado na imagem
Hiperplasia endometrial Endométrio que cresceu demais, com ou sem atipia Endométrio espesso, fator de risco para progressão
Câncer de endométrio Tumor maligno da camada interna do útero Sangramento persistente ou recorrente, endométrio espesso
Terapia hormonal Esquema hormonal em uso, em ajuste ou com falha de adesão Padrão que se relaciona ao esquema e ao tempo de uso
Origem não uterina Colo, vagina, uretra, reto Exame físico localiza a origem

A lista corresponde às letras P, M e I do FIGO PALM-COEIN, revisado por Munro e colaboradores em 2018 e explicado em menstruação muito intensa. A causa mais frequente é a atrofia. O trabalho da consulta é confirmar, não presumir.

Duas linhas dessa tabela têm documento brasileiro próprio e recente. A hiperplasia endometrial tem protocolo da FEBRASGO publicado na Femina em 2025. E o sangramento que aparece durante a terapia hormonal da menopausa tem documento dedicado, também da FEBRASGO, publicado na Femina em 2026 e assinado por Valadares, Baccaro, Costa-Paiva e colaboradores.

O pólipo endometrial tem peso diferente aqui. Al-Rayes e colaboradores, em meta-análise de 2025 com 11.204 pacientes com pólipo endometrial, encontraram malignidade em 2,75% do total, e mostraram que a condição de menopausa aumentou a chance de lesão pré-maligna ou maligna, com razão de chances de 5,63. A presença de sangramento apontou na mesma direção. Ou seja: pólipo com sangramento depois da menopausa é indicação de retirada com análise do material, e não de observação. O tema está em pólipo no útero é câncer.

Quando é indicada cada etapa da investigação

A investigação segue uma ordem. A ACOG, na Opinião de Comitê nº 734, de 2018, estabelece o ultrassom transvaginal como avaliação inicial adequada: um eco endometrial fino, de 4 mm ou menos, tem valor preditivo negativo superior a 99% para câncer de endométrio. É um número que vem de medida, não de impressão.

O mesmo documento traz a outra metade da regra, esquecida com frequência. Endométrio fino não encerra o assunto se o sangramento voltar: a investigação continua, com avaliação da cavidade. Acima de 4 mm, a coleta de tecido é indicada. E tratar o sintoma sem investigar a causa, como faria uma ablação endometrial, não tem lugar aqui.

Uma distinção evita procedimento inútil: espessamento endometrial achado por acaso, sem sangramento, é outro problema. A diretriz nº 451 da sociedade canadense, de 2024, conduzida por Wolfman e colaboradores, trata disso e desaconselha transformar um achado incidental em investigação automática. Sangramento muda tudo. A ausência dele também.

Como é feito: a biópsia dirigida substituiu o raspado às cegas

Quando é preciso colher tecido, o método atual é a histeroscopia com biópsia dirigida pela visão. Uma ótica fina entra pelo colo, a cavidade é distendida com soro, e a lesão é vista antes de ser tocada. A coleta acontece no ponto que o olho escolheu.

É recomendação formal e recente. Em 2026, a AAGL, a ESGE e a Global Community on Hysteroscopy publicaram no Journal of Minimally Invasive Gynecology uma diretriz conjunta dedicada à avaliação do sangramento uterino anormal e do sangramento pós-menopausa, concluindo que a biópsia histeroscópica dirigida tem acurácia diagnóstica maior do que a biópsia às cegas para câncer de endométrio, neoplasia intraepitelial endometrial, hiperplasia, pólipos e miomas submucosos. Em 2025, o consenso da FIGO com a Global Community on Hysteroscopy, conduzido por Villegas-Echeverri e colaboradores, já havia recomendado a substituição progressiva dos procedimentos intrauterinos às cegas.

No Brasil, a curetagem para diagnóstico ainda é rotina em muitos serviços. Por que ela está saindo, e onde ainda faz sentido, é o assunto de curetagem ainda se faz.

Recuperação

A histeroscopia diagnóstica com biópsia costuma ser ambulatorial, com ou sem sedação, e a alta acontece no mesmo dia. Quando a retirada de pólipo acontece no mesmo tempo cirúrgico, o porte muda um pouco.

Procedimento Tempo médio Anestesia Retorno às atividades leves O que é esperado depois
Histeroscopia diagnóstica com biópsia dirigida 10 a 20 minutos Ambulatorial, com ou sem sedação No mesmo dia ou no dia seguinte Cólica leve por horas, sangramento discreto por poucos dias
Histeroscopia cirúrgica com polipectomia 20 a 40 minutos Sedação ou raquianestesia 1 a 3 dias Cólica, sangramento tipo borra por alguns dias

Procure a equipe no mesmo dia em caso de febre, dor forte que não cede com analgésico comum, secreção com odor ou sangramento vivo e volumoso. Detalhes em sangramento depois da histeroscopia.

O resultado da análise do material costuma sair em uma a duas semanas, e é ele que define o passo seguinte. O prazo vai dito desde o começo, porque a espera pelo laudo é a parte mais difícil.

Os prazos de afastamento por procedimento estão reunidos em Quantos dias de atestado depois de uma cirurgia ginecológica.

Cobertura pelo plano de saúde

O ultrassom transvaginal, a histeroscopia diagnóstica e a histeroscopia cirúrgica constam no rol de procedimentos da ANS e, havendo indicação médica, costumam ter cobertura pelos planos de saúde. A autorização depende de cada contrato. Emitimos o relatório com a indicação, o código do procedimento e a justificativa clínica, e acompanhamos o trâmite com o hospital.

O passo a passo da autorização, do pedido à resposta da operadora, está em Cirurgia ginecológica pelo convênio. Se o pedido for negado, o caminho médico está em Meu convênio negou a cirurgia.

Em quais hospitais operamos

Samaritano Paulista, Samaritano Higienópolis, Blanc, Leforte Liberdade, São Luiz Alphaville, São Luiz Morumbi e Alvorada Moema. A escolha considera o procedimento, a sua rede e a agenda.

Quem faz

A investigação do sangramento pós-menopausa é conduzida pela nossa equipe de ginecologia cirúrgica, com endoscopia ginecológica. Cada caso é discutido entre os médicos, conforme a sua história, a imagem e o que a análise do tecido mostrar.

O que levar na primeira consulta

  • A data aproximada da última menstruação, antes da menopausa
  • Ultrassom transvaginal recente, com laudo e imagens, e os anteriores para comparação
  • Anotação do sangramento: quando começou, quantas vezes, quantidade, se houve relação antes
  • Lista de medicamentos, com atenção especial a terapia hormonal, tamoxifeno e anticoagulante
  • Resultado de biópsia, curetagem ou histeroscopia anterior, se houver
  • Histórico familiar de câncer de útero, de intestino ou de ovário
  • Hemograma e ferritina, se o sangramento tiver sido volumoso

A lista completa, que vale para qualquer consulta cirúrgica, está em O que levar na primeira consulta.

Os exames pedidos antes de uma cirurgia ginecológica, e por que cada um é pedido, estão em Exames antes de uma cirurgia ginecológica.

Perguntas que você deveria fazer ao seu médico

  • Meu endométrio mediu quanto no ultrassom, e o que esse número muda na conduta?
  • Se o endométrio estiver fino e eu voltar a sangrar, o que fazemos?
  • A coleta de material será feita sob visão histeroscópica ou às cegas?
  • Vou receber o laudo em quanto tempo, e quem me explica o resultado?
  • Estou em terapia hormonal: o esquema pode explicar esse sangramento?
  • Se aparecer pólipo, ele será retirado no mesmo procedimento?

O que perguntar sobre formação, registro e volume de quem vai operar está em Como escolher o cirurgião.

Perguntas frequentes

Sangrei uma vez só, muito pouco. Preciso investigar?

Sim. A recomendação não abre exceção para episódio único nem para pequena quantidade: o volume não indica a gravidade da causa. Sangramento volumoso ainda pode levar à anemia.

Sangramento depois da menopausa é sempre câncer?

Não. Na meta-análise de Clarke e colaboradores, de 2018, o risco de câncer de endométrio entre mulheres com esse sintoma foi de 9%. A maioria terá causa benigna, com a atrofia em primeiro lugar. Isso não dispensa a investigação, porque a única forma de saber em qual grupo você está é investigando.

Sangramento depois da menopausa pode ser pólipo?

Pode, e é uma causa frequente. Nesse contexto o pólipo tem indicação de retirada com análise do material, conforme os dados de Al-Rayes e colaboradores de 2025.

Faço terapia hormonal. Isso explica o sangramento?

Pode explicar, principalmente nos primeiros meses e em esquemas contínuos, mas a explicação hormonal só é aceita depois de afastadas as outras causas. Leve a receita e o tempo de uso.

Preciso fazer curetagem?

A recomendação internacional atual privilegia a biópsia histeroscópica dirigida, conforme a diretriz conjunta AAGL, ESGE e Global Community on Hysteroscopy de 2026, que trata especificamente do sangramento pós-menopausa.

Meu ultrassom mostrou endométrio espessado, mas eu não sangro. E agora?

É outra situação, com diretriz própria, a nº 451 da sociedade canadense, de 2024. Espessamento sem sangramento não dispara investigação automática, e a decisão é individualizada.

Perdi sangue depois da relação. Conta como sangramento pós-menopausa?

Conta, e precisa de exame do colo e da vagina na mesma consulta, porque a origem pode não ser o útero. O padrão fora do ciclo, antes da menopausa, está em sangramento fora do período menstrual.

Se o resultado for benigno, acabou?

Se o sangramento parar, sim, com acompanhamento de rotina. Se voltar, a investigação recomeça: a recorrência é o sinal que a própria ACOG aponta como gatilho de nova avaliação.

Próximo passo

Agende uma avaliação com nossa equipe de cirurgia ginecológica. A consulta define o que já pode ser respondido pelo ultrassom que você tem, o que falta e se existe indicação de olhar a cavidade uterina.

Referências

  1. Clarke MA, Long BJ, Del Mar Morillo A, Arbyn M, Bakkum-Gamez JN, Wentzensen N. Association of Endometrial Cancer Risk With Postmenopausal Bleeding in Women: A Systematic Review and Meta-analysis. JAMA Intern Med. 2018;178(9):1210-1222. DOI 10.1001/jamainternmed.2018.2820 · PMID 30083701
  2. American College of Obstetricians and Gynecologists. Committee Opinion No. 734: The Role of Transvaginal Ultrasonography in Evaluating the Endometrium of Women With Postmenopausal Bleeding. Obstet Gynecol. 2018;131(5):e124-e129. DOI 10.1097/AOG.0000000000002631 · PMID 29683909
  3. Joint Society Practice Guideline from AAGL-ESGE-GCH. Visually Directed Hysteroscopic Biopsy in the Evaluation of Abnormal Uterine Bleeding and Postmenopausal Bleeding. J Minim Invasive Gynecol. 2026;33(8):1027-1040. DOI 10.1016/j.jmig.2026.06.018
  4. Villegas-Echeverri JD, Pope R, Robert M, et al. FIGO-GCH joint consensus statement on the current status and recommendations for the use of blind intrauterine procedures in the evaluation and management of women with suspected intrauterine pathologies. Int J Gynaecol Obstet. 2025;168(2):493-496. DOI 10.1002/ijgo.16078
  5. Wolfman W, Bougie O, Chen I, Tang Y, Goldstein S, Bouteaud J. Guideline No. 451: Asymptomatic Endometrial Thickening in Postmenopausal Women. J Obstet Gynaecol Can. 2024;46(7):102591. DOI 10.1016/j.jogc.2024.102591 · PMID 38901794
  6. Al-Rayes S, Mohamed M, Suarthana E, Kigloo HN, Raina J, Tulandi T. Risks of Malignancy among 11,204 Patients with Endometrial Polyp: A Systematic Review and Meta-analysis. Gynecol Minim Invasive Ther. 2025;14(1):40-50. DOI 10.4103/gmit.GMIT-D-24-00056 · PMID 40143979
  7. Munro MG, Critchley HOD, Fraser IS. The two FIGO systems for normal and abnormal uterine bleeding symptoms and classification of causes of abnormal uterine bleeding in the reproductive years: 2018 revisions. Int J Gynaecol Obstet. 2018;143(3):393-408. DOI 10.1002/ijgo.12666 · PMID 30198563
  8. Protocolo FEBRASGO de Ginecologia. Sangramento uterino anormal. Femina. 2026;54(3). DOI 10.61622/0100-7254543202609
  9. Protocolo FEBRASGO de Ginecologia. Hiperplasia endometrial. Femina. 2025;53(6):841-847. DOI 10.61622/0100-7254536202509
  10. Valadares ALR, Baccaro LFC, Costa-Paiva LHS, et al. Sangramento uterino anormal na vigência de terapia hormonal da menopausa. Número 8, 2026. Femina. 2026;54(5):370-375. DOI 10.61622/0100-7254545202604

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